sábado, 19 de julho de 2014

Fisiologista



Dentre os vários mitos relacionados à prática de atividade física, a relação entre exercícios e crescimento é um dos que ainda carece de maior esclarecimento.

Em primeiro lugar, existe a preocupação de que algumas modalidades de exercícios possam prejudicar o crescimento em jovens durante a fase de desenvolvimento. Este é um assunto muito polemizado e invariavelmente aborda a questão da prática da musculação. O paradigma que existe é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação. é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação.

Esta questão é praticamente respondida com o raciocínio do bom senso. Certamente um jovem antes da puberdade, não tem ainda o aparelho locomotor amadurecido para fazer a musculação pesada visando hipertrofia. Não tem sequer a retaguarda hormonal para promover aumento expressivo da massa muscular.

O exercício pesado de musculação poderia causar danos nas zonas de crescimento ósseo e até prejudicar o processo de desenvolvimento. Vale lembrar que é muito raro isso acontecer, pois para tanto seria preciso um exagero muito grande que certamente iria provocar um mecanismo de defesa na forma de um quadro doloroso que cercearia o processo. Exercícios com pesos aplicados de forma orientada e racional não são proibidos para jovens e não vão prejudicar o crescimento.

Por outro lado existe também o mito de que exercícios físicos podem acelerar o crescimento ou mesmo promover um ganho estrutural para jovens com baixa estatura. A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura definida pela herança genética. Os fatores que podem alterar o crescimento geralmente estão relacionados a problemas hormonais ou carências nutricionais. Exercícios não promovem ganho nem perda de centímetros de estatura, porém promovem saúde para um crescimento normal.

Nestes casos, a intervenção do especialista no momento adequado pode corrigir o problema e restaurar o curso normal do crescimento. Não existe interferência que a prática de um programa de exercícios durante a fase de desenvolvimento possa promover para fazer um jovem ganhar centímetros de estatura. Todas as histórias relatadas de casos de programas que determinados atletas tenham feito para crescer com exercícios programados não passam de leituras mal interpretadas.


Matéria publicada pelos Site Eu Atleta .

Estiramento Muscular


Você já sentiu como se seu músculo fosse puxado ou uma fisgada como se levasse uma pedrada? As lesões dos músculos isquiotibiais (posterior da coxa) ocorrem com frequência em atletas e são muito comuns nos esportes onde o arranque se faz necessário.

Eles são especialmente comuns nos esportes que exigem força muscular, como a corrida, o futebol, o tênis e o basquete. Um estiramento dos isquiotibiais (IQT) é uma lesão de um ou mais grupos musculares na parte de trás da coxa. A maioria das lesões deste tipo respondem bem a tratamento conservador, não cirúrgicos. 
Anatomia
Os três músculos IQT estão na parte posterior da coxa. São eles: semitendíneo, semimembranoso e bíceps femoral. A origem é na parte inferior da pelve, na tuberosidade isquiática.  Eles atravessam a articulação do joelho e se inserem na parte inferior da perna. As fibras dos músculos IQT se juntam com o tecido duro, conjuntivo, dos tendões perto dos pontos onde se ligam aos ossos, e ajudam a estender a perna para trás e dobrar o joelho.
Lesões 
Podem ser divididas em estiramento, ruptura parcial ou completa. Também são classificadas de acordo com sua gravidade e tempo de cicatrização. A lesão grau um é leve e geralmente cicatriza rapidamente. Uma lesão de grau três é uma ruptura completa do músculo que pode levar meses para cicatrizar.

A maioria das lesões ocorrem na parte muscular ou na área onde as fibras musculares se juntam às fibras do tendão. Nas lesões IQT mais graves, o tendão separa completamente do osso, e podem até mesmo puxar um pedaço de osso. Isso é chamado de lesão por avulsão.
Causa 
Sobrecarga muscular é a principal causa de lesão. Isso pode acontecer quando o músculo é estirado além de sua capacidade ou desafiado com uma carga súbita. Geralmente ocorrem quando o músculo se alonga durante uma contração (contração excêntrica) ou encurta numa força súbita. As avulsões  do tendão também são causadas por grandes cargas repentinas. 
Fatores de Risco 
* Rigidez muscular: músculos são vulneráveis à tensão. Os atletas devem seguir um programa durante todo o ano de exercícios de alongamento diários.

* Desequilíbrio muscular: quando um grupo muscular é muito mais forte do que o seu grupo oposto, o desequilíbrio pode levar a uma lesão. Isso acontece com frequência com os músculos IQT. Os músculos do quadríceps na parte da frente da coxa são geralmente mais poderosos. Durante as atividades de alta velocidade, o tendão pode tornar-se cansado mais rapidamente do que o quadríceps e lesionar.

* Mal condicionamento: se os músculos são fracos ou despreparados para a atividade solicitada, eles são menos capazes de lidar com o estresse do exercício e são mais propensos a lesão.

