sexta-feira, 8 de outubro de 2021


















 

Professor Ocimar Esteves

 

CARBOIDRATOS

 CARBOIDRATOS

 

Introdução - Carboidratos

Os carboidratos são a principal fonte de combustível do corpo durante os treinos e as partidas de futebol, devido à natureza de explosão do esporte. O desempenho do atleta pode ser significativamente influenciado pela disponibilidade de carboidratos no corpo, tal como a redução na distância total percorrida e a surtos de fadiga muscular devido as reduções no glicogênio muscular nas fases finais de uma partida de 90 minutos. Portanto, é de alta prioridade garantir que os jogadores se preparem para uma partida de forma adequada, maximizando os estoques de carboidratos por meio de várias estratégias que serão discutidas neste artigo.

O que é glicogênio?

Para entender a importância dos carboidratos no seu corpo em uma partida de futebol, é necessário entender o que é o glicogênio e como ele afeta o desempenho. O glicogênio é a glicose armazenada, onde o glicogênio muscular pode estocar até 500 gramas, enquanto o fígado pode armazenar aproximadamente 100 gramas. Os estoques de glicogênio reduzem significativamente ao longo de uma partida de 90 minutos, levando a surtos de fadiga muscular e reduzindo a distância total percorrida em caso de falta dele. Portanto, é essencial que estratégias nutricionais sejam postas em prática para maximizar os estoques de glicogênio pré-jogo.

Liberação rápida vs. liberação lenta

É importante estar ciente de que nem todos os carboidratos liberam energia na mesma velocidade. Eles são normalmente classificados como de liberação lenta ou de liberação rápida. Os carboidratos de liberação lenta têm baixo índice glicêmico, pois são pobres em açúcar, muitas vezes ricos em fibras e fornecem um suprimento lento e constante de energia. Alguns exemplos incluem arroz integral, pão integral e aveia. Os carboidratos de liberação rápida têm alto índice glicêmico, pois são ricos em açúcar e pobres em fibras, causando um aumento do açúcar no sangue e fornecendo um rápido suprimento de energia. Alguns exemplos incluem pão branco, bebidas energéticas e doces. Você deve consumi-los antes, durante e imediatamente após uma partida para fornecer energia rapidamente e para recarregar seus estoques de glicogênio após a partida.

Quanto carboidrato preciso e quando devo ingeri-lo?

No dia anterior ao jogo, você deve tentar consumir de 6 a 8 g de carboidrato/ kg de massa corporal, a fim de maximizar seus estoques de glicogênio. Você deve, então, continuar esta ingestão de alto teor de carboidratos na manhã seguinte, com uma refeição contendo 1-3 g / kg de massa corporal cerca de 3-4 horas antes do início do jogo.

Quando se trata de treinamento, você deve considerar as variações diárias em sua programação de treinamento semanal. Por exemplo, em um dia de treinamento de baixa intensidade ou dia de descanso você deve minimizar sua ingestão de carboidratos (~ 3 g / kg), mas em um dia de alta intensidade você deve aumentar sua ingestão de carboidratos (~ 4-5 g / kg). Este conceito é chamado de periodização de carboidratos e permite que você se prepare de maneira ideal para treinar e jogar, enquanto mantém sua forma física.

Conclusão

Dado que os carboidratos são o substrato primário utilizado durante uma partida de futebol, é essencial que você implemente estratégias nutricionais sólidas que comecem um dia antes do jogo. Periodizar a ingestão de carboidratos de acordo com a carga de trabalho diária ajudará você a manter a forma física, ao mesmo tempo que se abastece de forma ideal para as sessões de treinamento e para melhorar o seu desempenho nos jogos.

