"Conserta-se Jegues”
O cabra da peste vinha montado no jegue, quando, de repente, o jegue empaca.
E como todo mundo sabe, jegue, quando empaca não sai mais do lugar de jeito nenhum.
O sujeito faz de tudo e nada.
Lá na curva ele vê uma faixa:
"Conserta-se Jegues".
Entre aliviado e curioso ele caminha até lá e conta o problema.
O dono da oficina manda seu ajudante em um caminhão para rebocar o jegue.
Chegando no local, o guindaste levanta o jegue, coloca no caminhão e toca todo mundo para a oficina.
Quando chegam, o dono da oficina fala para o ajudante:
- Severino, bota ele na rampa.
O guindaste desce o jegue numa rampa.
Aí, o dono da oficina pega uma raquete de madeira (tipo frescobol), chega por trás e dá uma raquetada no saco do jegue.
Santo remédio: o jegue sai numa disparada!
O dono do jegue, abobado com a eficiência do serviço, pergunta:
- Mas e agora, cumé que eu pego o jegue?
O dono da oficina fala para o ajudante:
- Severino, bota o homi na rampa...
hahahahHAHAHAHhahahahahah
Sou professor de Educação Física, aposentado. Preparador Físico de Futebol, Técnico de Futebol formado pela Universidade da Gama Filho, RJ.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pesquisas explicam o futebol e o comportamento dos jogadores
Pesquisas explicam o futebol e o comportamento dos jogadores
A 19ª Copa do Mundo, que terá lugar na África do Sul, não escapa à curiosidade da ciência, que oferece informações importantes sobre a biomecânica do jogo, as leis físicas que o regem, nutrição e comportamento dos jogadores.
Quando o jogador se atira para simular falta
O psicólogo britânico Paul Morris analisou a questão para saber quando o jogador se atira para simular falta ou pênalti, e chegou às seguintes conclusões:Quando o jogador cai com os braços para cima, as mãos abertas, o peito para frente e o joelho dobrado, não há dúvidas de que simulou a falta, porque "as leis biomecânicas dizem que isto não pode acontecer de maneira natural", revela Morris.Quando há falta, "instintivamente os braços" do jogador que sofre a infração "vão para a frente para amortecer a queda, ou para o lado para manter o equilíbrio", segundo Morris.
O esporte mais excitante
Existe prova científica de que o futebol é o primeiro esporte em termos de surpresas, pois é a categoria onde se registram mais vitórias dos azarões, segundo estatísticas do laboratório mexicano de Los Álamos, que analisou em 2006 os resultados dos principais clubes desde 1888.O futebol americano é muito mais previsível, porque as opções de vitória do mais fraco contra a equipe maior são 25% menores que no futebol tradicional. Dificilmente um time que jogou pior ganha um jogo de basquete ou vôlei, mas ele pode ganhar uma partida de futebol.
Os perigos da decisão nos pênalti
Olhar uma decisão nos pênaltis pode matar homens cardíacos, mas não representa qualquer risco para as mulheres.Uma análise revela que o número de internações por ataque cardíaco aumentou 25% na Inglaterra quando a seleção nacional perdeu nos pênaltis para a Argentina, no dia 30 de junho de 1998, em jogo pelas oitavas de final da Copa da França.Na Euro copa de 1996, a taxa de ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral cresceu 50% no dia em que a Holanda foi derrotada pela França nos pênaltis, nas quartas de final. Neste ano, no Brasil, pesquisadores vão mapear os problemas cardíacos dos torcedores durante a Copa.
Jogar em casa aumenta a testosterona
Os pesquisadores britânicos Sandy Wolfson e Nick Neave analisaram até que ponto os hormônios secretados pelos jogadores que atuam no próprio estádio favorecem a equipe da casa.Medindo os níveis de testosterona dos jogadores que atuam em casa, dos visitantes e dos atletas durante os treinos, Wolfson e Neave concluíram que este hormônio está mais presente nos jogadores que competem no próprio estádio.A testosterona está ligada ao domínio, à confiança e à agressividade, o que leva a crer que os jogadores locais se comportam como homens defendendo seu território.
A vantagem da camisa vermelha
Os times com camisas vermelhas vencem mais, segundo análise realizada por universitários britânicos em 2008, baseada na Premier League.Na Liga Inglesa, Manchester United, Liverpool e Arsenal vencem mais que equipes com uniformes de outra cor.Parece que tal pesquisa não se aplica à Copa do Mundo, onde o Brasil, jogando de amarelo ou azul, faturou cinco títulos e é o maior campeão.
