segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Equipe do Rondoniense Sub 16.

Depois de uma semana conturbada, nossos atletas jogando futsal e futebol, perdemos na estrea, finalmente a paz voltou. Fomos a Ariquemes para o 2º jogo e ganhamos de 1 x 0.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ipê na praça madeira mamoré


Atividade Física.



Por Jornalismo Portal EF

 

Fragmentos de oxigênio com carga negativa, radicais livres podem prejudicar a memória, o metabolismo, força, disposição, envelhecimento, etc.

O ritmo de vida estressante, a poluição, a alimentação desregrada e desbalanceada são inimigos que comprometem toda a saúde e a qualidade de vida. Estes são fatores que contribuem também com a produção dos radicais livres, popularmente conhecidos por causar o envelhecimento celular e até câncer. A prática de atividade física orientada, e não apenas o esforço físico, e uma dieta balanceada são fundamentais para reduzir a produção dos radicais livres pelo organismo.

O que são os radicais livres?

O médico ortopedista e traumatologista Paulo Muzy, pós-graduado em fisiologia e biomecânica do exercício, medicina e nutrologia esportivas (WWW.performancecomsaude.com.br), explica que os radicais livres são fragmentos de oxigênio sozinhos que mantêm a carga negativa, facilitando sua ligação com outros componentes do nosso organismo. “O termo oxidar significa que uma determinada molécula sofreu ação do oxigênio ao se ligar a ela para estabilizar suas ligações covalentes, compartilhando um elétron – o que, num organismo, interfere na função como um ferro que enferruja ao ter contato com o oxigênio, enfraquecendo sua estrutura”, explica.

De onde vem o termo radicais livres?

Javier Villanova, nutrólogo e pesquisador sênior da Jasmine Alimentos, destacam que as primeiras referências da bioquímica oxidativa são do período pós-guerras, na década de 50, e as descobertas se solidificaram com a descoberta das moléculas, da nutrição ortomolecular (Linus Pauling) etc.

Sem radicalismo

“Para produzir radicais livres, só temos que respirar”, sintetiza Villanova. Além disso, o estilo de vida e o meio ambiente têm a sua parcela de “culpa” nessa produção, já que hábitos como o tabagismo, a ingestão de bebida alcoólica, alguns remédios, agrotóxicos, poluição etc. são fatores incrementadores na produção e nos riscos que os radicais livres trazem para a saúde.

Muzy conta que quanto mais esforço desmedido é realizado, mais radicais livres são produzidos. Além disso, a ingestão de gordura de rápida absorção e açúcar em excesso também colabora com os radicais livres, já que o excesso de açúcar é um subproduto do metabolismo. “Quanto mais esforço físico, maior a produção dos radicais livres. O problema disso é que as pessoas, por falta de orientação, fazem esforço físico ao invés de treinamento físico. É preciso conscientizá-las de que esforço físico não é treinamento e, para ter os bons efeitos do treino, ela precisa de um treinador”, destaca Muzy, que cita os trabalhadores rurais como exemplos de esforço físico: “olhe para um trabalhador que usa o esforço físico como fonte de sustento que logo você vai perceber a diferença entre esforço e treinamento. Ser capaz não significa que deve ser feito.”.

Mitos e verdades dos radicais livres

Há muitas inverdades sendo ditas por aí a respeito dos radicais livres. Dentre elas, que é possível evitá-los. Villanova explica que há também verdades, como fato de haver agentes antioxidantes, bioquimicamente falando, e de que há antioxidantes exógenos, sejam vitaminas, minerais ou bio-ativos.

 “Dizer que é preciso comprar produtos anti-radicais livres é invenção mercado”, frisa Paulo Muzy, “contra a poluição podemos fazer muito pouco ou quase nada; contra o estresse no trabalho, no ambiente ou no local em que se vive, tampouco. Porém, atividade física orientada e programada e uma alimentação saudável são factíveis, sim. O mercado fala ‘compre’, sendo que o ideal seria ‘cuide-se’!”

Quando se trata da alimentação, Villanova ensina que algumas vitaminas são termo sensíveis e cromo sensíveis, ou seja, perdem parte de seu efeito se expostas à luz e ao calor. “Bio-ativos como as catequinas, cromo cianinas, antocianinas e similares também perdem de forma parcial sua capacidade quando recebem termo injúrias.”