 

Técnico

 

Daniel Carney

sexta-feira, 30 de julho de 2021

MODELO DE JOGO DAS IDEIAS AOS CONCEITOS

 MODELO DE JOGO DAS IDEIAS AOS CONCEITOS

 

GUILHERME CANGUSSÚ LIMA MAICKEL BACH PADILHA

 

Construção do Modelo de Jogo:

Uma Visão Sistêmica

Atualmente existem várias linhas de trabalho no processo de construção da forma de jogar de um modelo de jogo, que defendem uma preparação mais es­pecífica, e semelhante ao que acontece na competição, deixando um pouco as teorias mecanicistas tradicionais que contêm uma visão unidirecional (causa e efeito) para o entendimento das variáveis do jogo.

As tendências atuais são baseadas em teorias complexas, onde os diferentes componentes: tático, técnico, físico e psicológico, assumem a interação e são inseparáveis para o desenvolvimento do método de treinamento.

Essa ideologia é baseada em uma abordagem sistêmica, de maneira que as somadas partes desses componentes do jogo, não são iguais ao todo, pois existe uma série de sinergias entre eles que caracterizará a situação específica do sistema em questão e o tornará único e sem repetição. Desta forma, evita-se dividir esses componentes e reduzi-los para compreender suas partes, buscando seu desempenho separadamente, pois estariam ignorando suas sinergias e as relações que eles produzem.

 



 


Apostando em um conceito de treinamento contextual com os parâmetros que governam esta modalidade esportiva e suportada por uma abordagem sis­têmica, processo didático será guiado pelo aspecto tático e será sustentado por um suporte técnico para a execução, apoiado por uma preparação qualitativa, entendendo que a interpretação dos movimentos táticos dos jogadores promove sua relação com eles e estuda a eficiência desses movimentos em contrapartida às necessidades que o jogo apresenta.

 

O objetivo é aprofundar em uma percepção contextual da preparação do jogador de futebol, com a intenção de mudança no paradigma de observação, abordando uma perspectiva complexa da realidade, onde parece difícil encontrar soluções únicas com caráter linear.

É importante ressaltar que este não é considerado o único caminho de fonte no sucesso do futebol, pois jogo, em si, é um processo multifatorial em que inú­meros pontos emergem de situações que influenciam, modificam e condicionam este sistema dinâmico. No entanto, acredita-se que a construção de um modelo de jogo suportado por uma abordagem sistêmica seja é a maneira mais eficiente de trabalhar a preparação do jogador de futebol por uma perspectiva específica e real que simula e estimula o jogo.


 

Modelo de jogo: Fatores e características que influenciam o seu desenvolvimento Tratando-se de um sistema dinâmico e complexo, o futebol exige o entendi­mento de seus permanentes confrontos e interações em prol do objetivo do jogo. Para facilitar a compreensão e guiar os profissionais que tencionam o desenvol­vimento de uma forma de jogar, o entendimento do que consiste um modelo de jogo e de que maneira ele surge e é desenvolvido, suporta treinadores para hierarquização e organização de sua própria ideia. Isto os auxilia na busca e na modelação de uma forma de jogar específica, entendida como a melhor maneira para a concepção de seus conceitos e princípios de uma cultura do jogar.

Portanto, compreender os fatores que se relacionam e influenciam diretamente no desenvolvimento de um modelo de jogo e na modelação de uma forma de jogar específica desejada pelo treinador, devemos levar em conta a interação dos seguintes fatores na ilustração a segue:

 

Elipse: Modelo de Jogo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Considerando que a interação destes fatores acima mencionados está em um constante processo dinâmico não linear, a partir deles conseguimos compreender como podemos hierarquizar as próprias ideias tencionando uma forma específica de jogar. Assim, a modelação do jogar parte das ideias do treinador em como hierarquizar e desenvolver o jogo nos diferentes momentos compreendidos em: organização defensiva e ofensiva, bem como suas respectivas transições (defesa­-ataque e ataque-defesa) e bolas paradas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


As ideias do treinador são suportadas pelos princípios táticos do jogo de futebol e sustentadas por sua capacidade em operacionaliza-los a partir de prin­cípios e conceitos metodológicos no que tangem o processo de treino. Isto por­que o treinador deve assumir o papel de principal responsável - “mentor” - do desenvolvimento e da elaboração de treinamentos que expressem suas ideias e conceitos, junto às intervenções necessárias para potencializar o próprio jogar.

