quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dores Laterias




Iniciar uma atividade física pode ser uma experiência muito prazerosa: a liberação de hormônios causa a sensação de bem-estar e a perspectiva dos resultados é um estímulo e tanto. Mas como lidar com aquela pontada dolorosa bem abaixo das costelas que aparece justamente quando você está entrando no pique do exercício?

O profissional de Educação Física e fisiologista do exercício Raul Santo, pós-doutorando pela Universidade São Judas Tadeu, explica esse incômodo pode ter muitas causas. As principais são a respiração pela boca e a má oxigenação do sangue. Para esses e outros desencadeantes da dor abdominal do lado existem soluções. A seguir nós te contamos como evita-la. Confira e não permita mais que essa desagradável sensação interrompa seu exercício.

Problema: impacto sobre o fígado

Solução: vá com calma

Doeu do lado direito? O fisiologista do exercício Raul Santo explica que a causa pode ser o impacto sobre o fígado. "Numa corrida, por exemplo, a movimentação do corpo causa a distensão do tecido que sustenta o fígado", explica. Essa rede é formada por fibras musculares lisas, que doem quando o esforço, e consequentemente o impacto sobre o órgão, é muito grande. Para amenizar essa dor basta diminuir um pouco o ritmo do exercício e o incomodo logo desaparecerá. E, nos próximos treinos, vá num ritmo mais devagar, para evitar que a dor reapareça.

Problema: entrada de ar no estômago

Solução: evite respirar pela boca

Quando a dor aparece numa região mais central do abdômen, a causa provavelmente é a respiração pela boca. "A respiração pela boca leva à entrada de ar no estômago, promovendo a produção do ácido clorídrico, que causa ardência e sensação de azia", explica Raul Santo. Este também é um sinal de que a intensidade deve ser diminuída e a respiração feita pelo nariz.

Problema: falta de oxigênio no músculo diafragma

Solução: obedeça a respiração e diminua o ritmo

Outra causa de dor na região abdominal lateral é a falta de oxigênio no diafragma - o principal músculo responsável pela respiração -, causando a chamada isquemia local. Isso acontece, provavelmente, porque você está se exercitando num ritmo mais forte que seu condicionamento aeróbio. Em consequência, sua respiração não consegue suprir a demanda de oxigênio que a musculatura pede. "Sem a condução satisfatória de oxigênio, ocorre à produção de ácido lático no músculo, cujo acúmulo gera a dor", explica Raul Santo.

Esse é um sinal claro de que você está ultrapassando seus limites: é hora de diminuir a intensidade do exercício. O especialista Raul Santo dá a dica: "não tente controlar a respiração: conforme você aumenta sua carga de trabalho, o ritmo da respiração naturalmente também aumentará, na medida em que você precisa - até as possibilidades do seu organismo".

Problema: baço sobrecarregado

Solução: faça aquecimento

Uma das funções do baço, órgão localizado na lateral esquerda do abdômen, armazenar o sangue. Durante o exercício, há a redistribuição de sangue para os músculos que estão mais ativos. A demanda inesperada pede um fluxo de sangue muito alto para o calibre dos vasos do baço, cuja distensão pode gerar desconforto.

Aquecer e alongar antes do exercício é como enviar ao corpo um sinal que diz que ele será exercitado. Os músculos, tendões, a circulação e até o sistema nervoso começam a se acelerar para manter o organismo em equilíbrio.

Por mais que você esteja acostumado a correr em uma velocidade mais rápida, é preciso sempre aquecer o corpo a cada início de treino. O técnico de atletismo Carlos Ventura, autor de livros de corrida, como o Manual do Corredor, recomenda ainda a alongar e iniciar a corrida em um ritmo devagar. "Para pessoas que estão saindo do sedentarismo, também é preciso começar caminhando e só depois passar para trotes leves, dando preferência a terrenos planos e macios", afirma.

Problema: postura errada

Solução: Alinhe a coluna

Arquear as costas para frente durante o exercício também pode gerar a chamada dor de lado. Isso porque a coluna envergada pressionará o diafragma, o que não permitirá que ele trabalhe adequadamente, além de dificultar a chegada de sangue no local. O mesmo pode acontecer com quem corre com uma mochila pesada, por exemplo. Logo, a sensação é parecida com a da isquemia local nesse músculo.

Por isso, escolha roupas confortáveis, tênis adequado e evite carregar peso, como mochilas, durante o exercício.

Problema: Estômago cheio

Solução: refeições leves

Sua mãe dizia que depois de comer é preciso descansar? Se você a obedecia, você está de parabéns. Comer ou beber muito e, em seguida, fazer exercícios, vai diminuir a quantidade de sangue destinada ao sistema digestivo, dificultando todo o processo. O resultado é dor abdominal, que pode acabar em vômitos. O melhor é optar por refeições leves antes da atividade física.

Problema: Falta de condicionamento físico

Solução: exercício!

A dor do lado é comum em pessoas que acabaram de começar a praticar atividades físicas, principalmente pela dificuldade em transportar oxigênio e da alta carga imposta aos músculos.

Uma ajuda para eliminar esse sintoma, além da diminuição do ritmo, é treinar os músculos com exercícios como a musculação ou o treinamento funcional, por exemplo. Esses exercícios melhoram o aporte de sangue nos músculos, além disso, o músculo treinado precisará de menos oxigênio para trabalhar adequadamente.