* Fadiga muscular: a fadiga reduz a capacidade de absorção de energia dos músculos, tornando-os mais suscetíveis a lesões.

* Escolha da atividade: qualquer um pode experimentar a lesão no tendão, mas aqueles especialmente em risco são os corredores e participantes de esportes que necessitam de tiros e mudanças bruscas de direção.

* Idade: lesões dos IQT ocorrem com frequência em adolescentes devido ossos e músculos não crescem na mesma proporção. Durante um pico de crescimento, os ossos de uma criança pode crescer mais rápido do que os músculos. O crescimento ósseo puxa o grupo muscular encurtado e num salto repentino, chute, ou impacto pode rasgar o músculo longe de sua conexão com o osso.
Sintomas e sinais de Lesão
Ocorre uma súbita dor aguda na parte afetada da coxa, fazendo com que você chegue a uma parada rápida, ou queda.
A lesão provoca inchaço durante as primeiras horas. Hematomas ou descoloração da parte de trás da perna abaixo do joelho ao longo dos primeiros dias. Fraqueza na coxa, que pode persistir por semanas.
Tratamento 

O tratamento varia de acordo com o tipo de lesão, a gravidade e as necessidades e expectativas do paciente. A maioria das lesões cicatriza com tratamento conservador, com uma combinação de proteção, repouso, gelo, compressão e elevação. Pode ser recomendada uma tala, para manter o joelho em posição neutra, ou métodos alternativos como PRP (plasma rico em plaquetas).

Uma vez que a dor inicial e inchaço reduziram, a fisioterapia analgésica pode começar gradualmente a ser dirigida a parte motora. Exercícios específicos podem restaurar a amplitude de movimento e força. Alongamentos suaves irão melhorar a amplitude de movimento, e exercícios de fortalecimento serão gradualmente adicionados ao programa.

A cirurgia é mais frequentemente realizada para as lesões por avulsão do tendão, ou quando o tendão puxa completamente um fragmento de osso. A avulsão do tendão proximal é mais comum do que a distal. A cirurgia também pode ser necessária para reparar uma ruptura completa intramuscular. 

Creatina




Apesar de ser um suplemento nutricional muito conhecido, a creatina ainda está cercada por muitos mitos relacionados ao seu consumo.

O fato de ter sua venda proibida pela ANVISA durante um certo tempo, fato este sem nenhuma justificativa científica, certamente contribuiu para que este suplemento fosse de certa forma estigmatizado.

Atualmente apesar de não existir nenhuma restrição ao seu consumo ainda persiste um mito relacionado a este nutriente. É muito comum o receio da retenção hídrica provocada pela suplementação de creatina. Este receio chega a propiciar a venda de produtos que tem seu preço aumentado com a argumentação de “esta creatina não provoca retenção de água”. Isto caracteriza uma forma de enganar o consumidor. O fato é que se a creatina não promover uma certa retenção hídrica ela não vai ter efeito.

Para esclarecer esta questão e afastar o receio da retenção hídrica é preciso explicar como a creatina age. A molécula de creatina está armazenada dentro das células musculares e ligada ao radical fosfato se constitui na forma de armazenamento de energia para exercícios de força e potência. Quando se realiza um programa de exercícios de maior intensidade, como por exemplo exercícios com pesos, é criada uma maior demanda de creatina. A suplementação vai então atender esta maior demanda e promover maior acúmulo de creatina dentro das células.

Aumentando a concentração de creatina nas células musculares, é criado um gradiente osmótico (diferença de concentração) que provoca a entrada de água nas células musculares. Isto é a chamada retenção hídrica, que de fato ocorre. Quando este fato acontece é sinal que já aumentou a quantidade de creatina nas células e, portanto, já existe maior quantidade de energia armazenada. Se não houver retenção hídrica é porque não se acumulou creatina e nenhum efeito vai ocorrer.

O processo não termina aí. A partir da entrada de água nas células, o compartimento celular se expande e nos dias subsequentes este mecanismo estimula a síntese de proteínas, e consequentemente aumenta a massa muscular. Este é o efeito da creatina. Portanto, retenção hídrica não é um problema quando se usa creatina. Ela precisa ocorrer e absolutamente não significa que o resultado é só a retenção de água.

A importância da Educação Física



As aulas de Educação Física nas escolas são o espaço adequado para a descoberta e desenvolvimento de futuros atletas?

Com os resultados do Brasil aumentando cada vez mais nos jogos Olímpicos, vem gerando um intenso debate a respeito de um assunto: “como o país pode descobrir e desenvolver novos talentos esportivos?”. A resposta uníssona, inclusive de órgãos governamentais, foi o investimento na Educação Física nas escolas. Embora essa lógica guarde um fundo de verdade – pois é através da Educação Física que muitas crianças se iniciam no esporte – ela acaba gerando outro entendimento: a de que as aulas da disciplina são o espaço ideal para a descoberta e o desenvolvimento de futuros atletas de alto rendimento. Mas será que pode e deve ser assim?