Muzy lembra que é preciso usar a alimentação para se nutrir e não para gerar prazer em cada refeição, já que este fato traz resultados que sobram na silhueta e afetam a produção e efeitos dos radicais livres. A idade também acaba pesando nos efeitos dos radicais livres no corpo: “por ser um processo progressivo, é como ‘água mole em pedra dura’. O problema é que as pessoas querem tratar quando ‘fura’ e aí é tarde demais. Os organismos biológicos são regidos pelos princípios da irreversibilidade do tempo. Na biologia, as reações não voltam atrás”, conclui o ortopedista.

Consultoria Técnica: Márcio Santos

Atividade Física e Sexo



Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, comparou o benefício da corrida para a vida sexual através de dois grupos de voluntários.

O primeiro grupo era submetido a um programa de corrida em intensidade moderada durante 60 minutos e 4 dias por semana. O segundo grupo fazia caminhada leve percorrendo distâncias mais curtas com a mesma frequência semanal. Os indivíduos do primeiro grupo relataram significativa melhora na qualidade da vida sexual, tanto em relação à libido quanto ao “vigor” no sexo.

Os indivíduos do segundo grupo, não relataram melhora na qualidade ou frequência na vida sexual. Entretanto, outros estudos demonstraram também melhora da vida sexual como consequência de programas de exercícios mais moderados. Um recente estudo publicado no “International Journal of Obesity” relatou que mulheres com sobrepeso, porém que perderam peso praticando caminhada tiveram sensível melhora na qualidade do sexo, inclusive com aumento da incidência de orgasmos.

Um estudo desenvolvido por pesquisadores do New England Research Institute, nos Estados Unidos, analisou um grupo de 600 homens de meia idade ao longo de um período de oito anos. Os homens que praticavam corrida regularmente durante este período não relataram nenhum problema de impotência, enquanto os de vida sedentária apresentavam vários episódios de perda de vigor sexual e impotência.

Os mecanismos fisiológicos que explicam a melhora do sexo com a prática de exercícios apresentam várias interpretações científicas. Nos homens a prática de exercícios está relacionada com o aumento da testosterona ou com a atenuação da sua redução com a idade. Tanto nos homens como nas mulheres, a prática de exercícios físicos regulares proporciona melhor perfusão sanguínea para os órgãos genitais, e assim, há uma melhora da saúde dos vasos sanguíneos.

Também são relatados benefícios hormonais e de liberação das endorfinas como consequência de exercícios mais prolongados.
Certamente existe também o benefício da melhora da autoestima e saúde mental que o exercício proporciona, contribuindo para melhor qualidade do sexo. Portanto, se sua vida sexual não está satisfatória, corra!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dores Laterias




Iniciar uma atividade física pode ser uma experiência muito prazerosa: a liberação de hormônios causa a sensação de bem-estar e a perspectiva dos resultados é um estímulo e tanto. Mas como lidar com aquela pontada dolorosa bem abaixo das costelas que aparece justamente quando você está entrando no pique do exercício?

O profissional de Educação Física e fisiologista do exercício Raul Santo, pós-doutorando pela Universidade São Judas Tadeu, explica esse incômodo pode ter muitas causas. As principais são a respiração pela boca e a má oxigenação do sangue. Para esses e outros desencadeantes da dor abdominal do lado existem soluções. A seguir nós te contamos como evita-la. Confira e não permita mais que essa desagradável sensação interrompa seu exercício.

Problema: impacto sobre o fígado

Solução: vá com calma

Doeu do lado direito? O fisiologista do exercício Raul Santo explica que a causa pode ser o impacto sobre o fígado. "Numa corrida, por exemplo, a movimentação do corpo causa a distensão do tecido que sustenta o fígado", explica. Essa rede é formada por fibras musculares lisas, que doem quando o esforço, e consequentemente o impacto sobre o órgão, é muito grande. Para amenizar essa dor basta diminuir um pouco o ritmo do exercício e o incomodo logo desaparecerá. E, nos próximos treinos, vá num ritmo mais devagar, para evitar que a dor reapareça.

Problema: entrada de ar no estômago

Solução: evite respirar pela boca

Quando a dor aparece numa região mais central do abdômen, a causa provavelmente é a respiração pela boca. "A respiração pela boca leva à entrada de ar no estômago, promovendo a produção do ácido clorídrico, que causa ardência e sensação de azia", explica Raul Santo. Este também é um sinal de que a intensidade deve ser diminuída e a respiração feita pelo nariz.

