Sou professor de Educação Física, aposentado. Preparador Físico de Futebol, Técnico de Futebol formado pela Universidade da Gama Filho, RJ.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Artrose do Joelho
A artrose é uma doença de caráter
inflamatório e degenerativo das articulações (juntas) do organismo, marcada
pelo desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas, causando dor
e podendo levar a deformidades. As articulações mais acometidas pela artrose
são as que suportam peso, como coluna vertebral, os quadris e joelhos. A doença
é tambem conhecida como osteoartrose ou ostetoartrite.
A dor ao nível do joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. Essa dor é de caráter progressivo. Acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso. No início dos sintomas, o repouso é uma forma de alívio.
O joelho inchado (derrame articular) é o segundo sintoma e muito frequente em pessoas que têm a doença e praticam esportes. O responsável por esse inchaço é o processo inflamatório da membrana sinovial (membrana que recobre a articulação do joelho). Essa reage à presença dos restos cartilaginosos produzindo um líquido viscoso e amarelado.
Logo que o edema sinovial torna-se importante, a pressão criada acentua as dores que podem ser sentidas pelo doente na parte posterior do joelho. Outro sintoma marcante é a perda progressiva do movimento. Os efeitos da artrose no esporte vao desde queixas moderadas com inchaço e dores leves após à incapacitaçao plena nas atividades da vida diaria.
Estudos sobre a artrose no esporte indicaram que:
Obesidade, sedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a artrose. Muitas pessoas com artrose tornam-se menos ativas por causa da dor e do medo de causar mais danos. Isso pode, infelizmente, levar a músculos cada vez mais fracos, o que piora o doença.
O principal objetivo da reabilitaçao é aumentar a força muscular e flexibilidade, além de reduzir a dor e rigidez. Exercícios aeróbicos melhoram a saude do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente. Além de exercícios individualizados, as pessoas devem praticar atividades, como caminhadas, ciclismo, natação, yoga e pilates.
Quanto exercício que você deve fazer por semana? A Sociedade Americana de Reumatologiarecomenda 30 minutos por dia durante cinco dias por semana - ou seja, 2,5 horas por semana. Espera-se melhora de sintomas após aproximadamente seis a oito semanas de exercícios regulares.
A dor ao nível do joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. Essa dor é de caráter progressivo. Acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso. No início dos sintomas, o repouso é uma forma de alívio.
O joelho inchado (derrame articular) é o segundo sintoma e muito frequente em pessoas que têm a doença e praticam esportes. O responsável por esse inchaço é o processo inflamatório da membrana sinovial (membrana que recobre a articulação do joelho). Essa reage à presença dos restos cartilaginosos produzindo um líquido viscoso e amarelado.
Logo que o edema sinovial torna-se importante, a pressão criada acentua as dores que podem ser sentidas pelo doente na parte posterior do joelho. Outro sintoma marcante é a perda progressiva do movimento. Os efeitos da artrose no esporte vao desde queixas moderadas com inchaço e dores leves após à incapacitaçao plena nas atividades da vida diaria.
Estudos sobre a artrose no esporte indicaram que:
Obesidade, sedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a artrose. Muitas pessoas com artrose tornam-se menos ativas por causa da dor e do medo de causar mais danos. Isso pode, infelizmente, levar a músculos cada vez mais fracos, o que piora o doença.
O principal objetivo da reabilitaçao é aumentar a força muscular e flexibilidade, além de reduzir a dor e rigidez. Exercícios aeróbicos melhoram a saude do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente. Além de exercícios individualizados, as pessoas devem praticar atividades, como caminhadas, ciclismo, natação, yoga e pilates.
Quanto exercício que você deve fazer por semana? A Sociedade Americana de Reumatologiarecomenda 30 minutos por dia durante cinco dias por semana - ou seja, 2,5 horas por semana. Espera-se melhora de sintomas após aproximadamente seis a oito semanas de exercícios regulares.
Tratamento
Para aliviar os sintomas, podem ser
administrados medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios e empregar-se
a fisioterapia e hidroterapia, que promovem melhora da dor tanto pelo uso de
técnicas anti-inflamatórias quando pelo fortalecimento e alongamento
musculares, protegendo assim as articulações e estimulando sua movimentação,
evitando a rigidez articular.
Infiltraçoes
do joelho
Nos casos de artrose leve a moderada,
é possível a reposição das propriedades do líquido sinovial, alterada na
artrose por meio da injeção dentro do joelho de um líquido desenvolvido em
laboratório, chamado acido hialurônico, que traz novamente a viscosidade
normal, protegendo a cartilagem e melhorando a dor e a mobilidade articular.
Esta terapia é chamadaviscosuplementação, e tem as vantagens de poder ser
aplicada pelo médico no próprio consultório, com desconforto mínimo, semelhante
à aplicação de uma injeção no músculo.