A questão é que a descoberta de novos talentos esportivos pressupõe uma seleção, enquanto a Educação Física Escolar objetiva a inclusão. “A Educação Física precisa ensinar algo, os alunos precisam aprender algo. Este algo tem sido chamado cultura do movimento corporal, que inclui em suas manifestações o jogo, o esporte, a luta, a dança e a ginástica. Reconhecemos a importância do esporte, pelo seu poder motivacional junto aos alunos, e pelos interesses econômicos e políticos que o envolvem. Mas não é verdade que todos os alunos gostam ou preferem o esporte a outras práticas da cultura do movimento corporal, principalmente quando falamos do ensino tradicional, que tende mais a excluir do que incluir os alunos na prática esportiva”, avalia o profissional Mauro Betti (CREF 052077-G/SP), pesquisador da Unesp e líder do Grupo de Estudos Socioculturais, Históricos e Pedagógicos da Educação Física.

Quando a cobrança pela descoberta de futuros atletas surge da sociedade e dos órgãos públicos, é necessário evidenciar a Educação Física Escolar como uma disciplina escolar igual a todas as outras, conforme exemplifica Betti: “Todo mundo concorda que a escola deve ensinar língua portuguesa e matemática. E por quê? Porque são conhecimentos indispensáveis na sociedade atual. Ninguém pensa que se deve aprender a ler e escrever para ganhar o prêmio Nobel de Literatura, não é verdade?”.

Mauro lembra que, historicamente, a formação de atletas no Brasil foi muito mais uma tradição dos clubes privados, e diversos tipos de associações no âmbito da sociedade civil, do que uma missão das escolas. “Vejam o exemplo do judô, estruturado com base em academias privadas, e que tem obtido algumas medalhas em Jogos Olímpicos. Ocorre que os clubes privados tradicionais estão em crise; por exemplo, um dos clubes que eu frequentava enquanto adolescente na cidade de São Paulo, na década de 1970, e que mantinha equipes esportivas, fechou alguns anos atrás”, analisa.

Em vista desse cenário, como seria possível descobrir e desenvolver os futuros atletas de alto rendimento? “É rara a cidade brasileira (exceto talvez nas regiões mais pobres) que não tenha uma quadra ou ginásio de esporte vinculado ao poder municipal ou estadual. E também, não raramente, estes equipamentos são mal aproveita- dos, porque não temos de fato em nosso país uma política esportiva articulada entre os diversos níveis dos poderes executivos, nem entre as diversas dimensões do esporte. Creio que seria mais produtivo pensar nas secretarias ou departamentos de esporte das prefeituras e estados, assim como nas entidades da sociedade civil – federações, OSCIPs etc – como corresponsáveis pela formação de atletas, do que as escolas”, acredita Betti.
Experiência no Rio de Janeiro

O município do Rio de Janeiro iniciou uma experiência que baseia a descoberta e desenvolvimento de talentos esportivos no âmbito da escola, com a criação do Ginásio Experimental Olímpico Juan Antônio Samaranch. A escola atende do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e funciona em regime integral, das 7h30 às 17h30. Além das aulas, os estudantes recebem treinamento em sete modalidades: atletismo, xadrez, tênis de mesa, judô, futebol, handebol e vôlei. “São escolas que integram excelência acadêmica à prática desportiva, com atendimento em turno integral e pelo menos duas horas diárias de prática desportiva”, detalha a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.

Mesmo em uma escola voltada para a identificação de futuros atletas de alto rendimento, as aulas de Educação Física não estão relacionadas ao treinamento esportivo. De acordo com o site do projeto, as aulas são orientadas pela cultura do movimento corporal, com jogos, ginástica, atividades rítmico-expressivo-acrobáticas, lutas e esportes juvenis – nada muito diferente do que deveria ser a Educação Física em qualquer escola brasileira. “Os Ginásios Olímpicos não só dão condições para a descoberta de talentos, como também abrem caminho para a formação em outras áreas do esporte. Não queremos formar futuros atletas, apenas. Queremos dar oportunidades para que destas escolas também saiam futuros profissionais da medicina esportiva, por exemplo”, explica Claudia.

terça-feira, 8 de julho de 2014

FUNDAMENTOS TÁTICOS NO FUTEBOL


FUNDAMENTOS TÁTICOS NO FUTEBOL
A Tática no Futebol
Embora não seja uma guerra, o futebol é o confronto entre duas nações representadas pelos seus “guerreiros” no campo.
Por isso, mesmo sendo um esporte, ele adapta o conceito de tática utilizado nas guerras: tática é a arte de dispor e ordenar tropas para combate.

