quarta-feira, 15 de abril de 2020

TREINO DE FUTEBOL Método de Treino


TREINO DE FUTEBOL
                                                       Método de Treino

Apontamentos distribuídos pelo Prof. Jorge Castelo no Curso de
Treinadores de Futebol
Concepção e prática de exercícios específicos de treino
Métodos de treino:
De preparação geral.
Específicos de preparação geral.
Específicos de preparação.

De preparação geral:

São conceitualizados e operacionalizados sem ter em conta, nem os contextos situacionais, nem as condicionantes estruturais objetivas em que se realiza a competição do jogo de futebol.
Na prática, são todos os exercícios que não incluem a utilização da bola como centro de decisão mental e ação motora do jogador.
Estes métodos requerem a mobilização de um conjunto de capacidades condicionais de suporte, pois, cada resposta motora requer diferentes níveis de exigência de força, de velocidade, de resistência e de flexibilidade.

Específicos de preparação geral

São todos os métodos realizados em contextos situacionais “básicos”, relativamente às condições objetivas em que se realiza a competição do jogo de futebol.
Têm por objetivo desenvolver o conteúdo específico do jogo, através de uma relação primordial do jogador com a bola. A bola é o elemento a partir do qual se pode exprimir um número infinito de relações.
Estes métodos estabelecem a relação do jogador com a bola mas não envolvem a concretização do objetivo fundamental do jogo (o gol).

Específicos de preparação

Devem constituir-se como o núcleo central da preparação dos jogadores, tendo sempre em consideração as condições estruturais em que as diferentes situações de jogo se verifiquem.
São construídos a partir da lógica estrutural do jogo de futebol, tendo sempre em atenção o seu objetivo, isto é, o golo, que só é possível de ser conseguido através da finalização (remate).

Exercícios Técnicos DESCONTEXTUALIZADOS

Objetivos:

1.  Cria condições de aprendizagem e aperfeiçoamento dos padrões motores específicos.
2.  Fomenta condições de intermitência e ritmo de execução.
3.  Potencia elevadas taxas de êxito na sua execução.
4.  Modela diferentes níveis de complexidade e dificuldade.
5.  Integra o desenvolvimento dos padrões motores específicos e as condicionantes físicas.
Regras
1.  Limitar o número de jogadores, espaço e tempo de atividade.
2.  Criar condições de reduzida variabilidade, limitando o fluxo informacional.
3.  Possibilitar uma elevada repetitividade e velocidades/ritmos de execução.
4.  Variar níveis de complexidade e dinamizar componentes competitivas (afinamento técnico de carácter analítico, incremento do número de companheiros com que se pode relacionar ou adversários em oposição, redução do espaço de atividade e, desenvolvimento de situações básicas de jogo).

Limitações:

1. Redução dos níveis de motivação dos jogadores durante a sua realização (redução  dos  níveis  de atenção/concentração mental e execução motora nas tarefas a realizar).
2. Real grau de transferibilidade destes meios de treino relativamente às condições de jogo (o reduzido grau de transferibilidade para as situações de jogo e, confundir-se que as ações individuais são um fim em si próprio e não um meio para a resolução dos problemas inerentes ao jogo de futebol).
3. Tendência para a criação de modelos únicos de execução motora.  (A ação técnica deriva de uma expressão pessoal e Aplicação de normas decisionais em vez de imitação de gestos).
Momentos:

Na sessão de treino:
1. Na preparação preliminar para a persecução integral da sessão de treino.
2. Na introdução de um exercício mais complexo cujo conteúdo valoriza uma ação.
3. Na aprendizagem ou aperfeiçoamento técnico, em qualquer uma das fases de treino.
4. Na regularização dos parâmetros fisiológicos entre a aplicação de dois exercícios.
5. No desenvolvimento da condição física (utilizando situações com contato na bola. No microciclo, a sua aplicação situam-se nas sessões logo após a competição.

Organização
1. Exercícios de recepção e passe sob condições:
 (i) de baixa complexidade,
(ii) de média complexidade,
(iii) de elevada complexidade,
(iv) básicas de jogo,
(v) realizada sob a dominante de uma componente específica de exigência física.
2. Exercícios para a aprendizagem e desenvolvimento da ação de condução da bola.
3. Exercícios para a aprendizagem e desenvolvimento das ações de simulação e drible.






NORMAS AOS PAIS - FUTEBOL


NORMAS PARA OS PAIS E ENTORNO DOS JOGADORES

NORMAS DE OBRIGADO CUMPRIMENTO A SEGUIR PELOS PAIS E TUTORES DOS JOGADORES:

