segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Valores no Esporte


Valores no Esporte - o que estamos ensinando aos nossos atletas?

 

Até aonde vale ser um jogador reconhecido se não tem respeito pelo próximo ou não dá exemplos positivos?

 

Vinicius Concon*

 

Muitas vezes, no ambiente onde o dinheiro impera, os valores pessoais são deixados em segundo plano.
Como sabemos, a competitividade está presente em nossas vidas. Somos educados e criados em uma sociedade na qual o primeiro lugar é extremamente valorizado e o segundo lugar é motivo de insatisfação.
Se partirmos do pressuposto de que os resultados são decididos nos detalhes como, por exemplo, em um jogo de basquete, em que muitas vezes o resultado é decidido no último segundo, não há lógica em desvalorizarmos e criticarmos o segundo colocado, pois um ponto a mais ou um ponto a menos não define a qualidade de sua equipe.
Na vida é assim, estamos sempre à procura de mais. Muitos esquecem de seus valores, de sua origem, e fazem tudo o que estiver ao alcance para conquistar o tão sonhado primeiro lugar.
Não estamos dizendo que é errado se dedicar ao máximo para conquistar a vitória, mas é errado se torturar por ter lutado com todas as forças e não ter atingido o objetivo principal, se considerando ou sendo considerado pela maioria como um perdedor. Os valores estão sendo distorcidos desde a nossa infância e esse é um fator extremamente preocupante, apesar de ser oculto.
Ganhar não pode ser considerado o objetivo principal do processo de crescimento de um jovem atleta, mas sim educar um profissional competente e dedicado, onde a busca pela melhora é constante, sempre desenvolvendo os valores mais importantes na vida, como: o respeito, a humildade, o saber trabalhar em grupo, confiança, entre outros que determinarão a personalidade de cada um.
Um grande exemplo de perda de valores nesse processo são os jogadores de futebol. Veja bem: jogadores e não atletas. Infelizmente, nesse esporte o termo atleta está distorcido. Existem poucos que podem ser considerados atletas e, esses sim, independente de títulos ou de dinheiro, teriam de ser reconhecidos como verdadeiros craques, não só no esporte, mas na vida.
Se as crianças acompanhassem e seguissem esses exemplos positivos seria motivo de orgulho. Com o aumento da visibilidade e com salários inimagináveis, a profissão de jogador de futebol é um verdadeiro sonho para os pequenos. Porém, esses não crescem sabendo da realidade, em que o Brasil, considerado o país do futebol, tem em torno de 200 mil jogadores profissionais e menos de 5% desses ganham mais de dois salários mínimos.
Realmente, os números impressionam e o assunto é sério. Convivi nesse meio durante toda a minha adolescência e a realidade é difícil. Os garotos que ingressam na categoria de base de algum clube profissional se iludem de tal maneira que deixam os estudos completamente de lado, sem pensar na possibilidade de não darem certo. São alienados pelos valores que a mídia impõe e esquecem dos verdadeiros valores que fazem a diferença na vida.
A culpa é deles? De forma alguma, mas, sim de quem comanda essas categorias de base, dos considerados "professores", que colocam na cabeça desses jovens que o verdadeiro vencedor será aquele que se tornará profissional, e os outros serão apenas atletas frustrados.
Novamente, não quero generalizar. Existem profissionais que podem realmente ser considerados como professores e muitos clubes que têm um projeto que se preocupa com os seres humanos jovens que estão ali. Mas infelizmente são minoria no cenário nacional.
Fica a reflexão: até onde vale vencer no jogo se a comemoração é feita com bebidas, mulheres e festas sem limites? Até onde vale ser um jogador reconhecido se não tem respeito pelo próximo, fidelidade à sua esposa e exemplos positivos para seus filhos?
Até quando a mídia vai valorizar mais qual time foi campeão do torneio juvenil do que qual time tem o melhor projeto para educar futuros pais de família e grandes atletas?
Novamente, dou ênfase a esse termo, pois jogadores são muitos e atletas, infelizmente, são poucos.
*Membro do GEPEFF – Grupo de Estudo e Pesquisa em Futebol e Futsal – Metrocamp.

Equipe do Rondoniense Sub 16.

Depois de uma semana conturbada, nossos atletas jogando futsal e futebol, perdemos na estrea, finalmente a paz voltou. Fomos a Ariquemes para o 2º jogo e ganhamos de 1 x 0.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ipê na praça madeira mamoré


Atividade Física.



Por Jornalismo Portal EF

 

Fragmentos de oxigênio com carga negativa, radicais livres podem prejudicar a memória, o metabolismo, força, disposição, envelhecimento, etc.

O ritmo de vida estressante, a poluição, a alimentação desregrada e desbalanceada são inimigos que comprometem toda a saúde e a qualidade de vida. Estes são fatores que contribuem também com a produção dos radicais livres, popularmente conhecidos por causar o envelhecimento celular e até câncer. A prática de atividade física orientada, e não apenas o esforço físico, e uma dieta balanceada são fundamentais para reduzir a produção dos radicais livres pelo organismo.

O que são os radicais livres?

O médico ortopedista e traumatologista Paulo Muzy, pós-graduado em fisiologia e biomecânica do exercício, medicina e nutrologia esportivas (WWW.performancecomsaude.com.br), explica que os radicais livres são fragmentos de oxigênio sozinhos que mantêm a carga negativa, facilitando sua ligação com outros componentes do nosso organismo. “O termo oxidar significa que uma determinada molécula sofreu ação do oxigênio ao se ligar a ela para estabilizar suas ligações covalentes, compartilhando um elétron – o que, num organismo, interfere na função como um ferro que enferruja ao ter contato com o oxigênio, enfraquecendo sua estrutura”, explica.