Restringindo-se agora apenas ao futebol, dá para acrescentar outro conceito.
Como as equipes são compostas por pelo menos três setores – defesa, meio-campo e ataque – é preciso aplicar um sistema, responsável pela coordenação das partes entre si, transformando o que poderia ser um emaranhado de 11 jogadores em uma estrutura organizada.

Para isso, a partir da década de 1930, o futebol passou a evoluir com a criação de diversos sistemas táticos, responsáveis pela organização das equipes.
 
TÁTICA NO FUTEBOL

É preciso diferenciar três aspectos que contribuem para a execução do sistema tático adotado pela equipe.
Existem três tipos de táticas, e todas elas devem ser levadas em consideração pelo treinador de futebol.

Tática Individual:
é a função desempenhada pelo jogador. Dentro da proposta coletiva, o técnico precisa estabelecer de maneira clara e eficiente o papel de cada um. Envolve as orientações sobre a movimentação do jogador, a postura ofensiva e a postura defensiva.

Tática de grupo:
é o planejamento dirigido a um setor específico. Envolve as atribuições de cobertura, apoio à marcação, linhas de passe e triangulações, ocupação e abertura de espaços.
Exemplo: tática de grupo para defesa e ataque no lado direito do campo, envolvendo o lateral-direito, o primeiro volante e o meia-articulador.
Conforme suas táticas individuais, todos precisam saber como auxiliar uns aos outros na marcação, e como se movimentar organizadamente nas investidas de ataque.

Tática coletiva:
é o planejamento adotado para todo o time, aquele “dos números”, responsável por interligar e coordenar as táticas de grupo.
Mas o sucesso da tática coletiva depende da maneira como o treinador define as funções de cada jogador (táticas individuais) e a movimentação ordenada de cada setor (táticas de grupo).
Apenas definir o sistema tático, sem o cuidado de organizar as partes e as individualidades, não é suficiente.
 
ESTRATÉGIA

A estratégia não pode ser confundida com o sistema tático. Ela na verdade é a maneira como vai se comportar a equipe em campo.
Independentemente do sistema tático, o time pode adotar uma postura mais ofensiva ou mais defensiva.
Com o mesmo sistema tático, um time pode modificar a estratégia dentro de um jogo – invertendo jogadores de posição, por exemplo, ou alterando o sistema de marcação.
Mais ligada às táticas individual e de grupo, a estratégia leva em consideração a movimentação dos jogadores na marcação (cobertura, antecipação) e na articulação (antecipação, criação de espaços, formação de linhas de passe), e a característica dos atletas.
Times que se enfrentam com o mesmo esquema tático podem ter estratégias diferentes.
Por isso, é importante que os jogadores tenham capacidade para compreender as atribuições de cada função dentro da tática coletiva, assimilando mais de uma tática individual.
Isso oferece a oportunidade para que o treinador altere a estratégia com a bola rolando, sem a necessidade de fazer substituições, apenas modificando a função dos jogadores.
 
ZONAS DE MARCAÇÃO

A definição do sistema de marcação é fundamental dentro da estratégia de cada equipe. Mas também é preciso levar em consideração o preparo físico e a movimentação do adversário na definição do sistema de marcação.
De nada adiantaria, por exemplo, definir uma marcação-pressão se a equipe não tem condições físicas de aguentar essa exigência por muito tempo.

Zona:
é a marcação utilizada principalmente nos clubes da Inglaterra. Delimitada a zona de atuação de cada jogador (tática individual), ele vai dar combate nos adversários que por ali transitarem.
Exige muita visão periférica para antecipar as jogadas e fazer a abordagem correta no momento em que for exigido.

Pressão:
adiantam-se todos os setores (tática de grupo) e a marcação é feita no campo do adversário.
Os atacantes entram em combate direto com os zagueiros para induzir o adversário à ligação direta.

Meia-pressão:
a defesa e o meio-campo adiantam-se, mas a pressão é exercida apenas pelos atacantes, na saída de bola dos adversários.

Individual:
um jogador marca apenas um adversário, acompanhando o atleta em qualquer parte do campo.
Utilizada para anular algum jogador diferenciado de criação ou finalização.

Mista:
é diferenciada por setor (tática de grupo).
Pode ser adotada pressão no ataque, a zona no meio e a individual na defesa, por exemplo.
 
SISTEMAS TÁTICOS

A evolução das regras e do preparo físico levou os treinadores a criar novos sistemas de acordo com a exigência de cada época.
No início, o futebol se resumia a um grande número de atletas no ataque.
A estratégia era a ligação direta. Mas, com a regra do impedimento, os times precisaram se organizar.

O enfoque passou do ataque para o meio, onde a bola precisaria permanecer por maior tempo em busca da articulação.
Cada sistema, entretanto, surge como oposição ao antecessor, exatamente pela necessidade de vencê-lo.