Pertencemos a um clube com categorias inferiores e time juvenil, pelo que devemos ter em consideração os seguintes pontos:
1. O trabalho docente do clube (É como na escola que levamos os meninos, e esta é uma escola para o ensino esportivo).
2. Que tem uma direção que se chama Diretor Técnico.
3. Que tem “aulas” que aqui correspondem com o vestiário, o banco e o campo de jogo.
4. Que tem um professor que aqui denomina TREINADOR.
5. Que dar aulas aqui são de educação física e futebol no aspecto fundamentos técnicos esportivos.
6. Que tem um tutor ou pessoa designada para isso (o mesmo treinador, o coordenador esportivo, etc.…)
7. Existem umas normas de comportamento e que, como pai-mãe-tutor, que é uma escola e que não devo fazer as coisas que tampouco faço ali, como entrar nas aulas, campo, vestiário… quando estão dando uma aula (treinando) e sem consentimento do professor (treinador), do mesmo modo que não faria na escola, porque é uma aula na que a disciplina que ensina é FUTEBOL.
8. Ao igual que fazem vocês na escola, procurem não castigar a nosso aluno com não ir ao jogo o que foi convocado. Com isso, não só se castiga a ele, com está castigando a uma equipe e a maior escala ao clube. Você nunca castigaria seu filho com não ir à escola se de alguma forma se comporta mau, e lembrem “isto do futebol” tem os mesmos objetivos que uma escola. Existem outro tipo de “castigos” e não eliminam o que de positivo tem uma escola de futebol ou clube de futebol. Uma “manhã não vai ao futebol” pode mudar por uma manhã não joga com a play station” ou semelhantes, bastante menos saudáveis que o esporte que pratica o menino e as relações pessoas que mantém com os companheiros do time.
Acreditamos que fazendo este dossiê de normas antes do começo da atividade esportiva tiraremos maus entendidos e funcionaremos todos melhor (pais-mães, treinadores, jogadores, delegados…)
Estas são as normas, com comentários, que deveremos seguir os pais-mães ou tutores, por isso as entregamos, para que as conheças e as cumpramos todas.
As normas são entregue a todos os pais-mães ou tutores de forma escrita. O desconhecimento das normas não exime de sua aplicação, por isso se realizam de forma escrita. Cabe a possibilidade de que alguma das normas, além de reconhecer que são lógicas, possa parecer irrisória, mas podemos assegurar que são necessárias para ajudar a formação integral do jogador.
1. Deveremos ter um comportamento correto, lembrando que somos os exemplos para nossos filhos que formam o clube.
2. Notificaremos a falta de assistência aos treinos e aos jogos de nosso filho ou antes possível ao treinador ou ao clube de forma telefónica ou semelhante. O clube deve levar um controle de seus jogadores e os pais-mães ou tutores devemos ajudar nisso.
3. Cumpriremos o compromisso de assistência a treinos e partidas, mais se cabe se esta assistência foi comprometida com anterioridade e não se justifica posteriormente a ausência.
4. Não ocuparemos o banco nem o terreno de jogo.
5. Não entraremos nos vestiários. Ninguém que não esteja autorizado tem permissão a entrada. Se precisamos contatar com nosso jogador se o indicaremos a algum componente da equipe técnica ou em seu caso no do treinador, para que uma vez enterrado este ou seu substituto tome a decisão adequada. O treinador ou a pessoa que o substitui é o único responsável do jogador dentro do recinto esportivo onde realiza a atividade.
6. Não interromperemos o trabalho do treinador por nenhum motivo (salvo casos de força maior e avisaremos previamente ao treinador) e menos por motivos domésticos. Quando acontece algum evento semelhante avisaremos ao treinador e ele tomará a medida adequada.
7. Não daremos ordens ou instruções no campo, a nosso filho nem a nenhum outro jogador da equipe, devemos pensar que podemos estar transmitindo uma ordem contraria na indicada pelo único responsável que é seu treinador, com o correspondente desconcerto que lhe ocasiona aos jogadores.
8. Não desautorizar a autoridade do treinador, fazendo comentários de qualquer índole (técnicos, esportivos, pessoais etc.…), e menos diante dos jogadores. Este tipo de atuações não só dana ao treinador, senão também ao clube e o que é pior, aos jogadores porque ao final reforçam “suas razoes” e podem usar para ações fora de lugar e de contexto sendo finalmente prejudicial para o jogador. Existem caminhos suficientes para, se estamos em desacordo com qualquer seção ou componente do clube fazer saber para poder tomar as medidas corretas se é necessário.
9. Não faltaremos ao respeito, insultaremos ou ameaçaremos os jogadores, treinadores, seguidores etc. do time contrário, sendo agravante as consequências destes atos (brigas, suspensão de jogos etc.…
10. Não faltaremos ao respeito, insultaremos ou ameaçaremos os árbitros ou a seus auxiliares sendo agravante as consequências destes atos, (brigas, suspensão de jogos, feches de campo, etc.…)
11. Não faltaremos ao respeito, insultaremos ou ameaçaremos a nossos próprios jogadores, treinadores, familiares de jogadores, seguidores, membros da junta diretiva, etc.…, sendo agravante as consequências destes atos (brigas, suspensão de jogos, feches de campo, etc..).
12. Não agrediremos a jogadores, treinadores, seguidores etc.… do time contrário, sendo agravante as consequências destes atos (brigas, suspensão de jogos, feches de campo, lesões etc.…)
13. Não agrediremos os árbitros nem seus auxiliares, sendo agravante as consequências destes atos (brigas, suspensão de jogos, feches de campo, lesões, etc.…)
14. Qualquer ação não referida aqui além destas e que repercuta negativamente nos princípios de disciplina e esportividade que devem reagir em qualquer associação esportiva será tratada pelo clube com o fim de adotar a medida correspondente. Os representantes do clube podem informar através dos meios que consideram adequados.
As possíveis faltas serão sempre reflexadas e comunicas pelos treinadores ou delegados de equipe, diretivos ou coordenadores de atividade aos pais-mães ou tutores do jogador assim como as medidas a adotar pelo clube ao respeito.
Lembramos que afiliação é voluntaria, este clube é consciente de que cada pai- mãe ou tutor querem o melhor para seu filho e nos tentaremos de que isto se realize e que os pais se sentam orgulhosos de ver seus filhos vestindo a camisa do clube, praticando um esporte de equipe sem outro interesse que passar o melhor possível com eles e ver como estes crescem formando-se pessoal e esportivamente.
15. As presentes diretrizes devem ser entendidas e interpretadas dentro de um marco razoável e adaptadas a cada caso em concreto. O único que se busca é que os meninos se formem dentro de uns valores de esportividade, respeito, trabalho em equipe, companheirismo.

Formatura dos Alunos da Escola Padre Mario Castagna -