Explicação para as bolas de efeito
Os torcedores se lembram do golaço que Roberto Carlos fez na França em 1997, quando a bola tomou um impressionante efeito. Segundo os físicos, o percurso feito pela bola se explica pelo Efeito Magnus e o Princípio de Bernoulli.No momento anterior ao chute, o ar se desloca de maneira irregular em torno da bola, que ao receber o impacto sai a toda velocidade.O atrito com o ar vai retardando o progresso da bola e provoca uma trajetória curva, de acordo com o efeito dado inicialmente.Isto explica porque o tiro de Roberto Carlos desviou da barreira francesa antes de entrar no gol junto à trave esquerda.
As mãos não mentem
Olhar as mãos dos jogadores pode ajudar a prever quem vai vencer a Copa. John Manning, da Universidade de Liverpool, estabeleceu que os melhores jogadores têm dedos anulares maiores que os indicadores.
Sem álcool
Tomar cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica não é a melhor forma de se recuperar de um jogo, segundo estudo neozelandês publicado no Journal of Science and Medicine in Sports.Beber sem moderação após um esforço físico reduz a força muscular entre 15 e 20%, e os efeitos duram vários dias.
Grato.
A 19ª Copa do Mundo, que terá lugar na África do Sul, não escapa à curiosidade da ciência, que oferece informações importantes sobre a biomecânica do jogo, as leis físicas que o regem, nutrição e comportamento dos jogadores.
Quando o jogador se atira para simular falta
O psicólogo britânico Paul Morris analisou a questão para saber quando o jogador se atira para simular falta ou pênalti, e chegou às seguintes conclusões:Quando o jogador cai com os braços para cima, as mãos abertas, o peito para frente e o joelho dobrado, não há dúvidas de que simulou a falta, porque "as leis biomecânicas dizem que isto não pode acontecer de maneira natural", revela Morris.Quando há falta, "instintivamente os braços" do jogador que sofre a infração "vão para a frente para amortecer a queda, ou para o lado para manter o equilíbrio", segundo Morris.
O esporte mais excitante
Existe prova científica de que o futebol é o primeiro esporte em termos de surpresas, pois é a categoria onde se registram mais vitórias dos azarões, segundo estatísticas do laboratório mexicano de Los Álamos, que analisou em 2006 os resultados dos principais clubes desde 1888.O futebol americano é muito mais previsível, porque as opções de vitória do mais fraco contra a equipe maior são 25% menores que no futebol tradicional. Dificilmente um time que jogou pior ganha um jogo de basquete ou vôlei, mas ele pode ganhar uma partida de futebol.
Os perigos da decisão nos pênalti
Olhar uma decisão nos pênaltis pode matar homens cardíacos, mas não representa qualquer risco para as mulheres.Uma análise revela que o número de internações por ataque cardíaco aumentou 25% na Inglaterra quando a seleção nacional perdeu nos pênaltis para a Argentina, no dia 30 de junho de 1998, em jogo pelas oitavas de final da Copa da França.Na Euro copa de 1996, a taxa de ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral cresceu 50% no dia em que a Holanda foi derrotada pela França nos pênaltis, nas quartas de final. Neste ano, no Brasil, pesquisadores vão mapear os problemas cardíacos dos torcedores durante a Copa.
Jogar em casa aumenta a testosterona
Os pesquisadores britânicos Sandy Wolfson e Nick Neave analisaram até que ponto os hormônios secretados pelos jogadores que atuam no próprio estádio favorecem a equipe da casa.Medindo os níveis de testosterona dos jogadores que atuam em casa, dos visitantes e dos atletas durante os treinos, Wolfson e Neave concluíram que este hormônio está mais presente nos jogadores que competem no próprio estádio.A testosterona está ligada ao domínio, à confiança e à agressividade, o que leva a crer que os jogadores locais se comportam como homens defendendo seu território.
A vantagem da camisa vermelha
Os times com camisas vermelhas vencem mais, segundo análise realizada por universitários britânicos em 2008, baseada na Premier League.Na Liga Inglesa, Manchester United, Liverpool e Arsenal vencem mais que equipes com uniformes de outra cor.Parece que tal pesquisa não se aplica à Copa do Mundo, onde o Brasil, jogando de amarelo ou azul, faturou cinco títulos e é o maior campeão.
Explicação para as bolas de efeito
Os torcedores se lembram do golaço que Roberto Carlos fez na França em 1997, quando a bola tomou um impressionante efeito. Segundo os físicos, o percurso feito pela bola se explica pelo Efeito Magnus e o Princípio de Bernoulli.No momento anterior ao chute, o ar se desloca de maneira irregular em torno da bola, que ao receber o impacto sai a toda velocidade.O atrito com o ar vai retardando o progresso da bola e provoca uma trajetória curva, de acordo com o efeito dado inicialmente.Isto explica porque o tiro de Roberto Carlos desviou da barreira francesa antes de entrar no gol junto à trave esquerda.