A FIFA reconhece apenas seis sistemas táticos. Os demais são considerados variações destes já existentes:
 
W.M – Arsenal – 1925
 
É o primeiro sistema tático identificado na história do futebol. Tem três zagueiros em linha, dois volantes, dois meias de ligação e três atacantes. Fez tanto sucesso que todos passaram a usá-lo, “espelhando” os confrontos. Quem quisesse vencer teria de aumentar o número de atacantes.
CURIOSIDADE: Dele surgiu o termo “zagueiro central”, utilizado até hoje.
 
4-2-4 (utilizado pelo Brasil nas Copas de 58 e 62)

Com o objetivo de criar dificuldades para o W.M surgiu o 4-2-4. Com relação ao antecessor, um volante virou o 4º zagueiro, e um meia virou o 4º atacante. E no confronto com o W.M, ficaram 4 zagueiros para marcar 3 atacantes, e 4 atacantes contra três zagueiros.
CURIOSIDADE: Dele surgiu o termo “quarto zagueiro”, utilizado até hoje.
 
 
 
 
4-3-3 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1970)
 
A simplificação do 4-2-4 reduziu a permanência da bola no meio-campo, resumindo-se o jogo à ligação direta. Aos poucos, entretanto, a atenção dos confrontos passou do ataque e da defesa para o meio-campo. E assim, o 4-3-3 é o primeiro sistema que busca aumentar a posse de bola no setor de criação. Pode variar de um volante e dois meias para dois volantes e um meia, modificando-se ainda mais com as estratégias de ataque ou defesa (laterais ofensivos ou defensivos, sistema de marcação e movimentação dos atacantes). Hoje, por exemplo, o Barcelona utiliza um 4-3-3 com laterais quase fixos à defesa, em linha, e atacantes de movimentação que jogam em diagonal, ao contrário dos antigos pontas, que corriam para o fundo e faziam cruzamentos. É o mesmo sistema, mas com uma estratégia diferente.
 
4-4-2 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1994)
 
Cada vez mais as atenções voltaram-se para o meio-campo. E então um dos atacantes passou para o setor de criação, eliminando a existência dos pontas. É um dos sistemas táticos que mais permite variações, dependendo da tática individual dos homens de meio e de ataque: variam o número de volantes e articuladores, o posicionamento de todos, e a característica dos atacantes. No meio, o desenho pode ser o quadrado, o losango, a linha, variando de um até quatro volantes. No ataque, também podem ser dois centroavantes fixos, ou dois atacantes de movimentação, ou então uma combinação entre o centroavante e o atacante.
CURIOSIDADE: Dele nasceu o termo “quarto homem de meio-campo”.
 
3-5-2 (nascido na Itália)
 
Este é o esquema que mais sofre distorções. Nasceu na Itália com o conceito de líbero. O líbero (em italiano, “livre”), está originalmente localizado na defesa, mas é um jogador “livre” para se posicionar conforme as exigências da partida. Dentro do mesmo jogo pode estar atrás da linha de zagueiros – como homem da sobra, à frente deles – como volante, investir pelo meio ou pelas laterais, e até mesmo aparecer na área para concluir. Baresi é o maior exemplo de líbero bem sucedido pela inteligência com a qual se posicionava em campo, sempre atento à hora de modificar a própria posição.
Mas no Brasil o sistema é mal compreendido. No 3-5-2 tupiniquim, o líbero virou o “homem da sobra”, ou pior: o “terceiro zagueiro”. Atua fincado atrás da linha de zaga, sem liberdade para apoiar nem sequer de posicionar-se à frente deles, como um volante. E assim, o time perde volume no meio-campo.
Compreender a função do líbero é fundamental para o sucesso do 3-5-2, porque apenas com um jogador capaz de assimilar essa tática individual de extrema alternância de funções, com posicionamento, noção de cobertura e movimentação constante, pode exercê-la. Do contrário, o líbero seguirá sendo apenas um rebatedor atrás da linha de zaga.
Outro conceito trazido pelo 3-5-2 é o de alas, abolindo os laterais. Os alas têm na origem a função de não apenas jogar pelos lados, mas também ocupar os espaços de meio-campo na articulação das jogadas.
 
3-4-3 (Dinamarca 2002/Ajax 1995)
 
É um sistema quase misto, que se utiliza dos conceitos de defesa do 3-5-2 (líbero, cobertura e posicionamento) de meio-campo do 4-4-2 (diversas possibilidades de desenhos e estratégias) e de ataque do 4-3-3 (retorno do 3º atacante).
Os demais esquemas são considerados pela FIFA variações destes seis reconhecidos. Portanto, o 3-6-1 pode ser visto como uma variação do 3-5-2, o 4-5-1 como uma alternativa ao 4-4-2 e assim por diante.
 
O FUTURO

O futebol está cada vez mais dependente da força física e da velocidade dos jogadores.
E isso vai se refletir nas opções relativas ao sistema tático – incluindo as táticas coletiva, de grupo e individual, à estratégia e ao sistema de marcação.