Lembre-se também que a regularidade do exercício faz com que o corpo se acostume aos poucos com o esforço e consiga progredir. "Pessoas que não costumam praticar atividade física têm menos fôlego porque a sua atividade aeróbia é fraca e, por conta disso, a capacidade física é menor", explica o técnico de atletismo Carlos Ventura.


 

Ginástica Laboral

Uma das estratégias das empresas para promover a saúde dos funcionários e evitar afastamentos causados pelas doenças do ofício está em promover a ginástica laboral durante alguns minutos ao longo do expediente.

Exercícios devem trazer ganhos e resultados com constante evolução

O dia a dia dentro dos escritórios colaboram com o surgimento de vários problemas de saúde. Estresse, distúrbios de postura, tendinites, entre outros, são decorrentes do exercício profissional e, também da falta de atenção e cuidados com o próprio corpo.

Para que serve a ginástica laboral?

"O principal objetivo da ginástica laboral é promover, por meio da atividade física orientada e consciente, dentro da jornada de trabalho, o desejo de cuidar de si mesmo, mantendo os sinais vitais, como respiração, batimentos cardíacos e funções físicas em ordem e eficientes", conta o professor André Nessi, diretor do Instituto Nessi e professor da graduação e pós graduação da Universidade Anhembi Morumbi, da capital paulista.

Funcionários aderem a ginástica laboral

Conquistar a adesão voluntária dos funcionários é um dos principais desafios dos profissionais de educação física, que podem apresentar e conscientizar sobre as vantagens físicas e emocionais da atividade física, que se refletem no rendimento e na rotina laboral.


Ginástica laboral: malhação de terno e gravata

A definição de ginástica laboral, segundo Nessi, é a de uma atividade física orientada, previamente planejada conforme o público e o tipo de ambiente, usando exercícios de força isométricos e isotônicos, alongamentos, exercícios respiratórios e de flexibilidade, dinâmicas de integração e de recreação e até massagens.

Versáteis, os exercícios podem ser feitos dentro ou fora do espaço de trabalho, mas sempre durante a jornada laboral. Outro ponto a ser observado é que, apesar de ser um exercício, o funcionário não tem de trocar de roupa ou passar muito tempo "improdutivo" para se dedicar à atividade laboral.

Desafio exercício na ginástica laboral

Em alguns ambientes, o profissional de educação física pode encontrar certa resistência dos funcionários, que não desejam fazer uma pausa de alguns minutos para cuidar do corpo e da saúde. Por isso, é preciso que ele busque novas estratégias para que as aulas sejam interessantes, de fácil execução e que promovam a evolução constante do praticante, que vai conseguir notar os resultados e ganhos, se sentindo motivado a seguir se exercitando. "A empresa de ginástica laboral deve ter visão do que deseja, fazendo disto uma missão bem trabalhada entre todos os seus colaboradores. Se prevenção ou manutenção da saúde, o profissional deve levar para dentro da empresa um espírito de muita motivação e cooperativismo", propõe o professor universitário. Elogios pelas conquista, gratidão pela participação, sorrisos conquistados por meio das brincadeiras, palavras agradáveis, exibição de resultados e melhorias na rotina são atitudes que ajudam na adesão de participantes. "Quem gosta do que participa, elogia e espalha!", frisa Nessi.

Para cativar a confiança das empresas para gerar oportunidades de contratação, Nessi indica "as tabelas e índices para apresentar ao investidor do Programa de Qualidade de Vida da empresa para que ele possa perceber os resultados tangíveis, dentre os quais se destaca a maior motivação para o trabalho".

Expectativas correspondidas na ginástica laboral

Nessi lembra que cada instituição tem um perfil de trabalhadores. "Por esta razão é sempre muito importante fazer o levantamento ou diagnóstico da empresa para saber de suas necessidades".

Os funcionários que aderem à ginástica laboral notam as melhorias no bem-estar, melhora na respiração, execução mais eficiente dos movimentos laborais - o que reduz a quantidade de acidentes -, além de incremento de força e resistência. E a ginástica laboral corresponde às expectativas, mesmo com a pouca duração: "É possível ter ganhos com poucos minutos com atividades bem elaboradas", destaca o diretor do Instituto Nessi.

Os benefícios psicológicos da ginástica laboral

Autores e pesquisadores como as professoras Valquíria de Lima, Erika Verderi, Neiva Leite, Fabiana Figueiredo e Caroline de Oliveira e o professor Ricardo Mendes concordam que, por ser área de atuação o físico, os aspectos fisiológicos são mais notados em enquetes, questionários e tabelas, mas a ginástica laboral também traz benefícios psicológicos para o funcionário que a pratica.

Demonstração de resultados

 “Hoje, a prática de um programa de ginástica laboral deve ser associada a programas elaborados para controle de todos os núcleos vitais do indivíduo", fala Nessi, que cita que há diversos tipos de softwares que ajudam o profissional de educação física a controlar a evolução das práticas e dos benefícios com diferentes tipos de indicadores que auxiliam no gerenciamento dos resultados.

Alguns programas piloto, realizados com pequenos grupos e por períodos curtos, de até seis meses, já demonstram resultados para empresas e profissionais. Ganhos em aspectos fisiológicos e psicológicos são facilmente percebidos. Com boas estratégias de divulgação e a conscientização dos trabalhadores é possível promover a ginástica laboral e conquistar adeptos de forma voluntária.

"Empresas com perfil de produção e competitividade evitam paradas e substituições. Assim, temos que demonstrar muitos resultados e vantagens aos que participam dos programas de forma voluntária." Quem adiciona o programa de qualidade de vida ao pacote de benefícios oferecidos aos funcionários consegue contentar a todos os profissionais, que agregam mais saúde e menos estresse, melhorando as vidas pessoal e profissional.