As mãos não mentem
Olhar as mãos dos jogadores pode ajudar a prever quem vai vencer a Copa. John Manning, da Universidade de Liverpool, estabeleceu que os melhores jogadores têm dedos anulares maiores que os indicadores.
Sem álcool
Tomar cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica não é a melhor forma de se recuperar de um jogo, segundo estudo neozelandês publicado no Journal of Science and Medicine in Sports.Beber sem moderação após um esforço físico reduz a força muscular entre 15 e 20%, e os efeitos duram vários dias.
Grato.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O papel dos ‘observadores técnicos’ nos clubes de futebol
Prognóstico de talentos, subjetivo e extremamente complexo, deve contar com o respaldo de uma abordagem prática e científica.
Fabrício Moreira
Fabrício Moreira
Um dos mais recentes profissionais contratados para compor a equipe de trabalho de base dos clubes brasileiros são os denominados “experts” na detecção e seleção de novos talentos para as grandes agremiações. São os chamados “observadores técnicos”, mais conhecidos no meio esportivo como “olheiros”, responsáveis pela busca cada vez maior por craques para os times secundários.
Nestes casos, os clubes buscam contratar esse tipo de profissional para correr as grandes regiões e seleiros de grandes jogadores do país. São muitas vezes ex-atletas dos próprios clubes que passam a exercer essa função no departamento de base.
No entanto, a sua figura, o seu papel e a sua função como identificador de talentos leva a alguns questionamentos. De que competências devem dispor um observador? Como se baseiam tais competências? Qual deva ser ou não a sua qualificação? Ou, principalmente de quais critérios se baseiam os avaliadores na detecção do talento? Como deverá ser um processo de seleção de jovens atletas para o futebol de competição? Quais variáveis relevantes para determinar o futuro desempenho?
Como se vê, não faltam questões para se discutir sobre o papel e os critérios do campo de atuação do avaliador técnico. Além disso, é preciso entender a fundamentação teórica ou científica sobre os princípios e requisitos utilizados na avaliação de atletas. É indiscutível a importância do avaliador na tomada de decisão no processo de detecção de talentos para o futebol como um todo.
Ora, isso relembra o futebol com preocupação, atendendo ao nível de formação de muitos daqueles que o dirigem, organizam e o realizam.
Desta maneira, vale recorrer ao convite da prefigura sociedade pedagógica (Bento; Garcia; Graça, 1999): porque é inaceitável e é expressão de irracionalidade, de oportunismo e imoralidade a animosidade de muitos treinadores contra a formação, contra o conhecimento, contra as idéias.
A questão é que tal prognóstico de talentos, subjetivo e extremamente complexo que vem sendo realizado por treinadores, professores e avaliadores, tenha o respaldo de uma abordagem prática e científica, que não tem a intenção de substituir a importância dos “experts”, mas sim auxiliar sobremaneira na identificação e formação do talento futebolístico.
Portanto, devem ser elaboradas pesquisas fundamentadas nos critérios de detecção de talentos, em específico no futebol pela relevância cultural no país, por parte das equipes técnicas com referência aos aspectos do treinamento esportivo (bio-psico-sociais): desenvolver capacidades motoras e meios de avaliação e testes específicos; identificar variáveis relevantes e críticas; integrar pesquisadores com os técnicos (teoria e prática); pesquisar a forma dos programas de promoção e seleção de talentos; promover a capacitação e interação dos profissionais na área de formação e promoção de talentos esportivos.
A incerteza da avaliação e variedade de critérios são características do sistema de promoção de talentos. Mesmo o critério de surgimento de desempenho precoce é no máximo avaliado criticamente com um indicador fraco e tido também como o responsável por altas perdas de talentos futuros.
Essa incerteza do prognóstico junto a orientações práticas de ações tem resultados do conhecimento e da experiência, fundamentados na ciência, com significado prático, mediante sucessos em competição.
Vale lembrar que a detecção de talento está ligada diretamente ao processo de treinamento consciente, efetivo, planejado em longo prazo e organizado na integração da promoção do talento.
Nesse processo de desenvolvimento e mudança há a responsabilidade do observador técnico e da equipe de trabalho sob complexidades humanas e técnicas de alto grau de liberdade e quantidade ilimitada de variações com caráter indeterminado.
Essas são algumas das reflexões sobre o papel do observador técnico e seus procedimentos adotados na maneira de captar e formar novos talentos que revestem grande interesse para a investigação.
BibliografiaBento, J.; Garcia, R.; Graça, A.: Contextos da Pedagogia do Desporto – Perspectivas e Problemáticas. Livros Horizonte; Setembro, 1999.