Dentro das estratégias, haverá cada vez mais variação de posicionamento tático dentro da mesma partida.
E por isso o jogador precisará ser cada vez mais inteligente e de raciocínio rápido.

Essas variações táticas vão exigir jogadores capazes de entender a necessidade da partida, com inteligência para cumprir mais de uma função tática individual e de assimilar diversos sistemas e estratégias, tanto de grupo como coletivas.
E assim esse jogador também terá autonomia para tomar decisões em campo.
 
O TREINADOR

Guss Hiddink - Um dos treinadores mais estrategistas do Futebol Moderno
Dados todos estes argumentos, fica muito claro porque sou tão crítico com os treinadores.
Muitos defendem que o poder de decisão está com os jogadores, que é a qualidade deles quem determina os vitoriosos, mas eu discordo.
Os méritos e as cobranças devem sim ser mais direcionadas ao treinador.

Neste pequeno resumo de apenas sete páginas expus uma diversidade de atribuições do treinador, mesmo as relacionadas ao desempenho do atleta.
Por muitas vezes, um jogador apresenta-se mal porque não tem uma tática individual clara, ou pior: foi escalado para cumprir uma função equivocada.
É o treinador quem define todas as táticas individuais, dos 10 jogadores de linha – e até do goleiro (reposição de bola, posicionamento como “homem da sobra”...), todas as táticas de grupo e encaixa essas definições na tática coletiva e na estratégia.
É o treinador quem faz o time jogar, e quando o técnico é limitado, não tem inteligência para definir táticas individuais coerentes com as táticas de grupo, integradas à tática coletiva e de acordo com a melhor estratégia, o time torna-se um emaranhado de atletas chocando-se dentro de campo como baratas desgovernadas.
 
"SEMPRE NO ESPORTE COLETIVO VENCERÁ A COLETIVIDADE QUE ESTIVER MELHOR ORGANIZADA"
"UM GÊNIO DENTRO DE UMA EQUIPE EMBARALHADA CAI DE PRODUÇÃO, ENQUANTO UM JOGADOR LIMITADO FAZENDO PARTE DE UMA ENGRENAGEM INTELIGENTE TORNA-SE ÚTIL".


A Tática no Futebol


Embora não seja uma guerra, o futebol é o confronto entre duas nações representadas pelos seus “guerreiros” no campo.

Por isso, mesmo sendo um esporte, ele adapta o conceito de tática utilizado nas guerras: tática é a arte de dispor e ordenar tropas para combate.


Restringindo-se agora apenas ao futebol, dá para acrescentar outro conceito.

Como as equipes são compostas por pelo menos três setores – defesa, meio-campo e ataque – é preciso aplicar um sistema, responsável pela coordenação das partes entre si, transformando o que poderia ser um emaranhado de 11 jogadores em uma estrutura organizada.


Para isso, a partir da década de 1930, o futebol passou a evoluir com a criação de diversos sistemas táticos, responsáveis pela organização das equipes.

 

TÁTICA NO FUTEBOL


É preciso diferenciar três aspectos que contribuem para a execução do sistema tático adotado pela equipe.

Existem três tipos de táticas, e todas elas devem ser levadas em consideração pelo treinador de futebol.


Tática Individual: é a função desempenhada pelo jogador. Dentro da proposta coletiva, o técnico precisa estabelecer de maneira clara e eficiente o papel de cada um. Envolve as orientações sobre a movimentação do jogador, a postura ofensiva e a postura defensiva.


Tática de grupo: é o planejamento dirigido a um setor específico. Envolve as atribuições de cobertura, apoio à marcação, linhas de passe e triangulações, ocupação e abertura de espaços.

Exemplo: tática de grupo para defesa e ataque no lado direito do campo, envolvendo o lateral-direito, o primeiro volante e o meia-articulador.

Conforme suas táticas individuais, todos precisam saber como auxiliar uns aos outros na marcação, e como se movimentar organizadamente nas investidas de ataque.


Tática coletiva: é o planejamento adotado para todo o time, aquele “dos números”, responsável por interligar e coordenar as táticas de grupo.

Mas o sucesso da tática coletiva depende da maneira como o treinador define as funções de cada jogador (táticas individuais) e a movimentação ordenada de cada setor (táticas de grupo).

Apenas definir o sistema tático, sem o cuidado de organizar as partes e as individualidades, não é suficiente.

 

ESTRATÉGIA


A estratégia não pode ser confundida com o sistema tático. Ela na verdade é a maneira como vai se comportar a equipe em campo.

Independentemente do sistema tático, o time pode adotar uma postura mais ofensiva ou mais defensiva.

Com o mesmo sistema tático, um time pode modificar a estratégia dentro de um jogo – invertendo jogadores de posição, por exemplo, ou alterando o sistema de marcação.