O efeito dura em média de oito meses a um ano, dependendo do grau da artrose em cada paciente e auxilia na reabitaçåo e retorno ao esporte. A infiltração do joelho com o PRP (Plasma Rico em Plaquetas) faz parte do conceito da terapia biológica e foi desenvolvido pela ideia de se injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral uma concentração de fatores de reparaçao tecidual do seu próprio sangue extraídos das plaquetas.
As plaquetas possuem os “fatores de regeneração tecidual”, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular, e sao o “gatilho” inicial da cicatrização de qualquer dano tecidual como, por exemplo, após um corte na pele.
Estudos recentes realizados ne Espanha e Itália mostraram que o PRP, quando infiltrado em joelhos de pacientes portadores de artrose, levaram a rápido alivio de sintomas e retorno ao esporte, prolongando-se por até dois anos. Isso, especialmente em indivíduos do sexo masculino, jovens e em estágios iniciais da doença, com escores superiores à infiltração tradicional com acido hialurônico.
O resultados promissores da ação da infiltração articular do PRP tem encorajado pesquisadores do mundo todo, dos quais eu me incluo e estudos futuros determinarão em breve o efeito biológico dele no tecido cartilaginoso e seu efeito reparador.
O efeito dura em média de oito meses a um ano, dependendo do grau da artrose em cada paciente e auxilia na reabitaçåo e retorno ao esporte. A infiltração do joelho com o PRP (Plasma Rico em Plaquetas) faz parte do conceito da terapia biológica e foi desenvolvido pela ideia de se injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral uma concentração de fatores de reparaçao tecidual do seu próprio sangue extraídos das plaquetas.
As plaquetas possuem os “fatores de regeneração tecidual”, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular, e sao o “gatilho” inicial da cicatrização de qualquer dano tecidual como, por exemplo, após um corte na pele.
Estudos recentes realizados ne Espanha e Itália mostraram que o PRP, quando infiltrado em joelhos de pacientes portadores de artrose, levaram a rápido alivio de sintomas e retorno ao esporte, prolongando-se por até dois anos. Isso, especialmente em indivíduos do sexo masculino, jovens e em estágios iniciais da doença, com escores superiores à infiltração tradicional com acido hialurônico.
O resultados promissores da ação da infiltração articular do PRP tem encorajado pesquisadores do mundo todo, dos quais eu me incluo e estudos futuros determinarão em breve o efeito biológico dele no tecido cartilaginoso e seu efeito reparador.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Plano de aula - Futsal
Plano de aula - Futsal
Plano De Aula
(Futsal - “Tradicional”).
Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Médio; duração aproximada 50 min.
Objetivo Geral:
1) Aprimorar, através do aquecimento e alongamento, a capacidade física dos alunos, bem como suas habilidades motoras junto ao fundamento de passe do futsal (partes inicial e principal da aula, aspecto psicomotor);
Objetivo específico:
2) Ensinar, através de treinos, os diversos tipos de passes do futsal, visando aprimorar a técnica dos alunos (aspectos cognitivo e psicomotor); parte principal da aula.
Parte Inicial
(Alongamento e aquecimento).
Após um breve alongamento, solicitaremos, através do número de chamada dos alunos, que dêem ao menos 03 voltas ao redor da quadra (3 min).
Parte Principal
(Exercícios).
Após separarmos os alunos em quartetos, pediremos que os mesmos se disponham no sentido transversal à quadra para que troquem passes, sempre em deslocamento e utilizando os dois pés (bilateralidade).
A) Passes com a parte interna dos pés;
B) Passes com a parte externa dos pés;
C) Passes com o dorso (peito) dos pés;
D) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes;
E) Passes com a sola dos pés (região plantar);
F) Passes de bico (com a ponta dos dedos);
G) Passes a meia altura;
H) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes.
Parte Final
(Estafeta e volta à calma).
Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão percorrer a quadra (sentido longitudinal) trocando passes entre cones e voltar. Ao finalizar, deverão entregar a bola à dupla seguinte. Vencerá a coluna de participantes que primeiro finalizar a atividade.
(Futsal - “Tradicional”).
Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Médio; duração aproximada 50 min.
Objetivo Geral:
1) Aprimorar, através do aquecimento e alongamento, a capacidade física dos alunos, bem como suas habilidades motoras junto ao fundamento de passe do futsal (partes inicial e principal da aula, aspecto psicomotor);
Objetivo específico:
2) Ensinar, através de treinos, os diversos tipos de passes do futsal, visando aprimorar a técnica dos alunos (aspectos cognitivo e psicomotor); parte principal da aula.
Parte Inicial
(Alongamento e aquecimento).