Consultoria Técnica: Márcio Santos

Por Jornalismo Portal EF.

Exercício é como remédio



Estimular a mudança de hábitos dos pacientes é foco de médicos das mais variadas especialidades.

A prática de atividades físicas e a adoção de um estilo de vida saudável pode adicionar anos à vida das pessoas. Dr. Antonio Pacileo, nutrólogo, ginecologista e especialista em patologia clínica, da
Clínica Healthy, da capital paulista, diz que “exercício é como remédio”, justamente porque tem a capacidade de prevenir doenças e melhorar a condição de outras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que as doenças que acometem os indivíduos são relacionadas a cinco causas: dieta inadequada, inatividade física, excesso de gordura saturada, doenças ocupacionais e contaminação ambiental, Pacileo: “80% dos problemas cardíacos têm relação com esses fatores, assim como 90% dos casos de diabetes e 30% dos diagnósticos de câncer”.

Não é só estética
A maioria dos brasileiros que procura uma academia ou um personal trainer para malhar, pensa, prioritariamente, na questão estética e muitos profissionais de educação física acabam estimulando essa busca pela beleza. O correto, todavia, seria conscientizar esses alunos da importância do exercício para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida.

 “Quando você se esforça para que um paciente mude seu estilo de vida, ele previne doenças. 95% dos casos de câncer de mama estão conectados a esses hábitos. Apenas 5% são genéticos. Quando você fala em prevenção primária, em adequar o estilo de vida daquela pessoa e sua composição corporal, então a atividade física age como remédio”, enfatiza o médico.

Ser saudável x ter saúde
 “O conceito de saúde é diferente do conceito de saudável. Uma pessoa com 20 kg de gordura a mais, que dorme mal, não tem vontade de fazer nada e vive cansada não pode ser saudável, mesmo que você examine e ela não apresente nenhuma doença aparente. Ela aumenta o risco relativo de ter uma doença pelas causas citadas pela OMS”, explica Pacileo.

O médico destaca as diferenças entre as academias brasileiras e estrangeiras, lembrando que lá fora é comum ver pessoas acima de 60 anos praticando atividade física dentro desses espaços, enquanto aqui, pode-se contar nos dedos aqueles que buscam a saúde. Além disso, “é frequente, mas não deveria ser normal vermos um homem de 60 anos tomar remédios e ser sedentário, já que houve o aumento da expectativa de vida. Se ele praticasse atividade física e tivesse cuidados com hábitos de vida, poderia reduzir os riscos relativos de doença”.

E não precisa muito exercício. Como tudo na vida, a prática de atividade física também precisa de equilíbrio: “não precisa fazer tudo de uma vez só. Os atletas de alta performance não são sinônimo de pessoas saudáveis. O ideal é fazer exercício controlado, no mínimo 45 minutos por dia, com avaliação médica prévia para saber qual é a zona aura, depois de fazer exames como espirometria e ecocardiograma e com a supervisão de um profissional de educação física”.

Questão cultural
Mudar hábitos é mais difícil do que aparenta. Afinal, além de fazer a pessoa sair da sua zona de conforto, a prevenção não costuma ser tão presente na nossa cultura. Pacileo lembra que o uso crônico da gordura saturada da carne vermelha é prejudicial, mas as pessoas, quando recebem um aumento de salário passam a fazer churrasco todos os dias. “A gordura saturada tem que ser ingerida eventualmente e não diariamente, mas esse é um problema cultural que acontece em todas as classes sociais: é quase uma questão de status.”

O papel do médico, segundo Pacileo, é orientar o paciente. “O melhor conselho é ser o exemplo”, diz, e depois, estimulá-lo a adotar mudanças de vida. Todos querem uma fórmula mágica que resolva os problemas de forma rápida e prática, segundo ele, porque mudar o hábito requer tempo, esforço e gasto energético e nem todo mundo se dispõe a essas alterações em busca da saúde de doenças que não têm cura, como a diabetes e a hipertensão, mas que têm controle.

Já o trabalho multidisciplinar, segundo Pacileo, é a melhor indicação para a prevenção de doenças, incluindo o médico, o profissional de educação física, o nutricionista e até o psicólogo se assim for preciso.

Por Jornalismo Portal EF.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Treinamento de Goleiros


Treinamento de goleiros: Método Analítico ou Método Global?

 

A evolução dos métodos de ensino no treinamento de goleiros transcende o conhecimento empírico adotado há décadas por preparadores

Cleber Sgarbi*

 

 

O futebol evoluiu muito nos últimos anos, e com o crescente progresso do treinamento esportivo, algumas áreas específicas como o treinamento de goleiros vêm ganhando destaque nas últimas décadas.

Em relação aos métodos de ensino, podemos dizer que é um conjunto de ações e procedimentos, nos quais o preparador de goleiros, através da organização dos conteúdos do treino (atividades de ensino), condiciona os goleiros a atingirem objetivos específicos como, a assimilação consciente dos conhecimentos e o desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas.

Podemos citar alguns exemplos como o Método de Exposição – Explica o conteúdo; Método de Observação – Observação (visual); Método Individualizado – Necessidades individuais; Método Analítico – Desenvolve as partes do todo; Método Global – Desenvolve o todo.

Ainda há muitas perguntas sobre qual método é melhor e mais eficiente no processo ensino/aprendizagem/treinamento. Partindo destas indagações, busquei fazer uma pesquisa sobre os métodos de ensino que mais são utilizados no treinamento de goleiros hoje em dia.