Nestes casos, os clubes buscam contratar esse tipo de profissional para correr as grandes regiões e seleiros de grandes jogadores do país. São muitas vezes ex-atletas dos próprios clubes que passam a exercer essa função no departamento de base.
No entanto, a sua figura, o seu papel e a sua função como identificador de talentos leva a alguns questionamentos. De que competências devem dispor um observador? Como se baseiam tais competências? Qual deva ser ou não a sua qualificação? Ou, principalmente de quais critérios se baseiam os avaliadores na detecção do talento? Como deverá ser um processo de seleção de jovens atletas para o futebol de competição? Quais variáveis relevantes para determinar o futuro desempenho?
Como se vê, não faltam questões para se discutir sobre o papel e os critérios do campo de atuação do avaliador técnico. Além disso, é preciso entender a fundamentação teórica ou científica sobre os princípios e requisitos utilizados na avaliação de atletas. É indiscutível a importância do avaliador na tomada de decisão no processo de detecção de talentos para o futebol como um todo.
Ora, isso relembra o futebol com preocupação, atendendo ao nível de formação de muitos daqueles que o dirigem, organizam e o realizam.
Desta maneira, vale recorrer ao convite da prefigura sociedade pedagógica (Bento; Garcia; Graça, 1999): porque é inaceitável e é expressão de irracionalidade, de oportunismo e imoralidade a animosidade de muitos treinadores contra a formação, contra o conhecimento, contra as idéias.
A questão é que tal prognóstico de talentos, subjetivo e extremamente complexo que vem sendo realizado por treinadores, professores e avaliadores, tenha o respaldo de uma abordagem prática e científica, que não tem a intenção de substituir a importância dos “experts”, mas sim auxiliar sobremaneira na identificação e formação do talento futebolístico.
Portanto, devem ser elaboradas pesquisas fundamentadas nos critérios de detecção de talentos, em específico no futebol pela relevância cultural no país, por parte das equipes técnicas com referência aos aspectos do treinamento esportivo (bio-psico-sociais): desenvolver capacidades motoras e meios de avaliação e testes específicos; identificar variáveis relevantes e críticas; integrar pesquisadores com os técnicos (teoria e prática); pesquisar a forma dos programas de promoção e seleção de talentos; promover a capacitação e interação dos profissionais na área de formação e promoção de talentos esportivos.
A incerteza da avaliação e variedade de critérios são características do sistema de promoção de talentos. Mesmo o critério de surgimento de desempenho precoce é no máximo avaliado criticamente com um indicador fraco e tido também como o responsável por altas perdas de talentos futuros.
Essa incerteza do prognóstico junto a orientações práticas de ações tem resultados do conhecimento e da experiência, fundamentados na ciência, com significado prático, mediante sucessos em competição.
Vale lembrar que a detecção de talento está ligada diretamente ao processo de treinamento consciente, efetivo, planejado em longo prazo e organizado na integração da promoção do talento.
Nesse processo de desenvolvimento e mudança há a responsabilidade do observador técnico e da equipe de trabalho sob complexidades humanas e técnicas de alto grau de liberdade e quantidade ilimitada de variações com caráter indeterminado.
Essas são algumas das reflexões sobre o papel do observador técnico e seus procedimentos adotados na maneira de captar e formar novos talentos que revestem grande interesse para a investigação.
BibliografiaBento, J.; Garcia, R.; Graça, A.: Contextos da Pedagogia do Desporto – Perspectivas e Problemáticas. Livros Horizonte; Setembro, 1999.
domingo, 6 de junho de 2010
O QUE SE APRENDE COM A EDUCAÇÃO FÍSICA?
O que se aprende com a Educação Física?
Fonte: Abril.com.br
Educação Física não é só recreação e jogo de bola. Conheça as lições que são possíveis tirar da disciplina.
Pelé, Romário, Ronaldo, Zico, Hortência, Oscar, César Cielo, Bernardinho, Marta, Guga... Quem não sonha em ser um atleta peso-pesado? Ou em ter um campeão desses na família? Mas não é apenas de medalhas de ouro e prata que o esporte é feito. Pesquisas mostram que apenas 0,26% da população tem aptidão para se tornar esportista de renome. Mas nem por isso a Educação Física deve ficar de escanteio. As aulas aplicadas na vida escolar das crianças e jovens brasileiros podem não fazer ídolos esportivos, mas desenvolvem muitas habilidades importantes.
Desde o Ensino Infantil até o fim do Ensino Médio as aulas de Educação Física fazem parte do cotidiano dos alunos das escolas públicas e privadas do Brasil. Para a maioria das pessoas, o tal senso comum, a finalidade única da disciplina é fazer exercícios e ensinar regras de diferentes modalidades de esportes. Mas é muito mais do que isso. Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais, psicológicas, motoras e cognitivas!