Ao mesmo tempo, considerar as características dos jogadores e identificar de que maneira é possível potenciar suas virtudes individuais em prol do coletivo, bem como tomar conhecimento do contexto competitivo em que está inserido e como o histórico e costumes de um denominado clube e/ou país/cidade podem colaborar e/ou influenciar na modelação de uma forma de jogar específica, são fatores preponderantes para a construção de um modelo de jogo suportada por uma abordagem sistêmica tomando em conta a complexidade do jogo.

 

Organização Defensiva

 

Dentre os 5 momentos do futebol, a organização defensiva é o momento de maior interação(será?) entre os jogadores. Ocorrido logo no início do jogo ou após a perda da bola, consequente a transição ataque-defesa, o futebol moderno e competitivo exige a participação de todos os jogadores na organização defensiva.

No processo defensivo as ações individuais são parte do conjunto e no futebol moderno não basta ter apenas boa relação com bola, mas saber se relacionar com os colegas, espaço, tempo e imprevisibilidade. Segundo GARGANTA (2005) “uma defesa é equilibrada não apenas pela disposição no terreno, mas pela interação dos jogadores no campo, encurtando distâncias e linhas”.

 

Assim, tendo como objetivos operacionais:

 

Impedir o avanço do adversário, reduzir o espaço de jogo, proteger a baliza, anular as situações de finalização e recuperar a posse de bola.

 

E tais objetivos exigem leituras diferentes na interação dos jogadores, conforme a localização da bola e adversários no campo.

Dividindo o campo em 4 linhas/zonas horizontais: defensiva, intermediária defensiva, intermediária ofensiva e ofensiva, pretende-se definir referências es­paciais para o comportamento coletivo. Uma equipe pode se organizar em bloco alto, médio ou baixo, orientada pelas referências espaciais e principalmente pela posição da bola, colegas e adversários. Dividindo o campo em 3 corredores: Corredor lateral esquerdo, corredor central e corredor lateral direito, orienta-se o posicionamento da equipe conforme a circulação de bola do adversário, res­saltando que o corredor central situa-se no espaço vital do jogo.

 

 

Na estruturação do modelo de jogo, o treino do processo defensivo deve se relacionar com os demais momentos, características dos jogadores, zona em que se inicia o processo defensivo, disposição das equipes no campo, ocupação dos espaços e a abordagem selecionada ao jogo.

Para o comportamento defensivo ser coletivo e responder adequadamente ao momento ofensivo do adversário, alguns princípios/conceitos devem ser levados em consideração, visando a soma das ações individuais e interligação entre jo­gadores e equipes. Numa abordagem global, a organização defensiva se divide em 5 princípios defensivos:

Contenção, cobertura, equilíbrio, concentração e unidade defensiva.

 

Cada um desses princípios se desdobra em ações técnico-táticas que podem ser ensinadas e estimuladas pelo treinador. São os subprincípios.

Existe uma gama de subprincípios e demais subcategorias que vão desde a relação do jogador com a bola nas ações ofensivas ao comportamento sem bola no comportamento defensivo. Assim, para ter sucesso na elaboração dos exercí­cios e na modelação do jogar, as ideias devem se encaixar aos jogadores, assim como a organização defensiva depende da congruência entre teoria e prática na operacionalização do modelo de jogo.

 

Organização Ofensiva

O principal objetivo de uma equipe em uma partida de futebol é marcar a maior quantidade de gols do que o seu adversário. Desta forma, a organização ofensiva é uma fase do jogo de suma importância para o sucesso de uma equipe de futebol. A organização ofensiva é caracterizada pelo momento em que a equi­pe detém a posse de bola de forma consciente e intencional a partir do objetivo do jogo de futebol (marcação de gols). A organização ofensiva é caracterizada por um momento denominado de transição ofensiva, que consiste em um ins­tante de tempo em que individualmente, setorialmente e coletivamente a equipe atravessa da fase defensiva para a ofensiva de jogo.