Mais ligada às táticas individual e de grupo, a estratégia leva em consideração a movimentação dos jogadores na marcação (cobertura, antecipação) e na articulação (antecipação, criação de espaços, formação de linhas de passe), e a característica dos atletas.

Times que se enfrentam com o mesmo esquema tático podem ter estratégias diferentes.

Por isso, é importante que os jogadores tenham capacidade para compreender as atribuições de cada função dentro da tática coletiva, assimilando mais de uma tática individual.

Isso oferece a oportunidade para que o treinador altere a estratégia com a bola rolando, sem a necessidade de fazer substituições, apenas modificando a função dos jogadores.

 

ZONAS DE MARCAÇÃO


A definição do sistema de marcação é fundamental dentro da estratégia de cada equipe. Mas também é preciso levar em consideração o preparo físico e a movimentação do adversário na definição do sistema de marcação.

De nada adiantaria, por exemplo, definir uma marcação-pressão se a equipe não tem condições físicas de aguentar essa exigência por muito tempo.


Zona: é a marcação utilizada principalmente nos clubes da Inglaterra. Delimitada a zona de atuação de cada jogador (tática individual), ele vai dar combate nos adversários que por ali transitarem.

Exige muita visão periférica para antecipar as jogadas e fazer a abordagem correta no momento em que for exigido.


Pressão: adiantam-se todos os setores (tática de grupo) e a marcação é feita no campo do adversário.

Os atacantes entram em combate direto com os zagueiros para induzir o adversário à ligação direta.


Meia-pressão: a defesa e o meio-campo adiantam-se, mas a pressão é exercida apenas pelos atacantes, na saída de bola dos adversários.


Individual: um jogador marca apenas um adversário, acompanhando o atleta em qualquer parte do campo.

Utilizada para anular algum jogador diferenciado de criação ou finalização.


Mista: é diferenciada por setor (tática de grupo).

Pode ser adotada pressão no ataque, a zona no meio e a individual na defesa, por exemplo.

 

SISTEMAS TÁTICOS


A evolução das regras e do preparo físico levou os treinadores a criar novos sistemas de acordo com a exigência de cada época.

No início, o futebol se resumia a um grande número de atletas no ataque.

A estratégia era a ligação direta. Mas, com a regra do impedimento, os times precisaram se organizar.


O enfoque passou do ataque para o meio, onde a bola precisaria permanecer por maior tempo em busca da articulação.

Cada sistema, entretanto, surge como oposição ao antecessor, exatamente pela necessidade de vencê-lo.


A FIFA reconhece apenas seis sistemas táticos. Os demais são considerados variações destes já existentes:

 

W.M – Arsenal – 1925

 


É o primeiro sistema tático identificado na história do futebol. Tem três zagueiros em linha, dois volantes, dois meias de ligação e três atacantes. Fez tanto sucesso que todos passaram a usá-lo, “espelhando” os confrontos. Quem quisesse vencer teria de aumentar o número de atacantes.
CURIOSIDADE: Dele surgiu o termo “zagueiro central”, utilizado até hoje.

 

4-2-4 (utilizado pelo Brasil nas Copas de 58 e 62)


Com o objetivo de criar dificuldades para o W.M surgiu o 4-2-4. Com relação ao antecessor, um volante virou o 4º zagueiro, e um meia virou o 4º atacante. E no confronto com o W.M, ficaram 4 zagueiros para marcar 3 atacantes, e 4 atacantes contra três zagueiros.
CURIOSIDADE: Dele surgiu o termo “quarto zagueiro”, utilizado até hoje.

 

 

 

 

4-3-3 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1970)

 


A simplificação do 4-2-4 reduziu a permanência da bola no meio-campo, resumindo-se o jogo à ligação direta. Aos poucos, entretanto, a atenção dos confrontos passou do ataque e da defesa para o meio-campo. E assim, o 4-3-3 é o primeiro sistema que busca aumentar a posse de bola no setor de criação. Pode variar de um volante e dois meias para dois volantes e um meia, modificando-se ainda mais com as estratégias de ataque ou defesa (laterais ofensivos ou defensivos, sistema de marcação e movimentação dos atacantes). Hoje, por exemplo, o Barcelona utiliza um 4-3-3 com laterais quase fixos à defesa, em linha, e atacantes de movimentação que jogam em diagonal, ao contrário dos antigos pontas, que corriam para o fundo e faziam cruzamentos. É o mesmo sistema, mas com uma estratégia diferente.

 

4-4-2 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1994)

 


Cada vez mais as atenções voltaram-se para o meio-campo. E então um dos atacantes passou para o setor de criação, eliminando a existência dos pontas. É um dos sistemas táticos que mais permite variações, dependendo da tática individual dos homens de meio e de ataque: variam o número de volantes e articuladores, o posicionamento de todos, e a característica dos atacantes. No meio, o desenho pode ser o quadrado, o losango, a linha, variando de um até quatro volantes. No ataque, também podem ser dois centroavantes fixos, ou dois atacantes de movimentação, ou então uma combinação entre o centroavante e o atacante.
CURIOSIDADE: Dele nasceu o termo “quarto homem de meio-campo”.