Na Escola da Vila, em São Paulo, por exemplo, faz parte do plano pedagógico de Educação Física transmitir por meio das atividades valores éticos. "Nosso trabalho é voltado para práticas que, além de melhorar funções metabólicas, e de conscientizar os alunos da importância do cuidado com o corpo, procuram desenvolver um senso de coletividade buscando uma convivência solidária e positiva", diz Washington Nunes, Coordenador de Esportes.
Essa concepção do ensino de Educação Física parte de um conceito que entende o ser humano como um animal estruturado por corpo, razão e emoção. Em consonância com essa filosofia, a UNESCO – organização de cultura, Educação e ciência das Nações Unidas – estabeleceu quatro pilares que devem fundamentar a Educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. "Uma boa Educação deve ensinar o aluno a aprender, a agir e a se relacionar. Precisa englobar esses 4 pilares da UNESCO. E isso vale para qualquer disciplina, inclusive a Educação Física", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e treinador de basquete juvenil do Club Athletico Paulistano, de São Paulo.
Conheça melhor algumas competências que crianças e jovens podem desenvolver com a Educação Física:
1 - Desenvolver habilidades cognitivas
Várias habilidades como raciocinar, planejar, exercitar a memória, compreender situações, linguagens e estratégias e resolver problemas precisam ser desenvolvidas. A melhor fase para trabalhar essas capacidades do aprendizado (cognitivas) é na infância. Embora as habilidades motoras sejam o aspecto aparente mais trabalhado, é possível estimular o raciocínio por meio das atividades. "A brincadeira também produz conhecimento, é onde a criança aprende com prazer sem saber que está aprendendo", explica Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC. Em brincadeiras de arremesso com bola, por exemplo, pode se exercitar a precisão de movimentos e a memorização.
2 - Respeitar o corpo
Uma boa aula de Educação Física deve mostrar, antes de mais nada, a importância de se ter um corpo saudável, com habilidade para executar movimentos. Ela deve mostrar também como os exercícios físicos, praticados de forma correta, sem exageros, podem ajudar nesta empreitada. Na fase da adolescência essa conscientização deve ser ainda mais trabalhada. Deve ficar claro que a malhação não pode ter como única finalidade a estética. "O aluno do Ensino Médio não tem paciência para a Educação Física. Ele busca outras coisas como ficar sarado. Nem todo professor de academia está preparado pra orientar corretamente os exercícios. E às vezes chega a recomendar certos suplementos perigosos", diz Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC.
3 - Aumentar a autoestima
Do ponto de vista físico, o exercício libera hormônios que causam bem-estar. Do psicológico, aumenta a confiança e diminui a timidez. A professora Meico Fugita, doutora em aprendizagem motora, trabalhou durante 16 anos na EMEF Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, uma escola na comunidade de Heliópolis e testemunhou alguns casos de superação pelo esporte. Um garoto que aos 15 anos ainda não sabia ler, com péssimo desempenho escolar, encontrou no atletismo um meio de recuperar sua autoestima. Como? "Quando ele se deu conta de que com esforço e trabalho diário poderia evoluir no esporte ganhou mais confiança no resto da vida", conta a professora. O esporte surgiu na vida do garoto como uma nova possibilidade, mas mesmo não se tornando um atleta, a nova perspectiva foi positiva. "Com esse aumento da autoestima ele ficou mais responsável na escola e mudou seu comportamento", contou Meico.
4 - Trabalhar o equilíbrio emocinal
Ganhar, perder, errar, jogar com a incerteza... são situações comuns na vida. A boa Educação Física deve desenvolver o controle psicológico dos alunos sob a adversidade. "A pessoa precisa aprender a lidar com o sucesso e o fracasso". A dica é da psicóloga esportiva Regina Brandão, especialista em preparar equipes vencedoras. Grande parte do sucesso da seleção brasileira campeã do mundo em 2002 se deve ao trabalho de Regina. A psicóloga ajudou o técnico Luís Filipe Scolari, o "Felipão", na preparação emocional dos atletas. O mesmo tipo de trabalho pode - e deve - ser feito nas aulas de Educação Física. Afinal de contas, não é só no esporte que precisamos ter controle. Mas como isso pode ser trabalhado nas aulas? "É preciso criar situações em que os alunos tenham de lidar com a frustração. Terminar um jogo assim que uma equipe faz um ponto a mais, e até montar times mais fortes que o outro, propositalmente", diz Verena Pedrinelli, Doutoranda em Educação Física e Diretora de Esportes da Special Olympics.