Problema: falta de oxigênio no músculo diafragma

Solução: obedeça a respiração e diminua o ritmo

Outra causa de dor na região abdominal lateral é a falta de oxigênio no diafragma - o principal músculo responsável pela respiração -, causando a chamada isquemia local. Isso acontece, provavelmente, porque você está se exercitando num ritmo mais forte que seu condicionamento aeróbio. Em consequência, sua respiração não consegue suprir a demanda de oxigênio que a musculatura pede. "Sem a condução satisfatória de oxigênio, ocorre à produção de ácido lático no músculo, cujo acúmulo gera a dor", explica Raul Santo.

Esse é um sinal claro de que você está ultrapassando seus limites: é hora de diminuir a intensidade do exercício. O especialista Raul Santo dá a dica: "não tente controlar a respiração: conforme você aumenta sua carga de trabalho, o ritmo da respiração naturalmente também aumentará, na medida em que você precisa - até as possibilidades do seu organismo".

Problema: baço sobrecarregado

Solução: faça aquecimento

Uma das funções do baço, órgão localizado na lateral esquerda do abdômen, armazenar o sangue. Durante o exercício, há a redistribuição de sangue para os músculos que estão mais ativos. A demanda inesperada pede um fluxo de sangue muito alto para o calibre dos vasos do baço, cuja distensão pode gerar desconforto.

Aquecer e alongar antes do exercício é como enviar ao corpo um sinal que diz que ele será exercitado. Os músculos, tendões, a circulação e até o sistema nervoso começam a se acelerar para manter o organismo em equilíbrio.

Por mais que você esteja acostumado a correr em uma velocidade mais rápida, é preciso sempre aquecer o corpo a cada início de treino. O técnico de atletismo Carlos Ventura, autor de livros de corrida, como o Manual do Corredor, recomenda ainda a alongar e iniciar a corrida em um ritmo devagar. "Para pessoas que estão saindo do sedentarismo, também é preciso começar caminhando e só depois passar para trotes leves, dando preferência a terrenos planos e macios", afirma.

Problema: postura errada

Solução: Alinhe a coluna

Arquear as costas para frente durante o exercício também pode gerar a chamada dor de lado. Isso porque a coluna envergada pressionará o diafragma, o que não permitirá que ele trabalhe adequadamente, além de dificultar a chegada de sangue no local. O mesmo pode acontecer com quem corre com uma mochila pesada, por exemplo. Logo, a sensação é parecida com a da isquemia local nesse músculo.

Por isso, escolha roupas confortáveis, tênis adequado e evite carregar peso, como mochilas, durante o exercício.

Problema: Estômago cheio

Solução: refeições leves

Sua mãe dizia que depois de comer é preciso descansar? Se você a obedecia, você está de parabéns. Comer ou beber muito e, em seguida, fazer exercícios, vai diminuir a quantidade de sangue destinada ao sistema digestivo, dificultando todo o processo. O resultado é dor abdominal, que pode acabar em vômitos. O melhor é optar por refeições leves antes da atividade física.

Problema: Falta de condicionamento físico

Solução: exercício!

A dor do lado é comum em pessoas que acabaram de começar a praticar atividades físicas, principalmente pela dificuldade em transportar oxigênio e da alta carga imposta aos músculos.

Uma ajuda para eliminar esse sintoma, além da diminuição do ritmo, é treinar os músculos com exercícios como a musculação ou o treinamento funcional, por exemplo. Esses exercícios melhoram o aporte de sangue nos músculos, além disso, o músculo treinado precisará de menos oxigênio para trabalhar adequadamente.

Lembre-se também que a regularidade do exercício faz com que o corpo se acostume aos poucos com o esforço e consiga progredir. "Pessoas que não costumam praticar atividade física têm menos fôlego porque a sua atividade aeróbia é fraca e, por conta disso, a capacidade física é menor", explica o técnico de atletismo Carlos Ventura.


 

Ginástica Laboral

Uma das estratégias das empresas para promover a saúde dos funcionários e evitar afastamentos causados pelas doenças do ofício está em promover a ginástica laboral durante alguns minutos ao longo do expediente.

Exercícios devem trazer ganhos e resultados com constante evolução

O dia a dia dentro dos escritórios colaboram com o surgimento de vários problemas de saúde. Estresse, distúrbios de postura, tendinites, entre outros, são decorrentes do exercício profissional e, também da falta de atenção e cuidados com o próprio corpo.

Para que serve a ginástica laboral?