Na década de 70, a figura do preparador de goleiros não existia, os trabalhos eram realizados pelos próprios goleiros ou pelos preparadores físicos e os cuidados designados à formação ou aperfeiçoamento técnico dos goleiros eram mínimos.

Os exercícios compreendiam a movimentos ginásticos, flexões, abdominais, exercícios com pesos, técnicas de finalizações e intersecções sobre a área de meta. Os métodos de ensino se baseavam no conhecimento empírico de cada atleta.

Hoje em dia, encontramos uma série de métodos de ensino sendo praticados e os que mais são utilizados são os métodos analíticos e globais. Todos os métodos têm sua importância em distintos momentos da preparação de um goleiro, cabe ao preparador de goleiros escolherem o método certo para o momento certo.

MÉTODO DE ENSINO ANALÍTICO

O Método Analítico é utilizado desde a década de 60, e é centrado na técnica, em exercícios onde há predominância de repetições dos gestos esportivos e na especialização precoce do aluno em cima de algumas técnicas específicas. Esse método caracteriza-se pela repetição, ajudando assim, a memorizar e a automatizar o gesto técnico em nosso Sistema Nervoso Central (SNC), é o aprendizado de técnica por técnica, gesto por gesto.

As habilidades são treinadas fora do contexto de jogo para que, depois, possam ser transferidas para as situações de jogo propriamente ditas, ou seja, consiste em ensinar destrezas motoras por partes, para, posteriormente, uni-las (SANTANA, 2005, MATTA; GRECO, 1996, TONROLLE, 2004)

Ficou claro que o Método de Ensino Analítico caracteriza-se por inúmeras repetições, maior contribuição no processo ensino/aprendizagem, o aprendizado das técnicas se torna mais fácil e rápido, é o melhor método para o ensino e aperfeiçoar dos gestos técnicos, facilita a execução dos exercícios, possibilita um melhor desenvolvimento motor específico, fica fácil a individualização dos treinos técnicos, além disso, é possível corrigir imediatamente o que precisa melhorar.

Resumindo: Pode-se treinar somente um tipo de técnica, até que ela esteja bem desenvolvida e assimilada pelo goleiro. Esse método é muito utilizado nas categorias de base, onde os jovens goleiros estão aprendendo as técnicas. Também é muito utilizado no âmbito profissional no período das pré-temporadas, com o objetivo de aperfeiçoar a técnica já aprendida na base. Ou ainda, para corrigir um possível erro do gesto técnico em uma determinada ação motora realizada no jogo.

MÉTODO DE ENSINO GLOBAL

O Método de Ensino Global é centrado na tática do jogo, cujo ambiente se torna mais prazeroso, a especialização precoce de algumas habilidades é refutada e o objetivo principal é o desenvolvimento da inteligência do aprendiz. Esse método caracteriza-se por apresentar situações reais de jogo, ou seja, modelo de jogo como base do processo de treino e parte da totalidade do movimento, caracterizando-se também pelo aprender jogando.

O ponto de partida é a equipe, que aprende a jogar através do deixar jogar, onde o aprendiz aprende diretamente a partir da própria experiência, com o auxilio indireto do professor/técnico. Alguns autores acreditam que o treino não pode ser realizado somente através de soluções impostas, pois as ações se tornam mecanizadas e a criatividade para “resolver problemas” não se desenvolve em sua plenitude. (TONROLLER, 2004; CORRÊA; SILVA; PAROLI, 2004; RESENDE, 2007; SANTANA, 2005)

Podemos ver claramente que esse método caracterizam-se pelo aprender jogando. O repertório motor fica vasto e aperfeiçoado para o jogo, há uma maior interação com outros setores da equipe. O desenvolvimento tático específico de jogo fica mais evidente, a percepção de espaço e cognitiva fica aperfeiçoada – posicionamento e colocação na área de meta, percepção das jogas, reações e tomadas de decisões mais rápidas, além de uma maior concentração nas ações que ocorrem no campo de jogo.

Para que o processo ensino/aprendizagem/treinamento dos gestos técnicos específicos tenham maior êxito, o Método de Ensino Analítico oferece maiores contribuições, pois a partir das repetições dos movimentos, se automatiza o gesto específico de uma modalidade esportiva.

Em contrapartida, para que o processo de ensino/aprendizagem/treinamento da capacidade de tomada de decisão e raciocínio rápido, integração com outros setores da equipe e execução de ações específicas em situações reais de jogo, o Método de Ensino Global oferece maiores contribuições, pois o goleiro aprende vivenciando o jogo propriamente dito.

Em outras palavras, além do habitual treino de repetições dos gestos técnicos específicos, concordo com Oliveira (2004) quando diz que, “só podemos falar de especificidade no treino, quando existe uma relação constante entre os componentes tático-técnicos, psico-cognitivos, físicos e coordenativos, em correlação permanente com o modelo de jogo adaptado pelo treinador e respectivos princípios que lhe dão corpo.”

Ou seja, cabe ao preparador de goleiros analisarem e identificar as necessidades individuais ou do grupo de goleiros, escolherem o melhor método de ensino a ser aplicado e em que momento deve ser aplicado.

Então, pergunto a você, preparador de goleiros:

Você tem consciência do método que está utilizando em seus treinamentos?

Você sabe diferenciar um método de outro?

Todos os goleiros necessitam deste método?

Em que momento deve ser utilizado tal método?

Com que frequência você utiliza?

Está tendo feedback com seus goleiros?

Está tendo resultados positivos?