Partindo destes pontos, vale ressaltar a importância em identificar os dife­rentes tipos de ataque, apresentar princípios, subprincípios e subprincípios dos subprincípios da organização e da transição ofensiva do futebol e demonstrar diferentes formas eficazes e eficientes de jogar quando a equipe recupera e detém a posse de bola.

 

Podemos caracterizar os tipos de ataque em:

Ataque posicional, ataque direto e contra-ataque.

 

Estes tipos de ataque apresentam diferenças e semelhanças nos diferentes comportamentos táticos e técnicos das equipes, porém cada um desses ataques possui suas particularidades que carregam vantagens e desvantagens de acordo com as características dos jogadores da equipe e do adversário, por exemplo.

Em relação aos princípios de jogo da fase ofensiva do futebol, a organiza­ção do jogo é suportada por princípios táticos operacionais, fundamentais (ver figura) e específicos. Entretanto, para consolidar uma ideia de jogo no que diz respeito a organização ofensiva serão destacados a hierarquização dos conceitos relacionados com os princípios táticos específicos, seus respectivos subprincípios e os subprincípios dos subprincípios que dão sustentação para o modelo de jogo ofensivo de uma equipe, ou seja, a sua identidade ofensiva. A execução destes princípios sustentam os tipos de ataque e quando bem desenvolvidos permitem que o treinador possa variar a tipologia do ataque de acordo com o contexto, auxiliando na formação de equipes maduras em termos de ideias de jogo e com variabilidade tática ofensiva, fundamental para o futebol contemporâneo.

 

Capítulo 3

 

IDEAIS DO TREINADOR: CONHECIMENTO, FORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA

 

Da ideia à construção da forma de jogar na formação de equipes em diferentes contextos A construção de um Modelo de Jogo é uma tarefa complexa que requer um profundo conhecimento teórico e prático do Futebol por parte do trei­nador. Tal conhecimento requer uma abordagem holística, no sentido de ser baseado e alicerçado em domínios científicos do fórum biológico, psicológico, metodologias de treino, entre tantos outros. Existe um conjunto de aspectos que deverão ser tidos em conta na elaboração e definição de um Modelo de Jogo, nomeadamente: os jogadores disponíveis, a equipa técnica, a ideia do treinador, a cultura do clube, entre outros (ex., orçamento).

Cada aspecto tem o seu grau de importância, no entanto, torna-se impor­tante realçar, em particular, a ideia do treinador como essencial no processo de elaboração do Modelo de Jogo para a sua equipe. Cada treinador representa uma ideia, um pensamento concreto referente a um modo de entendimento do jogo. Tal ideia ou ideias, vão sendo construídas como consequência de um longo percurso de experiências vividas e sentidas, as quais influenciam diretamente no modo como o treinador vai (re)ajustando as suas ideias (prin­cípios) à formação de equipas, e em especial, à formação do jogador.

Assim, a aplicabilidade de suas ideias poderá diferir em função do contexto competitivo, das características culturais, sociais e esportivas dos jogadores e dos clubes, etc. Especial cuidado deve ser dado a crianças cujas idades sejam entendidas como “mais sensíveis” na aprendizagem de determinadas habilidades motoras e cognitivas. Por outro lado, as ideias do treinador não deverão reduzir e/ou empobrecer a criatividade individual exibida pelos seus jogadores. Portanto, dever-se promover e potenciar a criatividade individual em vez de a castrar.

 

Capítulo 4

 

PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS DO TREINO NA OPERACIONALIZAÇÃO –MODELAÇÃO - DA FORMA DE JOGAR DO MODELO DE JOGO

 

Tendência evolutivas, Metodologias e Princípios do treino para operacionalizar ~modelar~ uma forma de jogar específica A partir das constantes alterações sofridas pela maneira de jogar, o futebol apresentou diferentes preocupações aos longo das décadas. A evolução dos de­safios impostos pelo desenvolvimento do esporte, influenciaram as tendências metodológicas do treino, os quais tem como objetivo a melhoria da performance. Ao longo dos anos os diferentes interesses pelo alto rendimento dos jogadores provocaram constantes alterações de ideias, conceitos e princípios, instigando os treinadores à predominância de alguma das dimensões durante a hierarquização e operacionalização do treinamento. Julgando que, desta maneira, conseguiriam potencializar os jogadores em direção ao melhor desempenho.