5 - Reconhecer o outro e saber compartilhar
Uma das primeiras coisas que se aprende na escola é a lidar com a existência do outro - o colega, o professor, o funcionário. Aquele outro ser que não satisfaz os desejos prontamente. Esse reconhecimento não é fácil pois, nos primeiros anos do ensino infantil e fundamental, as crianças ainda passam por um período conhecido como egocentrismo infantil. "Quando nascemos somos cercados de cuidados por nossos pais. Não é de se estranhar que as crianças pensem que são o centro do mundo", explica Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC."Nessa fase é importante mostrar para criança a importância de compartilhar as coisas", diz Alcir Ferrer, treinador de basquete do clube Paulistano, em São Paulo. Isso costuma ser feito por meio de atividades recreativas, seguidas de um bate-papo. Um exemplo, utilizado por Alcir, é o "pega-pega corrente". Na brincadeira, quem é capturado pelo pegador dá a mão para ele e passa a pegar os outros junto. Cada um que é pego aumenta a corrente. À medida que o cordão aumenta, a bagunça começa. Quanto maior a corrente, mais desordenada ela fica. "No fim do exercício, eu mostro para eles que a corrente não deu certo porque cada um queria ir para um lado. Com esse exemplo prático fica mais fácil de entender a importância do trabalho coletivo", diz o Professor de Educação Física.
6- Trabalhar em grupo
O ser humano é o animal que mais depende de seu semelhante pra sobreviver. Justamente por isso, precisa estar apto a trabalhar em equipe. Tanto no futebol quanto na vida é preciso aprender a dividir as tarefas e as responsabilidades. Quanto maior a comunicação do grupo, melhor o resultado. Na EMEF Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, o trabalho da professora Meico Fugita conseguiu aproximar meninos e meninas em torno do futebol. Normalmente, garotos torcem o nariz quando são forçados a jogar bola com meninas. Na escola, foi diferente. "As meninas estão começando a gostar de futebol, mas têm medo de certos lances como cabecear e matar no peito. Propus aos garotos que ensinassem as meninas a jogar. O resultado foi muito bom", diz Meico Fugita.
7- Desenvolver a autonomia
Tomar decisões, se impor, fazer escolhas, ou seja, saber se virar é indispensável na vida de qualquer pessoa. Por meio da Educação Física é possível envolver os alunos em várias situações que desenvolvem essa competência. "Num jogo de basquete, ou de qualquer outro esporte, o jogador precisa raciocinar rápido para pensar a melhor jogada a ser feita", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e técnico de basquete do Paulistano, clube de São Paulo.A autonomia promovida pela Educação Física também pode servir para melhorar o convívio social de deficientes intelectuais. Verena Pedrinelli é mestre em Educação Física e atuou como Diretora de Esportes da Special Olympics, uma instituição esportiva de apoio a deficientes intelectuais. Seu trabalho é voltado para desenvolver autonomia nessas pessoas com inteligência abaixo da média, que têm dificuldades comunicativas, de cuidados pessoais e outras aptidões sociais. Por meio de atividades desafiadoras, que passam do simples ao complexo, Verena estimula seus alunos a agirem por conta própria e serem mais pró-ativos. "Deficientes intelectuais precisam ter opção de escolha e de tomada de decisão, assim como qualquer pessoa". diz Verena.
8- Estimular a criatividade
"O que move o mundo é a criatividade. Se não formos criativos não evoluímos", defende Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC, especialista em criatividade. Cynthia defende que quanto mais desafiado for o jovem, melhor preparado ele será. "A criança que elabora diferentes formas de fazer uma tarefa tem mais repertório pra enfrentar situações adversas". Para a professora, é muito importante trabalhar movimentos criativos na Educação Física desde o ensino infantil. "Nos primeiros anos do ensino fundamental é necessário trabalhar a diversidade do movimento. Quanto mais você estimular a criança mais ela vai te surpreender", explica. É importante destacar que estimular a criatividade corporal, embora trabalhe em certo grau o raciocínio, não desenvolve todas as áreas da criatividade. "Uma pessoa criativa com o corpo não necessariamente é uma escritora criativa. A criatividade deve ser estimulada em todas as áreas", diz Cynthia.
por Camilo Gomide .
Fonte: Abril.com.br
Educação Física não é só recreação e jogo de bola. Conheça as lições que são possíveis tirar da disciplina.
Pelé, Romário, Ronaldo, Zico, Hortência, Oscar, César Cielo, Bernardinho, Marta, Guga... Quem não sonha em ser um atleta peso-pesado? Ou em ter um campeão desses na família? Mas não é apenas de medalhas de ouro e prata que o esporte é feito. Pesquisas mostram que apenas 0,26% da população tem aptidão para se tornar esportista de renome. Mas nem por isso a Educação Física deve ficar de escanteio. As aulas aplicadas na vida escolar das crianças e jovens brasileiros podem não fazer ídolos esportivos, mas desenvolvem muitas habilidades importantes.