"O principal objetivo da ginástica laboral é promover, por meio da atividade física orientada e consciente, dentro da jornada de trabalho, o desejo de cuidar de si mesmo, mantendo os sinais vitais, como respiração, batimentos cardíacos e funções físicas em ordem e eficientes", conta o professor André Nessi, diretor do Instituto Nessi e professor da graduação e pós graduação da Universidade Anhembi Morumbi, da capital paulista.

Funcionários aderem a ginástica laboral

Conquistar a adesão voluntária dos funcionários é um dos principais desafios dos profissionais de educação física, que podem apresentar e conscientizar sobre as vantagens físicas e emocionais da atividade física, que se refletem no rendimento e na rotina laboral.


Ginástica laboral: malhação de terno e gravata

A definição de ginástica laboral, segundo Nessi, é a de uma atividade física orientada, previamente planejada conforme o público e o tipo de ambiente, usando exercícios de força isométricos e isotônicos, alongamentos, exercícios respiratórios e de flexibilidade, dinâmicas de integração e de recreação e até massagens.

Versáteis, os exercícios podem ser feitos dentro ou fora do espaço de trabalho, mas sempre durante a jornada laboral. Outro ponto a ser observado é que, apesar de ser um exercício, o funcionário não tem de trocar de roupa ou passar muito tempo "improdutivo" para se dedicar à atividade laboral.

Desafio exercício na ginástica laboral

Em alguns ambientes, o profissional de educação física pode encontrar certa resistência dos funcionários, que não desejam fazer uma pausa de alguns minutos para cuidar do corpo e da saúde. Por isso, é preciso que ele busque novas estratégias para que as aulas sejam interessantes, de fácil execução e que promovam a evolução constante do praticante, que vai conseguir notar os resultados e ganhos, se sentindo motivado a seguir se exercitando. "A empresa de ginástica laboral deve ter visão do que deseja, fazendo disto uma missão bem trabalhada entre todos os seus colaboradores. Se prevenção ou manutenção da saúde, o profissional deve levar para dentro da empresa um espírito de muita motivação e cooperativismo", propõe o professor universitário. Elogios pelas conquista, gratidão pela participação, sorrisos conquistados por meio das brincadeiras, palavras agradáveis, exibição de resultados e melhorias na rotina são atitudes que ajudam na adesão de participantes. "Quem gosta do que participa, elogia e espalha!", frisa Nessi.

Para cativar a confiança das empresas para gerar oportunidades de contratação, Nessi indica "as tabelas e índices para apresentar ao investidor do Programa de Qualidade de Vida da empresa para que ele possa perceber os resultados tangíveis, dentre os quais se destaca a maior motivação para o trabalho".

Expectativas correspondidas na ginástica laboral

Nessi lembra que cada instituição tem um perfil de trabalhadores. "Por esta razão é sempre muito importante fazer o levantamento ou diagnóstico da empresa para saber de suas necessidades".

Os funcionários que aderem à ginástica laboral notam as melhorias no bem-estar, melhora na respiração, execução mais eficiente dos movimentos laborais - o que reduz a quantidade de acidentes -, além de incremento de força e resistência. E a ginástica laboral corresponde às expectativas, mesmo com a pouca duração: "É possível ter ganhos com poucos minutos com atividades bem elaboradas", destaca o diretor do Instituto Nessi.

Os benefícios psicológicos da ginástica laboral

Autores e pesquisadores como as professoras Valquíria de Lima, Erika Verderi, Neiva Leite, Fabiana Figueiredo e Caroline de Oliveira e o professor Ricardo Mendes concordam que, por ser área de atuação o físico, os aspectos fisiológicos são mais notados em enquetes, questionários e tabelas, mas a ginástica laboral também traz benefícios psicológicos para o funcionário que a pratica.

Demonstração de resultados

 “Hoje, a prática de um programa de ginástica laboral deve ser associada a programas elaborados para controle de todos os núcleos vitais do indivíduo", fala Nessi, que cita que há diversos tipos de softwares que ajudam o profissional de educação física a controlar a evolução das práticas e dos benefícios com diferentes tipos de indicadores que auxiliam no gerenciamento dos resultados.

Alguns programas piloto, realizados com pequenos grupos e por períodos curtos, de até seis meses, já demonstram resultados para empresas e profissionais. Ganhos em aspectos fisiológicos e psicológicos são facilmente percebidos. Com boas estratégias de divulgação e a conscientização dos trabalhadores é possível promover a ginástica laboral e conquistar adeptos de forma voluntária.