Após um breve alongamento, solicitaremos, através do número de chamada dos alunos, que dêem ao menos 03 voltas ao redor da quadra (3 min).
Parte Principal
(Exercícios).
Após separarmos os alunos em quartetos, pediremos que os mesmos se disponham no sentido transversal à quadra para que troquem passes, sempre em deslocamento e utilizando os dois pés (bilateralidade).
A) Passes com a parte interna dos pés;
B) Passes com a parte externa dos pés;
C) Passes com o dorso (peito) dos pés;
D) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes;
E) Passes com a sola dos pés (região plantar);
F) Passes de bico (com a ponta dos dedos);
G) Passes a meia altura;
H) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes.
Parte Final
(Estafeta e volta à calma).
Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão percorrer a quadra (sentido longitudinal) trocando passes entre cones e voltar. Ao finalizar, deverão entregar a bola à dupla seguinte. Vencerá a coluna de participantes que primeiro finalizar a atividade.
sábado, 19 de julho de 2014
Fisiologista
Dentre os vários mitos relacionados à prática de
atividade física, a relação entre exercícios e crescimento é um dos que ainda
carece de maior esclarecimento.
Em primeiro lugar, existe a preocupação de que algumas modalidades de exercícios possam prejudicar o crescimento em jovens durante a fase de desenvolvimento. Este é um assunto muito polemizado e invariavelmente aborda a questão da prática da musculação. O paradigma que existe é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação. é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação.
Esta questão é praticamente respondida com o raciocínio do bom senso. Certamente um jovem antes da puberdade, não tem ainda o aparelho locomotor amadurecido para fazer a musculação pesada visando hipertrofia. Não tem sequer a retaguarda hormonal para promover aumento expressivo da massa muscular.
O exercício pesado de musculação poderia causar danos nas zonas de crescimento ósseo e até prejudicar o processo de desenvolvimento. Vale lembrar que é muito raro isso acontecer, pois para tanto seria preciso um exagero muito grande que certamente iria provocar um mecanismo de defesa na forma de um quadro doloroso que cercearia o processo. Exercícios com pesos aplicados de forma orientada e racional não são proibidos para jovens e não vão prejudicar o crescimento.
Por outro lado existe também o mito de que exercícios físicos podem acelerar o crescimento ou mesmo promover um ganho estrutural para jovens com baixa estatura. A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura definida pela herança genética. Os fatores que podem alterar o crescimento geralmente estão relacionados a problemas hormonais ou carências nutricionais. Exercícios não promovem ganho nem perda de centímetros de estatura, porém promovem saúde para um crescimento normal.
Nestes casos, a intervenção do especialista no momento adequado pode corrigir o problema e restaurar o curso normal do crescimento. Não existe interferência que a prática de um programa de exercícios durante a fase de desenvolvimento possa promover para fazer um jovem ganhar centímetros de estatura. Todas as histórias relatadas de casos de programas que determinados atletas tenham feito para crescer com exercícios programados não passam de leituras mal interpretadas.
Matéria publicada pelos Site Eu Atleta .
Em primeiro lugar, existe a preocupação de que algumas modalidades de exercícios possam prejudicar o crescimento em jovens durante a fase de desenvolvimento. Este é um assunto muito polemizado e invariavelmente aborda a questão da prática da musculação. O paradigma que existe é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação. é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação.
Esta questão é praticamente respondida com o raciocínio do bom senso. Certamente um jovem antes da puberdade, não tem ainda o aparelho locomotor amadurecido para fazer a musculação pesada visando hipertrofia. Não tem sequer a retaguarda hormonal para promover aumento expressivo da massa muscular.
O exercício pesado de musculação poderia causar danos nas zonas de crescimento ósseo e até prejudicar o processo de desenvolvimento. Vale lembrar que é muito raro isso acontecer, pois para tanto seria preciso um exagero muito grande que certamente iria provocar um mecanismo de defesa na forma de um quadro doloroso que cercearia o processo. Exercícios com pesos aplicados de forma orientada e racional não são proibidos para jovens e não vão prejudicar o crescimento.
Por outro lado existe também o mito de que exercícios físicos podem acelerar o crescimento ou mesmo promover um ganho estrutural para jovens com baixa estatura. A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura definida pela herança genética. Os fatores que podem alterar o crescimento geralmente estão relacionados a problemas hormonais ou carências nutricionais. Exercícios não promovem ganho nem perda de centímetros de estatura, porém promovem saúde para um crescimento normal.
Nestes casos, a intervenção do especialista no momento adequado pode corrigir o problema e restaurar o curso normal do crescimento. Não existe interferência que a prática de um programa de exercícios durante a fase de desenvolvimento possa promover para fazer um jovem ganhar centímetros de estatura. Todas as histórias relatadas de casos de programas que determinados atletas tenham feito para crescer com exercícios programados não passam de leituras mal interpretadas.