Desde o Ensino Infantil até o fim do Ensino Médio as aulas de Educação Física fazem parte do cotidiano dos alunos das escolas públicas e privadas do Brasil. Para a maioria das pessoas, o tal senso comum, a finalidade única da disciplina é fazer exercícios e ensinar regras de diferentes modalidades de esportes. Mas é muito mais do que isso. Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais, psicológicas, motoras e cognitivas!
Na Escola da Vila, em São Paulo, por exemplo, faz parte do plano pedagógico de Educação Física transmitir por meio das atividades valores éticos. "Nosso trabalho é voltado para práticas que, além de melhorar funções metabólicas, e de conscientizar os alunos da importância do cuidado com o corpo, procuram desenvolver um senso de coletividade buscando uma convivência solidária e positiva", diz Washington Nunes, Coordenador de Esportes.
Essa concepção do ensino de Educação Física parte de um conceito que entende o ser humano como um animal estruturado por corpo, razão e emoção. Em consonância com essa filosofia, a UNESCO – organização de cultura, Educação e ciência das Nações Unidas – estabeleceu quatro pilares que devem fundamentar a Educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. "Uma boa Educação deve ensinar o aluno a aprender, a agir e a se relacionar. Precisa englobar esses 4 pilares da UNESCO. E isso vale para qualquer disciplina, inclusive a Educação Física", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e treinador de basquete juvenil do Club Athletico Paulistano, de São Paulo.
Conheça melhor algumas competências que crianças e jovens podem desenvolver com a Educação Física:
1 - Desenvolver habilidades cognitivas
Várias habilidades como raciocinar, planejar, exercitar a memória, compreender situações, linguagens e estratégias e resolver problemas precisam ser desenvolvidas. A melhor fase para trabalhar essas capacidades do aprendizado (cognitivas) é na infância. Embora as habilidades motoras sejam o aspecto aparente mais trabalhado, é possível estimular o raciocínio por meio das atividades. "A brincadeira também produz conhecimento, é onde a criança aprende com prazer sem saber que está aprendendo", explica Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC. Em brincadeiras de arremesso com bola, por exemplo, pode se exercitar a precisão de movimentos e a memorização.
2 - Respeitar o corpo
Uma boa aula de Educação Física deve mostrar, antes de mais nada, a importância de se ter um corpo saudável, com habilidade para executar movimentos. Ela deve mostrar também como os exercícios físicos, praticados de forma correta, sem exageros, podem ajudar nesta empreitada. Na fase da adolescência essa conscientização deve ser ainda mais trabalhada. Deve ficar claro que a malhação não pode ter como única finalidade a estética. "O aluno do Ensino Médio não tem paciência para a Educação Física. Ele busca outras coisas como ficar sarado. Nem todo professor de academia está preparado pra orientar corretamente os exercícios. E às vezes chega a recomendar certos suplementos perigosos", diz Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC.
3 - Aumentar a autoestima
Do ponto de vista físico, o exercício libera hormônios que causam bem-estar. Do psicológico, aumenta a confiança e diminui a timidez. A professora Meico Fugita, doutora em aprendizagem motora, trabalhou durante 16 anos na EMEF Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, uma escola na comunidade de Heliópolis e testemunhou alguns casos de superação pelo esporte. Um garoto que aos 15 anos ainda não sabia ler, com péssimo desempenho escolar, encontrou no atletismo um meio de recuperar sua autoestima. Como? "Quando ele se deu conta de que com esforço e trabalho diário poderia evoluir no esporte ganhou mais confiança no resto da vida", conta a professora. O esporte surgiu na vida do garoto como uma nova possibilidade, mas mesmo não se tornando um atleta, a nova perspectiva foi positiva. "Com esse aumento da autoestima ele ficou mais responsável na escola e mudou seu comportamento", contou Meico.
4 - Trabalhar o equilíbrio emocinal
Ganhar, perder, errar, jogar com a incerteza... são situações comuns na vida. A boa Educação Física deve desenvolver o controle psicológico dos alunos sob a adversidade. "A pessoa precisa aprender a lidar com o sucesso e o fracasso". A dica é da psicóloga esportiva Regina Brandão, especialista em preparar equipes vencedoras. Grande parte do sucesso da seleção brasileira campeã do mundo em 2002 se deve ao trabalho de Regina. A psicóloga ajudou o técnico Luís Filipe Scolari, o "Felipão", na preparação emocional dos atletas. O mesmo tipo de trabalho pode - e deve - ser feito nas aulas de Educação Física. Afinal de contas, não é só no esporte que precisamos ter controle. Mas como isso pode ser trabalhado nas aulas? "É preciso criar situações em que os alunos tenham de lidar com a frustração. Terminar um jogo assim que uma equipe faz um ponto a mais, e até montar times mais fortes que o outro, propositalmente", diz Verena Pedrinelli, Doutoranda em Educação Física e Diretora de Esportes da Special Olympics.