 

3-5-2 (nascido na Itália)

 


Este é o esquema que mais sofre distorções. Nasceu na Itália com o conceito de líbero. O líbero (em italiano, “livre”), está originalmente localizado na defesa, mas é um jogador “livre” para se posicionar conforme as exigências da partida. Dentro do mesmo jogo pode estar atrás da linha de zagueiros – como homem da sobra, à frente deles – como volante, investir pelo meio ou pelas laterais, e até mesmo aparecer na área para concluir. Baresi é o maior exemplo de líbero bem sucedido pela inteligência com a qual se posicionava em campo, sempre atento à hora de modificar a própria posição.
Mas no Brasil o sistema é mal compreendido. No 3-5-2 tupiniquim, o líbero virou o “homem da sobra”, ou pior: o “terceiro zagueiro”. Atua fincado atrás da linha de zaga, sem liberdade para apoiar nem sequer de posicionar-se à frente deles, como um volante. E assim, o time perde volume no meio-campo.
Compreender a função do líbero é fundamental para o sucesso do 3-5-2, porque apenas com um jogador capaz de assimilar essa tática individual de extrema alternância de funções, com posicionamento, noção de cobertura e movimentação constante, pode exercê-la. Do contrário, o líbero seguirá sendo apenas um rebatedor atrás da linha de zaga.
Outro conceito trazido pelo 3-5-2 é o de alas, abolindo os laterais. Os alas têm na origem a função de não apenas jogar pelos lados, mas também ocupar os espaços de meio-campo na articulação das jogadas.

 

3-4-3 (Dinamarca 2002/Ajax 1995)

 


É um sistema quase misto, que se utiliza dos conceitos de defesa do 3-5-2 (líbero, cobertura e posicionamento) de meio-campo do 4-4-2 (diversas possibilidades de desenhos e estratégias) e de ataque do 4-3-3 (retorno do 3º atacante).
Os demais esquemas são considerados pela FIFA variações destes seis reconhecidos. Portanto, o 3-6-1 pode ser visto como uma variação do 3-5-2, o 4-5-1 como uma alternativa ao 4-4-2 e assim por diante.

 

O FUTURO


O futebol está cada vez mais dependente da força física e da velocidade dos jogadores.

E isso vai se refletir nas opções relativas ao sistema tático – incluindo as táticas coletiva, de grupo e individual, à estratégia e ao sistema de marcação.


Dentro das estratégias, haverá cada vez mais variação de posicionamento tático dentro da mesma partida.

E por isso o jogador precisará ser cada vez mais inteligente e de raciocínio rápido.


Essas variações táticas vão exigir jogadores capazes de entender a necessidade da partida, com inteligência para cumprir mais de uma função tática individual e de assimilar diversos sistemas e estratégias, tanto de grupo como coletivas.

E assim esse jogador também terá autonomia para tomar decisões em campo.

 

O TREINADOR


Guss Hiddink - Um dos treinadores mais estrategistas do Futebol Moderno

Dados todos estes argumentos, fica muito claro porque sou tão crítico com os treinadores.

Muitos defendem que o poder de decisão está com os jogadores, que é a qualidade deles quem determina os vitoriosos, mas eu discordo.

Os méritos e as cobranças devem sim ser mais direcionadas ao treinador.


Neste pequeno resumo de apenas sete páginas expus uma diversidade de atribuições do treinador, mesmo as relacionadas ao desempenho do atleta.

Por muitas vezes, um jogador apresenta-se mal porque não tem uma tática individual clara, ou pior: foi escalado para cumprir uma função equivocada.
É o treinador quem define todas as táticas individuais, dos 10 jogadores de linha – e até do goleiro (reposição de bola, posicionamento como “homem da sobra”...), todas as táticas de grupo e encaixa essas definições na tática coletiva e na estratégia.

É o treinador quem faz o time jogar, e quando o técnico é limitado, não tem inteligência para definir táticas individuais coerentes com as táticas de grupo, integradas à tática coletiva e de acordo com a melhor estratégia, o time torna-se um emaranhado de atletas chocando-se dentro de campo como baratas desgovernadas.

 

"SEMPRE NO ESPORTE COLETIVO VENCERÁ A COLETIVIDADE QUE ESTIVER MELHOR ORGANIZADA"

"UM GÊNIO DENTRO DE UMA EQUIPE EMBARALHADA CAI DE PRODUÇÃO, ENQUANTO UM JOGADOR LIMITADO FAZENDO PARTE DE UMA ENGRENAGEM INTELIGENTE TORNA-SE ÚTIL".