Entretanto, o conhecimento de metodologias em Especificidade, que ajudam a potencializar diferentes dinâmicas entre os jogadores, fazendo do JOGO o seu principal núcleo para que o Futebol que o Treinador e seus jogadores pretendam venha a emergir, levou ao aprofundamento em tópicos como a teoria do caos, a complexidade e a importância de sistematizar seus principais comportamentos com base em princípios. Para isso, o conhecimento aprofundado das novas ten­dências metodológicas aplicadas ao treinamento de futebol, tem feito com que os treinadores se preocupem constantemente, com a dinâmica que os jogadores pro­porcionam, influenciando a operacionalização de seu modelo de jogo planejado no dia-a-dia através de uma visão holística acerca do jogo. Assim, com base em um treinamento sistêmico, suportados pelas teorias do caos e da complexidade, ocorre a construção e o desenvolvimento de um modelo de jogo que reúna uma série de IDEAS do treinador e de seus orientados, os quais determinarão o tipo de futebol que se quer praticar.

Desta maneira metodologias que ofereçam aos treinadores um suporte para hierarquizar e operacionalizar o seu treinamento, tendo como base princípios metodológicos assentados em respeitar os binômios relativos ao treinar e jogar.

Binômios

Esforço - recuperação e espaço-tempo

Potencializam uma forma de jogar específica da própria equipe e de seus jogadores.

Operacionalização do modelo de jogo (uma forma de jogar) no processo de treino Em sua história o futebol passou por diversas evoluções, frutos da necessidade de buscar o resultado e consequentemente a vitória, que é o objetivo do jogo em si. Basicamente, para vencer é necessário pontuar mais vezes que o adversário, gerando desequilíbrios.

Na busca de possibilidades para a superioridade no jogo, geraram-se evolu­ções, dentre elas recentemente a percepção do Modelo de Jogo. Trata-se de uma ideia fundamental, pois ao percebe-la pode-se chegar em níveis cada vez mais elevados de Intensidade, e a Intensidade por sua vez é o canal que possibilita a junção entre velocidade, tomada de decisão e assertividade dentro da partida.

Este é o ponto central de toda a operacionalização de uma equipe de futebol. Ta­manha importância ganha força baseada em um princípio basilar para o desporto:

Especificidade.

Ou seja, podemos simplificar utilizando a seguinte equação:

Modelo de Jogo = Especificidade + Periodização = Intensidade

Quanto maior a intensidade, maior a possibilidade de vitória, eis a busca pelo resultado. Este é um ciclo que se retro alimenta e possibilita um crescimento específico, cabendo ao treinador gerenciar este processo com o máximo de ma­estria. Aqui entra a operacionalização do modelo de jogo.

Operacionalizar é transferir algo do plano da ideia, para o plano da prática, criando contextos que possibilitem o treino de determinadas situações. Logo, esta questão é extremamente importante na vida de um clube, cabendo a ela, normalmente a diferença entre os que tem mais sucesso e os que não tem:

Organização de um morfociclo semanal

Gestão de uma semana com 1 jogo

Organização do Morfociclo Semanal O morfociclo semanal é um conceito fundamental para a organização da ope­racionalização. Dentro desta estrutura alguns subtemas ganham importância, dentre eles:

Gestão de uma semana com 1 jogo

Gestão de uma semana com 2 jogos

Planejamento de treino

Gestão da comissão técnica - funcionalidades

 

Montagem de Exercícios

A montagem e gestão de exercícios específicos é um diferencial do treinador moderno. Historicamente o treinador brasileiro não possui a característica de planejar e gerir exercícios específicos ao Modelo de Jogo.