CONCLUSÃO

Não podemos comprovar qual método é mais ou menos eficiente, mas podemos ver claramente que a utilização de um determinado método em um determinado período do treinamento, pode influenciar diretamente no processo de aprendizado ou não dos gestos técnicos.

Cabe ao preparador de goleiros, analisar e diagnosticar as necessidades individuais ou do grupo, a partir de aí, planejar os treinamentos utilizando o método mais pertinente ao estagio atual de desenvolvimento dos futuros atletas ou atletas.

BIBLIOGRAFIA

SANTANA, Wilton Carlos de. Futsal: metodologia da participação. Londrina/PR: 1996

CORRÊA, U.C.; SILVA, A.S.; PAROLI, R. Efeitos de diferentes métodos de ensino na aprendizagem do futebol de salão. Motriz, v.10, n.2, p.79-88, 2004.

GRECO, P.J. Iniciação Esportiva Universal – Metodologia da Iniciação Esportiva na Escola e no clube. Belo Horizonte.UFMG, 2007.

MATTA, M.O.; GRECO, P.J. O processo de ensino-aprendizagem-treinamento da técnica esportiva aplicada ao futebol. Revista Mineira de Educação Física, v.4, n.2, p.34-50, 1996.

RESENDE, A.L.G. Avaliação crítica dos modelos pedagógicos de ensino das habilidades táticas no futebol. In: XV CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, 2007. Recife. Anais... Recife: Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, 2007. p.1-10.

SILVA, M.V.; GRECO, P.J. A influência dos métodos de ensino-aprendizagem-treinamento no desenvolvimento da inteligência e criatividade tática em atletas de futsal. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v.23, n.3, p.297-307, 2009.

TENROLLER, C.A. Futsal: ensino e prática. Canoas: ULBRA, 2004.

* Preparador de goleiros do E.C.Passo Fundo/RS.

Exercícios em Grupo



Matéria publicada em portal Minha Vida

 

 

 A tentação de ficar em casa e deixar a academia para depois é uma das principais razões que levam ao abandono do treino.

 “O convívio social e o espírito de equipe são grandes motivadores que aumentam a chance de comprometimento com a atividade", explica o educador físico Fábio Medina, fundador de um grupo de corrida paulistano que leva seu nome. Ele explica, entretanto, que força de vontade é apenas metade do caminho para se dar bem em um grupo de corrida. Conheça outros sete pré-requisitos fundamentais para fazer o treino render:

Mesmo nível de condicionamento físico

"Entrar em um grupo de corrida com condicionamento físico similar ao seu é fundamental para não ficar desmotivado", aponta o personal trainer Adriano Braga, de São Paulo. Segundo ele, um grupo muito heterogêneo vai fazer com que os mais bem preparados não evoluam e os menos condicionados se esforcem demais, correndo o risco de lesões. Por isso, junte-se a colegas com nível parecido para progredir gradualmente.

Conheça o trajeto

Apenas saber a distância de uma corrida não basta. "Verificar se o chão é asfalto ou terra e se há muitas subidas também é fundamental", afirma o educador físico Fábio. Segundo o especialista, pisos mais moles e subidas exigem um esforço muscular muito maior e podem esgotar o corredor antes do fim da prova, mesmo que ele já tenha percorrido aquela mesma distância em terreno duro e plano. "Trabalhar uma estratégia para a corrida é a melhor maneira de melhorar seu desempenho", complementa.

Mantenha o ritmo

"É muito mais fácil manter um mesmo ritmo de corrida quando se pratica o esporte em grupo", afirma o personal trainer Adriano. Ele lembra, entretanto, que há diversos ritmos de treino. Algumas pessoas mantém uma mesma velocidade durante todo o trajeto. Outros preferem alternar tiros de corrida com caminhadas. Há ainda a possibilidade de começar com bastante intensidade, reduzir a velocidade na metade do caminho e terminar a corrida com força total. O importante é tentar acompanhar o restante do grupo.

Fique atento ao bate-papo

De acordo com o educador físico Fábio, a conversa é um ótimo parâmetro de intensidade da corrida. "Se você está conseguindo dialogar normalmente é porque o ritmo da corrida está moderado ou leve", explica. E fique atento para que ela não atrapalhe os outros corredores. O educador conta que quando em excesso, conversas paralelas geram brigas e até rupturas de grupos de corrida. Além disso, ela pode prejudicar quem está falando. Quem nunca sentiu aquela dorzinha na lateral do abdômen? Isso é sinal de baixa oxigenação, então, neste caso, o ideal é parar de falar.

Aproveite o apoio dos colegas

Outra grande vantagem dos grupos de corrida é o espírito de equipe. "Os mais experientes acabam dando suporte aos novatos", aponta o personal trainer Adriano. Ele lembra, entretanto, que seu treino não deve ser prejudicado pelos demais corredores. O fato de um colega ficar para trás ou desistir de correr não deve incentivá-lo a fazer o mesmo. "Você pode tentar motivá-lo, mas não deve deixar suas metas de lado por ele", afirma.

Aumente a intensidade aos poucos

"Ao final do treino você deve sentir que se esforçou, mas que pode aumentar ainda mais a intensidade na próxima corrida", alerta o educador físico Fábio. Segundo ele, nas primeiras provas, o corredor pode sentir cansaço e uma dor muscular maior. Conforme o condicionamento físico evolui, deve-se aumentar gradualmente a intensidade do treino. Algo está errado se você chega em casa exausto e com dores todos os dias. "Você deve respeitar os limites do seu corpo para não correr o risco de lesões que, muitas vezes, podem deixá-lo meses longe da corrida", diz. Ao contrário do que muitos imaginam, a sobrecarga leva apenas à degeneração muscular e articular.