"Empresas com perfil de produção e competitividade evitam paradas e substituições. Assim, temos que demonstrar muitos resultados e vantagens aos que participam dos programas de forma voluntária." Quem adiciona o programa de qualidade de vida ao pacote de benefícios oferecidos aos funcionários consegue contentar a todos os profissionais, que agregam mais saúde e menos estresse, melhorando as vidas pessoal e profissional.

Consultoria Técnica: Márcio Santos

Por Jornalismo Portal EF.

Exercício é como remédio



Estimular a mudança de hábitos dos pacientes é foco de médicos das mais variadas especialidades.

A prática de atividades físicas e a adoção de um estilo de vida saudável pode adicionar anos à vida das pessoas. Dr. Antonio Pacileo, nutrólogo, ginecologista e especialista em patologia clínica, da
Clínica Healthy, da capital paulista, diz que “exercício é como remédio”, justamente porque tem a capacidade de prevenir doenças e melhorar a condição de outras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que as doenças que acometem os indivíduos são relacionadas a cinco causas: dieta inadequada, inatividade física, excesso de gordura saturada, doenças ocupacionais e contaminação ambiental, Pacileo: “80% dos problemas cardíacos têm relação com esses fatores, assim como 90% dos casos de diabetes e 30% dos diagnósticos de câncer”.

Não é só estética
A maioria dos brasileiros que procura uma academia ou um personal trainer para malhar, pensa, prioritariamente, na questão estética e muitos profissionais de educação física acabam estimulando essa busca pela beleza. O correto, todavia, seria conscientizar esses alunos da importância do exercício para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida.

 “Quando você se esforça para que um paciente mude seu estilo de vida, ele previne doenças. 95% dos casos de câncer de mama estão conectados a esses hábitos. Apenas 5% são genéticos. Quando você fala em prevenção primária, em adequar o estilo de vida daquela pessoa e sua composição corporal, então a atividade física age como remédio”, enfatiza o médico.

Ser saudável x ter saúde
 “O conceito de saúde é diferente do conceito de saudável. Uma pessoa com 20 kg de gordura a mais, que dorme mal, não tem vontade de fazer nada e vive cansada não pode ser saudável, mesmo que você examine e ela não apresente nenhuma doença aparente. Ela aumenta o risco relativo de ter uma doença pelas causas citadas pela OMS”, explica Pacileo.

O médico destaca as diferenças entre as academias brasileiras e estrangeiras, lembrando que lá fora é comum ver pessoas acima de 60 anos praticando atividade física dentro desses espaços, enquanto aqui, pode-se contar nos dedos aqueles que buscam a saúde. Além disso, “é frequente, mas não deveria ser normal vermos um homem de 60 anos tomar remédios e ser sedentário, já que houve o aumento da expectativa de vida. Se ele praticasse atividade física e tivesse cuidados com hábitos de vida, poderia reduzir os riscos relativos de doença”.

E não precisa muito exercício. Como tudo na vida, a prática de atividade física também precisa de equilíbrio: “não precisa fazer tudo de uma vez só. Os atletas de alta performance não são sinônimo de pessoas saudáveis. O ideal é fazer exercício controlado, no mínimo 45 minutos por dia, com avaliação médica prévia para saber qual é a zona aura, depois de fazer exames como espirometria e ecocardiograma e com a supervisão de um profissional de educação física”.

Questão cultural
Mudar hábitos é mais difícil do que aparenta. Afinal, além de fazer a pessoa sair da sua zona de conforto, a prevenção não costuma ser tão presente na nossa cultura. Pacileo lembra que o uso crônico da gordura saturada da carne vermelha é prejudicial, mas as pessoas, quando recebem um aumento de salário passam a fazer churrasco todos os dias. “A gordura saturada tem que ser ingerida eventualmente e não diariamente, mas esse é um problema cultural que acontece em todas as classes sociais: é quase uma questão de status.”

O papel do médico, segundo Pacileo, é orientar o paciente. “O melhor conselho é ser o exemplo”, diz, e depois, estimulá-lo a adotar mudanças de vida. Todos querem uma fórmula mágica que resolva os problemas de forma rápida e prática, segundo ele, porque mudar o hábito requer tempo, esforço e gasto energético e nem todo mundo se dispõe a essas alterações em busca da saúde de doenças que não têm cura, como a diabetes e a hipertensão, mas que têm controle.

Já o trabalho multidisciplinar, segundo Pacileo, é a melhor indicação para a prevenção de doenças, incluindo o médico, o profissional de educação física, o nutricionista e até o psicólogo se assim for preciso.

Por Jornalismo Portal EF.

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