5 - Reconhecer o outro e saber compartilhar
Uma das primeiras coisas que se aprende na escola é a lidar com a existência do outro - o colega, o professor, o funcionário. Aquele outro ser que não satisfaz os desejos prontamente. Esse reconhecimento não é fácil pois, nos primeiros anos do ensino infantil e fundamental, as crianças ainda passam por um período conhecido como egocentrismo infantil. "Quando nascemos somos cercados de cuidados por nossos pais. Não é de se estranhar que as crianças pensem que são o centro do mundo", explica Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC."Nessa fase é importante mostrar para criança a importância de compartilhar as coisas", diz Alcir Ferrer, treinador de basquete do clube Paulistano, em São Paulo. Isso costuma ser feito por meio de atividades recreativas, seguidas de um bate-papo. Um exemplo, utilizado por Alcir, é o "pega-pega corrente". Na brincadeira, quem é capturado pelo pegador dá a mão para ele e passa a pegar os outros junto. Cada um que é pego aumenta a corrente. À medida que o cordão aumenta, a bagunça começa. Quanto maior a corrente, mais desordenada ela fica. "No fim do exercício, eu mostro para eles que a corrente não deu certo porque cada um queria ir para um lado. Com esse exemplo prático fica mais fácil de entender a importância do trabalho coletivo", diz o Professor de Educação Física.
6- Trabalhar em grupo
O ser humano é o animal que mais depende de seu semelhante pra sobreviver. Justamente por isso, precisa estar apto a trabalhar em equipe. Tanto no futebol quanto na vida é preciso aprender a dividir as tarefas e as responsabilidades. Quanto maior a comunicação do grupo, melhor o resultado. Na EMEF Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, o trabalho da professora Meico Fugita conseguiu aproximar meninos e meninas em torno do futebol. Normalmente, garotos torcem o nariz quando são forçados a jogar bola com meninas. Na escola, foi diferente. "As meninas estão começando a gostar de futebol, mas têm medo de certos lances como cabecear e matar no peito. Propus aos garotos que ensinassem as meninas a jogar. O resultado foi muito bom", diz Meico Fugita.
7- Desenvolver a autonomia
Tomar decisões, se impor, fazer escolhas, ou seja, saber se virar é indispensável na vida de qualquer pessoa. Por meio da Educação Física é possível envolver os alunos em várias situações que desenvolvem essa competência. "Num jogo de basquete, ou de qualquer outro esporte, o jogador precisa raciocinar rápido para pensar a melhor jogada a ser feita", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e técnico de basquete do Paulistano, clube de São Paulo.A autonomia promovida pela Educação Física também pode servir para melhorar o convívio social de deficientes intelectuais. Verena Pedrinelli é mestre em Educação Física e atuou como Diretora de Esportes da Special Olympics, uma instituição esportiva de apoio a deficientes intelectuais. Seu trabalho é voltado para desenvolver autonomia nessas pessoas com inteligência abaixo da média, que têm dificuldades comunicativas, de cuidados pessoais e outras aptidões sociais. Por meio de atividades desafiadoras, que passam do simples ao complexo, Verena estimula seus alunos a agirem por conta própria e serem mais pró-ativos. "Deficientes intelectuais precisam ter opção de escolha e de tomada de decisão, assim como qualquer pessoa". diz Verena.
8- Estimular a criatividade
"O que move o mundo é a criatividade. Se não formos criativos não evoluímos", defende Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC, especialista em criatividade. Cynthia defende que quanto mais desafiado for o jovem, melhor preparado ele será. "A criança que elabora diferentes formas de fazer uma tarefa tem mais repertório pra enfrentar situações adversas". Para a professora, é muito importante trabalhar movimentos criativos na Educação Física desde o ensino infantil. "Nos primeiros anos do ensino fundamental é necessário trabalhar a diversidade do movimento. Quanto mais você estimular a criança mais ela vai te surpreender", explica. É importante destacar que estimular a criatividade corporal, embora trabalhe em certo grau o raciocínio, não desenvolve todas as áreas da criatividade. "Uma pessoa criativa com o corpo não necessariamente é uma escritora criativa. A criatividade deve ser estimulada em todas as áreas", diz Cynthia.
por Camilo Gomide .
Ola amigos.
Há um tempão não escrevo no meu blog....mas resolvi este mês atualizar.
primeiro por que estive estudando um pouco e segundo a minha internet movel o modem queimou agora todo bem. grato.
primeiro por que estive estudando um pouco e segundo a minha internet movel o modem queimou agora todo bem. grato.
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