Vale investir nos equipamentos

Para um corredor iniciante, um tênis com bom amortecimento além de camiseta e bermuda confortáveis é o suficiente para começar a correr, explica o personal trainer Adriano. Mas para quem tomou gosto pelo esporte, vale investir em relógios que medem a frequência cardíaca e o número de calorias perdidas. Há modelos que até transferem gráficos para o computador, permitindo uma visualização melhor do progresso do corredor. Por fim, não se esqueça da hidratação. "Em corridas de curta distância, ela pode ser feita antes e depois do treino, mas em longas distâncias, leve uma garrafinha com você", recomenda.

domingo, 25 de agosto de 2013

O futebol não é só uma atividade


 

O futebol não é só uma atividade física. É de fato uma atividade humana.

 

Quais os motivos do fracasso do Real Madrid, se o treinador, os jogadores e os métodos eram precisamente os mesmos da temporada anterior, em que o clube foi o campeão da Espanha?

Como presidente do Real Madrid, Florentino Pérez já despediu do seu clube vários treinadores: o Vicente del Bosque, o Carlos Queirós, o Camacho, o Garcia Remón, o Wanderley Luxemburgo e o Pellegrini. Desta feita, foi o José Mourinho, para mim, o melhor treinador do mundo, que foi despedido também. Foram estas as palavras de Florentino, segundo a Marca, de 21 de Maio de 2013: “Mou me dijo que era mejor irse y yo lo comparto, es lo adecuado”. Mas acrescentou: “Con él (Mourinho), hemos dado un importante salto deportivo y competitivo y le deseamos suerte en su nueva etapa”.

Em entrevista à televisão portuguesa, o Special One afirmou: “Considero esta minha temporada, de 2012/2013, no Real Madrid, a mais infeliz de todas as que já levo como treinador de futebol”.

Ora, precisamente nesta temporada, de 2012/2013, o Real Madrid venceu a Supertaça, classificou-se em segundo lugar na Liga e na Copa do Rei e chegou às meias-finais da Liga dos Campeões. Para José Mourinho, tudo isto é muito pouco e vai procurar fazer melhor, noutro clube e noutro país. Embora todos os seus erros, todas as suas imperfeições (ele é um ser humano, nada mais do que isso), torna-se evidente que ele exige muito de si mesmo e, por isso, quer voltar a fazer melhor, ciente de que é mesmo capaz de mais êxitos, iguais aos que ele tem, no seu currículo. Ele faz suas as palavras de Florentino Pérez: “La temporada no es suficiente para el nível de exigencia de Mou e del Madrid”.

Quais os motivos do fracasso, se o treinador, os jogadores e os métodos eram precisamente os mesmos da época anterior, em que o Madrid foi o campeão de Espanha? Porque o futebol alemão é, hoje, o melhor da Europa (para mim, a Alemanha é o país favorito à vitória, no Mundial do Brasil) e porque a liderança de José Mourinho entrou de ser contestada, no seio da equipa madridista, pois que, nela, há jogadores mais importantes do que o treinador, qualquer que ele seja. Iker Casillas e Sérgio Ramos são campeões da Europa e do Mundo, afirmam-se madridistas convictos, Vicente del Bosque considera-os indiscutíveis na seleção de Espanha – se os resultados desportivos não ajudam, o Iker e o Sérgio passam a ter mais importância, entre os aficionados, do Real que o treinador e os seus métodos de treino.

No futebol, quem não ganha, não sabe: é assim que pensa o senso comum. “A Verdade é o Todo” o Hegel o disse; o Mourinho já foi campeão em Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha e já venceu uma Taça da Europa e duas Ligas dos Campeões – mas isso pouco interessa a quem precisa das vitórias do seu clube, para superar as frustrações do dia-a-dia.

O Real Madrid foi proclamado, com pompa e circunstância, o maior clube mundial do século XX. Muitos madridistas de fracos recursos econômico-financeiros, vítimas da crise que assola a Europa do Sul, precisam, a cada instante, de um “Madrid” forte, invencível, dominador, para esquecerem as dificuldades, que parecem insuperáveis, da vida económico-política.

Sim, é verdade que há madridistas da “alta sociedade” que, ao nível do futebol, pensam como uma pessoa de mais baixa condição. Mas também têm frustrações, como qualquer ser humano! E o futebol também, para eles, é remédio. Para uns e para outros, a sabedoria é o melhor dos remédios – a sabedoria que “é o esforço por concordar as próprias exigências emocionais e morais, com a ordem profunda do Universo”. E, no Universo, nem sempre se ganha, nem sempre se perde e alguns até perdem menos do que os outros (como o José Mourinho). Ganhar sempre é impossível – até para o ex-treinador do Real Madrid, José Mourinho!

Em Portugal, são também muitas as frustrações, entre os benfiquistas. Nos três últimos jogos, perderam o campeonato e, como habitualmente, o F.C.Porto voltou a ser campeão! Em Portugal, o futebol define-se deste modo: é um desporto em que jogam onze contra onze e, no fim, o F.C.Porto ganha! Por quê? Porque o líder nunca é o treinador, é o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa que, de há trinta anos até hoje, estabeleceu normas que permitiram grandes vitórias e sólida unidade e por isso foram aceites e são vividas, intelectual e emocionalmente, por todos, treinadores e jogadores, como sinal certo de altos desempenhos.

