quarta-feira, 29 de julho de 2020

Defesa à Zona: as Linhas Elásticas e a “Balanço” Flutuação.



Defesa à Zona: as Linhas Elásticas e a “Balanço” Flutuação.
Rodrigo Azevedo Leitão

Dia desses, após uma palestra em que fui falar sobre os aspectos táticos do treinar e do jogar “zonal”, pediram-me para falar um pouco sobre a “flutuação das linhas zonais elásticas”. Como o tema rendeu boas discussões, e como muitos dos ouvintes não tinham ideia do que se tratava, resolvi escrever um pouco sobre o assunto na coluna de hoje.
Primeiro vamos recapitular o conceito de flutuação (ou balanço). Esse conceito diz respeito à dinâmica de ocupação do espaço do campo de jogo por uma equipe, quando ela se move “horizontalmente”, ou seja, de lateral a lateral (em largura).
Quando uma equipe adota um jogar zonal, passa a ter como principal referência (mas não a única) ao se defender, a movimentação da bola. Isso quer dizer que de acordo com a movimentação da bola, os jogadores devem manter as estruturas e desenhos que caracterizam a equipe.
Então se um time se organiza zonalmente no 1-4-3-3, com um triângulo no meio campo, uma linha de quatro jogadores na defesa e de três no ataque, ao flutuar de um lado para o outro, não poderá (a menos que a referência posicional seja outra) perder o desenho que caracteriza suas linhas.
O mesmo vale para qualquer esquema tático ou qualquer estrutura geométrica definida para uma equipe.
Pois bem. Quando uma equipe constitui, por exemplo, na composição do seu meio campo, uma linha de quatro jogadores, esta deve ser mantida, com as devidas equidistâncias entre seus componentes, em todo e qualquer movimento de flutuação.
Algumas equipes, porém, para manter o equilíbrio horizontal (a melhor ocupação dos espaços em largura) e evitar bolas “viradas” ou “invertidas” de uma faixa lateral para a outra do campo de jogo, pelo adversário, passaram adotar “linhas elásticas” em suas flutuações.
Elas receberam esse nome porque a distância entre o jogador da linha que está no lado oposto da bola, e o seu companheiro mais próximo (companheiro de linha), não respeita a mesma dinâmica de posicionamento dos demais jogadores. Enquanto todos flutuam mantendo iguais (ou aproximadamente iguais) os espaços entre eles, o jogador que está no lado oposto da bola deixa a distância aumentar um pouco mais, com relação ao jogador da linha que está mais próximo dele.
Obviamente que outras soluções foram e vêm sendo empregada para manter a flutuação em linha, sem necessidade de se fazer a linha elástica para impedir a “inversão” de bolas de um lado para o outro do campo de jogo.
Essa, porém, foi uma das soluções mais empregadas, especialmente por não necessitar de grandes mudanças a partir das dinâmicas iniciais das equipes na flutuação das linhas.
Por hoje é isso…

Circuito Resistência Infantil



Circuito Resistência Infantil

O circuito começa na zona 1, onde o jogador após uma movimentação em zigue-zague faz um passe baixo para o jogador na zona 2, que antes de receber deve executar uma desmarcação de apoio e controle orientado para alterar uma troca de orientação do jogador que está na zona 3, depois de um desmarque de apoio e controle, faz uma dupla com o parceiro na zona 4, que, em um contato, faz um passe em profundidade e vai finalizar o centro que sua o parceiro terá um desempenho acima da meta.

A continuação do remate, o jogador inicia o circuito novamente na zona 5, com uma condução em slalom e faz um passe baixo para o jogador na zona 6, após uma desmarcação anterior de apoio e controle orientado, ele faz uma mudança de orientação o jogador que está na zona 7, que, depois de desmarcar de apoio, fará uma dupla com o jogador na zona 8, dirigirá em zigue-zague e fará um centro baixo na borda da área para que o jogador (zona 8) finalizar com um remate à baliza.
Mencione que cada jogador, após concluir a tarefa correspondente, e a mudança de posição para próxima a área correspondente a ele de acordo com o gráfico, para realizar trabalho contínuo e percorrer todas as áreas do circuito.

Vídeo 1
O circuito começa na zona 1, fazendo um passe baixo com um pé interno para o jogador na zona 2, que, após fazer uma marca de apoio entre os dois cones, deve fazer um passe em contato com o jogador que está dentro zona 3; Este último deve fazer um passeio de slalom sobre os cones e fazer um passe baixo para o jogador na zona 4 e depois ir para a zona 5 e fazer saltos de propriocepção para uma perna entre os anéis, o jogador na zona 4 após desmarcar e um controle orientado, enfrentará o jogador na zona 6, um por um, que, no caso de ser ultrapassado pelo atacante, repetirá sua função de defesa até interceptar a bola para o atacante, passando para a zona 7, onde ele deve conduzir uma bola controlada em zigue-zague, para fazer um passe para o jogador na zona 8, que, após desmarcar o suporte mais um controle orientado, vinculará uma parede ao jogador na zona 9, que executará um passe em profundidade para o seu posterior centro e arremate.
Mencione que cada jogador, após concluir a tarefa correspondente, e a mudança de posição para próxima a área correspondente a ele de acordo com o gráfico, para realizar trabalho contínuo e percorrer todas as áreas do circuito.
Vídeo 2