De onde vem o termo radicais livres?

Javier Villanova, nutrólogo e pesquisador sênior da Jasmine Alimentos, destacam que as primeiras referências da bioquímica oxidativa são do período pós-guerras, na década de 50, e as descobertas se solidificaram com a descoberta das moléculas, da nutrição ortomolecular (Linus Pauling) etc.

Sem radicalismo

“Para produzir radicais livres, só temos que respirar”, sintetiza Villanova. Além disso, o estilo de vida e o meio ambiente têm a sua parcela de “culpa” nessa produção, já que hábitos como o tabagismo, a ingestão de bebida alcoólica, alguns remédios, agrotóxicos, poluição etc. são fatores incrementadores na produção e nos riscos que os radicais livres trazem para a saúde.

Muzy conta que quanto mais esforço desmedido é realizado, mais radicais livres são produzidos. Além disso, a ingestão de gordura de rápida absorção e açúcar em excesso também colabora com os radicais livres, já que o excesso de açúcar é um subproduto do metabolismo. “Quanto mais esforço físico, maior a produção dos radicais livres. O problema disso é que as pessoas, por falta de orientação, fazem esforço físico ao invés de treinamento físico. É preciso conscientizá-las de que esforço físico não é treinamento e, para ter os bons efeitos do treino, ela precisa de um treinador”, destaca Muzy, que cita os trabalhadores rurais como exemplos de esforço físico: “olhe para um trabalhador que usa o esforço físico como fonte de sustento que logo você vai perceber a diferença entre esforço e treinamento. Ser capaz não significa que deve ser feito.”.

Mitos e verdades dos radicais livres

Há muitas inverdades sendo ditas por aí a respeito dos radicais livres. Dentre elas, que é possível evitá-los. Villanova explica que há também verdades, como fato de haver agentes antioxidantes, bioquimicamente falando, e de que há antioxidantes exógenos, sejam vitaminas, minerais ou bio-ativos.

 “Dizer que é preciso comprar produtos anti-radicais livres é invenção mercado”, frisa Paulo Muzy, “contra a poluição podemos fazer muito pouco ou quase nada; contra o estresse no trabalho, no ambiente ou no local em que se vive, tampouco. Porém, atividade física orientada e programada e uma alimentação saudável são factíveis, sim. O mercado fala ‘compre’, sendo que o ideal seria ‘cuide-se’!”

Quando se trata da alimentação, Villanova ensina que algumas vitaminas são termo sensíveis e cromo sensíveis, ou seja, perdem parte de seu efeito se expostas à luz e ao calor. “Bio-ativos como as catequinas, cromo cianinas, antocianinas e similares também perdem de forma parcial sua capacidade quando recebem termo injúrias.”

Muzy lembra que é preciso usar a alimentação para se nutrir e não para gerar prazer em cada refeição, já que este fato traz resultados que sobram na silhueta e afetam a produção e efeitos dos radicais livres. A idade também acaba pesando nos efeitos dos radicais livres no corpo: “por ser um processo progressivo, é como ‘água mole em pedra dura’. O problema é que as pessoas querem tratar quando ‘fura’ e aí é tarde demais. Os organismos biológicos são regidos pelos princípios da irreversibilidade do tempo. Na biologia, as reações não voltam atrás”, conclui o ortopedista.

Consultoria Técnica: Márcio Santos

Atividade Física e Sexo



Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, comparou o benefício da corrida para a vida sexual através de dois grupos de voluntários.

O primeiro grupo era submetido a um programa de corrida em intensidade moderada durante 60 minutos e 4 dias por semana. O segundo grupo fazia caminhada leve percorrendo distâncias mais curtas com a mesma frequência semanal. Os indivíduos do primeiro grupo relataram significativa melhora na qualidade da vida sexual, tanto em relação à libido quanto ao “vigor” no sexo.

Os indivíduos do segundo grupo, não relataram melhora na qualidade ou frequência na vida sexual. Entretanto, outros estudos demonstraram também melhora da vida sexual como consequência de programas de exercícios mais moderados. Um recente estudo publicado no “International Journal of Obesity” relatou que mulheres com sobrepeso, porém que perderam peso praticando caminhada tiveram sensível melhora na qualidade do sexo, inclusive com aumento da incidência de orgasmos.

Um estudo desenvolvido por pesquisadores do New England Research Institute, nos Estados Unidos, analisou um grupo de 600 homens de meia idade ao longo de um período de oito anos. Os homens que praticavam corrida regularmente durante este período não relataram nenhum problema de impotência, enquanto os de vida sedentária apresentavam vários episódios de perda de vigor sexual e impotência.

Os mecanismos fisiológicos que explicam a melhora do sexo com a prática de exercícios apresentam várias interpretações científicas. Nos homens a prática de exercícios está relacionada com o aumento da testosterona ou com a atenuação da sua redução com a idade. Tanto nos homens como nas mulheres, a prática de exercícios físicos regulares proporciona melhor perfusão sanguínea para os órgãos genitais, e assim, há uma melhora da saúde dos vasos sanguíneos.

Também são relatados benefícios hormonais e de liberação das endorfinas como consequência de exercícios mais prolongados.
Certamente existe também o benefício da melhora da autoestima e saúde mental que o exercício proporciona, contribuindo para melhor qualidade do sexo. Portanto, se sua vida sexual não está satisfatória, corra!