Quando recebeu o prêmio Príncipe de Asturias, o neurologista português, António Damásio, afirmou ao El País, de 21 de Outubro de 2005: “La toma de decisiones corretas exige três elementos: emoción, conocimiento y razón, que devem manejarse en equilibrio”. Para um clube vitorioso, não basta a competência do treinador – o clube tem que ser competente, todo ele, desde o presidente ao mais humilde funcionário. E assim nasce e se perpetua uma cultura de vitória. Como a que distingue o F.C.Porto.

Poderia até dizer que o F.C.Porto é uma equipa emocionalmente inteligente. E não só fisicamente...

*Antigo professor do Instituto Superior de Educação Física (ISEF) e um dos principais pensadores lusos, Manuel Sérgio é licenciado em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa, Doutor e Professor Agregado, em Motricidade Humana, pela Universidade Técnica de Lisboa.

Notabilizou-se como ensaísta do fenômeno desportivo e filósofo da motricidade. É reitor do Instituto Superior de Estudos Interdisciplinares e Transdisciplinares do Instituto Piaget (Campus de Almada), e tem publicado inúmeros textos de reflexão filosófica e de poesia.

Esse texto foi mantido em seu formato original, escrito na língua portuguesa, de Portugal.

Os beneficios dos exercicios


Os benefícios do exercício físico no combate à depressão

 
 
A depressão é considerada um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade.

Entre as principais características do distúrbio estão a perda de peso, o sentimento de culpa, a ideação suicida, a hipocondria, a queixa frequente de dores e, eventualmente, a psicose. Esses sintomas são mais acentuados nos deprimidos idosos do que nos jovens, o que contribui para um declínio cognitivo e do condicionamento cardiorrespiratório.

Em um estudo longitudinal (Hollenberg et al 2003) com idosos (média de 67 anos) evidenciou-se que a presença de depressão está relacionada com os baixos níveis de condicionamento físico, mais precisamente com o consumo direto de oxigênio. Portanto, a depressão não seria a causa da diminuição do estado geral de aptidão física? Todavia, a afirmação que a prática de exercícios físicos é capaz de atenuar os sintomas da depressão ainda não está bem clara, mas é provável que seja uma explicação multifatorial.

O exercício físico tem um papel preponderante para o desenvolvimento da neurogênese no hipocampo através da potencialização de longa duração e do neurotrófico derivado do cérebro, do mesmo modo que agem os antidepressivos. A hipótese mais encontrada na literatura médica é um aumento de monoaminas, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.

Durante os exercícios aeróbios, os níveis de prolactina estão elevados, refletindo um aumento central da serotonina. Desta forma, a serotonina pode atenuar a formação de memórias relacionadas ao medo e diminuir as respostas a eventos ameaçadores relacionados aos sintomas da depressão.

Outra droga também associada ao exercício físico é a síntese de dopamina que está ligada com o desempenho motor, a motivação locomotora e a modulação emocional.

No que se refere às prescrições de exercícios físicos, os mais indicados para depressão são os exercícios aeróbios (60 a 80% da Frequencia cardíaca máxima do indivíduo), segundo a pesquisa Meyer & Boocks do ano 2000. Recomenda-se que o paciente pratique de três a cinco vezes por semana, em sessões de 45 a 60 minutos. Afirma-se que as atividades longas e menos intensas são preferíveis, pois interrompem com maior eficácia os pensamentos negativos.

Os estudos sugerem que os pacientes depressivos devem sentir melhoras dos sintomas por volta de quatro semanas após o início dos exercícios, mas recomenda-se que os exercícios sejam mantidos por pelo menos 10 a 12 semanas, para obter melhores resultados. Contudo, mesmo que o paciente não consiga a frequência ou intensidade de exercícios recomendados, a atividade ainda pode ser benéfica.

O assunto nos leva a uma reflexão sobre a importância do exercício físico como um aliado no combate aos problemas gerados pela depressão, que vai muito além de um simples ganho de massa muscular e emagrecimento.

(Carla Britto, personal trainer da Test Trainer, mestra e professora de Educação Física e pós-graduada em Fisiologia do Exercício)

Treinamento Funcional


 


Os exercícios funcionais contribuem para o equilíbrio, condicionamento cardiorrespiratório, coordenação motora e flexibilidade dos atletas.

Os exercícios funcionais são conhecidos por trabalharem diversas habilidades físicas como o equilíbrio, postura e coordenação, além da resistência cardiorrespiratória e muscular. Movimentos de puxar, agachar, levantar, erguer, empurrar, estender e flexionar, utilizando a própria resistência dos membros e/ou com ajuda de resistências externas (com ou sem ponto fixo ou de equilíbrio) fazem o treinamento funcional ser um dos métodos mais eficazes para corredores.

Na corrida, esses exercícios podem ajudar a fortalecer as articulações e na manutenção da massa magra durante a prática da atividade. Além disso, o treinamento funcional também proporciona um bom fortalecimento, principalmente dos membros inferiores e da região lombar e abdominal, áreas de extrema importância para todos os tipos de atletas. A musculatura da perna precisa ser forte e resistente para promover velocidade e suportar longas distâncias com o mínimo de lesões possíveis. “O trabalho de exercícios funcionais em superfícies estáveis, como é o caso de exercícios que envolvam os membros inferiores, melhoram a economia de corrida. Isso ocorre pela melhora da força e da capacidade do músculo em gerar energia”, explica o profissional de Educação Física,
Alexandre Evangelista. A economia de energia é um ponto importante, já que o treino para o corredor prioriza o equilíbrio entre as partes do corpo, o fortalecimento geral e específico, além do trabalho de propriocepção, equilíbrio dinâmico e pliometria.