 

 

Domingo

2ª Feira

Dia 1

3ª Feira

Dia 2

4ª Feira

Dia 3

5ª Feira

Dia 4

6ª Feira

Dia 5

Sábado

Dia 6

Domingo

 

Descanso

Recuperação Ativa

Descanso

Treino

Força

Especifica

Descanso

Recuperação

Ativa

 

Jogo

Recuperação Ativa

Recuperação Ativa

Treino

Força

Especifica

Treino Resistencia

Específica

Treino

Velocidade

Específica

Descanso

JOGO

 

 

Porém, a última geração de treinadores nível A brasileiro vem modificando este panorama, mostrando a importância de dominar este quesito para atingir a performance ideal.

Veremos as seguintes variáveis deste tema:

·         Principais modelos de treino e suas características

·         Montagem de exercícios – como elaborar um exercício específico

·         Elementos que compõem um exercício

·         Ferramentas para gerir a semana.

 

 

Capítulo 5

 

IMPORTÂNCIA DA REFLEXÃO E ANÁLISE DO PRÓPRIO MODELO DE JOGO

 

Observação e Análise da forma de jogar do Modelo de Jogo Tal como sabemos, a importância na aquisição de uma cultura do jogo através da operacionalização e modelação do modelo de jogo ao longo do processo de treino é infindável para a implementação das ideias, princípios e conceitos do treinador.

Como treinadores, como sabemos que nossas ideias estão sendo ad­quiridas e alicerçadas em especificidade? Ora, através do próprio jogar de nossa equipe.

 

Com base em nossa hierarquização e suportados pelas propensões em que ocorrem os comportamentos e interações que almejamos para as nossas equipes, observar, interpretar e analisar as sessões de treinos, bem como os jogos (que é o momento em que a operacionalização é expressada), a análise e a reflexão do nosso jogar torna-se imprescindível dentro do processo.

Nesse sentido, podemos levantar algumas questões que nos auxiliam na recolha da informação ao longo desse processo estratégico-tático:

As interações pré-estabelecidas para o cumprimento de um determinado princípio específico estão ocorrendo?

Os jogadores que são responsáveis pela a organização do jogo estão obtendo sucesso em coordenar o ritmo da equipe durante a organização ofensiva?

A reação após a perda da posse da bola está resultando em subsequentes desordem ou em comportamentos eficazes durante a transição?

As sequências ofensivas que atingem o último terço de campo e que ter­minam em finalização ao gol, são provenientes da operacionalização de nossos princípios específicos?

Através de alguns exemplos, já é possível termos alguma ideia de como é possível oferecer um suporte para a reflexão e análise do modelo de jogo para bem treinar e ainda melhor jogar.

Ou seja, ao mesmo tempo que a hierarquização do processo de treino é supor­tada pelas informações identificadas no jogo, os comportamentos expressados no jogo são resultantes dos treinos.

 

O PAPEL DO PREPARADOR FÍSICO INSERIDO NA CONSTRUÇÃO DO MODELO DE JOGO

 

Ao apresentar um caráter intermitente, o futebol se caracteriza por uma inten­sa participação psíquica e pela aciclicidade físico-técnica, onde períodos curtos de alta intensidade são intercalados por períodos mais longos de recuperação, ativa ou passiva. O bom desempenho no futebol demanda bom condicionamento em capacidades bio motoras, com a utilização de diferentes fontes energéticas, e ao mesmo tempo demanda habilidades técnicas, táticas, psicológicas e cognitivas.

 

 

 

 

 

ABORDAGEM SISTÊMICA DO TREINAMENTO 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Assim, cabe ao Preparador Físico responsável, considerar a integração dos aspectos físicos, fisiológicos e cinemáticos à complexidade do jogo para atender às exigências do futebol atual. O planejamento, a aplicação e o controle das cargas de treino são de sua responsabilidade e o grande desafio é otimizar a contribuição dos treinos e dos jogadores no modelo de jogo estabelecido.

 

 

Um Bom Treino