Para o treinador máster do CORE 360º
Rodrigo Assi, “é fundamental que o atleta invista nesse estilo de treinamento, principalmente na corrida, por conta do ganho de força e equilíbrio dinâmico”. Segundo o profissional, além do equilíbrio dinâmico, o treino funcional se baseia em dois pilares fundamentais para o corredor: força e potência. “Além de todos os pontos levantados, os exercícios funcionais oferecem força e estabilidade para o core, músculos mais profundos do tronco e quadril, que auxiliam o atleta a terminar as provas sem lesões e bem condicionado”, afirma Rodrigo. A corrida gera um impacto de duas a três vezes o peso corporal, e por isso, se a região do core estiver enfraquecida pode gerar dores, normalmente confundidas com outros tipos de lesões. Portanto, esse treinamento é o mais indicado para evitar lesões, já que estimula vários músculos ao trabalhar com a instabilidade no solo, e assim, oferece ao praticante uma melhor sustentabilidade articular e muscular.

Por ser um trabalho individualizado, o treinamento funcional pode ser praticado por qualquer corredor, desde o iniciante ao avançado, desde que tenha a orientação de um profissional de Educação Física. Alguns atletas optam em mesclar o treino funcional com o de força, que segundo Alexandre, é fundamental. “Os exercícios de musculação tradicional são excelentes para manter níveis de força, pois trabalham o isolamento muscular com maior eficiência. Já os exercícios funcionais ficam responsáveis em manter o corredor motivado e potencializar o gasto calórico, além de promover maior ação dos músculos do core”, ressalta. Rodrigo também concorda que “unir as duas modalidades em um treino só, buscando o ganho de todas as capacidades físicas do atleta, é uma ótima escolha”. Portanto, aos corredores interessados, chegou a hora de se dedicar as pranchas (em decúbito ventral, lateral e invertida), avanço, salto vertical, ponte, canivete, superman e muito mais!

Veja abaixo alguns benefícios que o treinamento funcional pode promover aos corredores:

1) Melhora da resistência muscular, da flexibilidade e da força como um todo.
2) Melhora da postura e da autoestima.
3 ) Diminui o índice de lesões
4 ) Melhora do rendimento esportivo, desde os amadores até os de alto rendimento.
5 ) Melhora do equilíbrio e coordenação motora.
6 ) Diminui os problemas de dores nas costas e problemas de coluna relacionados ao trabalho.
7 ) Melhora da propriocepção e da psicomotricidade.
8 ) Melhor domínio de movimentos, desde os mais simples até os mais complexos.
9 ) Melhor domínio da noção espacial.
10 ) Recrutamento de maior número de fibras musculares e unidades motoras por grupos musculares.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013




Ogns americana. Os americanos visitaram nossos alunos para um intercâmbio cultural.

Pedindo a conta

Estou em Porto Velho desde quinta-feira, pelo motivo de ter discutido com a diretora da escola, motivo; praticamente expurgado emos uma reunião para discurtirda escola.
Tivemos uma reunião para aprovar o novo horario pois a professora de matemática não gostou da forma como ficou e também minha posição com referencia a materia de Ciências que deveria lecionar. A diretora não gostou do posicionamento da professora de matemática e por conseguinte não aceitei lecionar ciencias para o 9º ano pois é quimica e física e eu não entendo. Foi a gota d'agua.  Ela então me disse que eu não deveria reclamar nada pois o governo me dar alojamento e alimentação de graça, sem pagar nada. Falei que para completar minha carga horario poderia incluir o treinamento desportivo pois os alunos deveria participar dos jogos escolares da prefeitura em Calama no final de agosto. Ela me disse que "não" pois eu em outra oportunidade tinha deixado meus alunos a noite na quadra e fui pro bar "beber". Confesso a voces que perdi a cabeça com essas acusações; 1º na época o rio estava cheio e para chegar até o ginasio só de rabeta e nesse episodio eu estava a noite no lanche do diretor da escola municipal, quando chegou os adultos da comunidade querendo jogar no ginasio e o segurança da escola não deixou, então eles me viram e falaram comigo pra mim ir é o ginasio conversar com o segurança e fui, joguei dez (10) minutos e a energia foi embora e pedi pra eles me levarem para casa. Quando chegamos no porto da Usina a energia voltou, me deixaram e eles voltaram o ginasio para jogar. 2º Tenho 35 anos de magisterio, 35 anos que leciono, nunca deixei meus alunos sózinhos na quadra e nunca saie nem para tomar água. Sempre sou o 1º a chegar e o último a sair. Falei alto com a direção, fiquei transdornado, pensei muito baxei a cabeça e pensei.
Pedi desculpa a diretora por ter falado com ela "alto".
Fomos embora para casa, confesso a vocês que não sabia o que fazer, andei sem rumo até a beira do rio e percebi que o barco chegou, fiquei horas sem rumo, lá pelas dez (10) horas fui dormir. Não consegui dormir so pensando e fui pra escola dei 2 tempos de aula e fui até a sala da direção e falei que iria embora e ela disse "´Ta bom". Peguei o barco as 14;30hs e chegamos as 5;30hs da manhão de quinta feira.
Sexta feira fui conversar com a diretora da CRE, professora Iranir que a principio ficou ao meu lado como também falei que não queria mais trabalhar na escola sob a direção da Ana Laura.
Estamos aguardando resposta.