Matéria publicada pelos Site Eu Atleta .
Estiramento Muscular
Você já sentiu como se seu músculo
fosse puxado ou uma fisgada como se levasse uma pedrada? As lesões dos músculos
isquiotibiais (posterior da coxa) ocorrem com frequência em atletas e são muito
comuns nos esportes onde o arranque se faz necessário.
Eles são especialmente comuns nos esportes que exigem força muscular, como a corrida, o futebol, o tênis e o basquete. Um estiramento dos isquiotibiais (IQT) é uma lesão de um ou mais grupos musculares na parte de trás da coxa. A maioria das lesões deste tipo respondem bem a tratamento conservador, não cirúrgicos.
Eles são especialmente comuns nos esportes que exigem força muscular, como a corrida, o futebol, o tênis e o basquete. Um estiramento dos isquiotibiais (IQT) é uma lesão de um ou mais grupos musculares na parte de trás da coxa. A maioria das lesões deste tipo respondem bem a tratamento conservador, não cirúrgicos.
Anatomia
Os três músculos IQT estão na parte
posterior da coxa. São eles: semitendíneo, semimembranoso e bíceps femoral. A
origem é na parte inferior da pelve, na tuberosidade isquiática. Eles
atravessam a articulação do joelho e se inserem na parte inferior da perna. As
fibras dos músculos IQT se juntam com o tecido duro, conjuntivo, dos tendões
perto dos pontos onde se ligam aos ossos, e ajudam a estender a perna para trás
e dobrar o joelho.
Lesões
Podem ser divididas em estiramento,
ruptura parcial ou completa. Também são classificadas de acordo com sua
gravidade e tempo de cicatrização. A lesão grau um é leve e geralmente
cicatriza rapidamente. Uma lesão de grau três é uma ruptura completa do músculo
que pode levar meses para cicatrizar.
A maioria das lesões ocorrem na parte muscular ou na área onde as fibras musculares se juntam às fibras do tendão. Nas lesões IQT mais graves, o tendão separa completamente do osso, e podem até mesmo puxar um pedaço de osso. Isso é chamado de lesão por avulsão.
A maioria das lesões ocorrem na parte muscular ou na área onde as fibras musculares se juntam às fibras do tendão. Nas lesões IQT mais graves, o tendão separa completamente do osso, e podem até mesmo puxar um pedaço de osso. Isso é chamado de lesão por avulsão.
Causa
Sobrecarga muscular é a principal
causa de lesão. Isso pode acontecer quando o músculo é estirado além de sua
capacidade ou desafiado com uma carga súbita. Geralmente ocorrem quando o
músculo se alonga durante uma contração (contração excêntrica) ou encurta numa
força súbita. As avulsões do tendão também são causadas por grandes
cargas repentinas.
Fatores de Risco
* Rigidez muscular: músculos são vulneráveis à tensão. Os atletas
devem seguir um programa durante todo o ano de exercícios de alongamento
diários.
* Desequilíbrio muscular: quando um grupo muscular é muito mais forte do que o seu grupo oposto, o desequilíbrio pode levar a uma lesão. Isso acontece com frequência com os músculos IQT. Os músculos do quadríceps na parte da frente da coxa são geralmente mais poderosos. Durante as atividades de alta velocidade, o tendão pode tornar-se cansado mais rapidamente do que o quadríceps e lesionar.
* Mal condicionamento: se os músculos são fracos ou despreparados para a atividade solicitada, eles são menos capazes de lidar com o estresse do exercício e são mais propensos a lesão.
* Fadiga muscular: a fadiga reduz a capacidade de absorção de energia dos músculos, tornando-os mais suscetíveis a lesões.
* Escolha da atividade: qualquer um pode experimentar a lesão no tendão, mas aqueles especialmente em risco são os corredores e participantes de esportes que necessitam de tiros e mudanças bruscas de direção.
* Idade: lesões dos IQT ocorrem com frequência em adolescentes devido ossos e músculos não crescem na mesma proporção. Durante um pico de crescimento, os ossos de uma criança pode crescer mais rápido do que os músculos. O crescimento ósseo puxa o grupo muscular encurtado e num salto repentino, chute, ou impacto pode rasgar o músculo longe de sua conexão com o osso.
* Desequilíbrio muscular: quando um grupo muscular é muito mais forte do que o seu grupo oposto, o desequilíbrio pode levar a uma lesão. Isso acontece com frequência com os músculos IQT. Os músculos do quadríceps na parte da frente da coxa são geralmente mais poderosos. Durante as atividades de alta velocidade, o tendão pode tornar-se cansado mais rapidamente do que o quadríceps e lesionar.
* Mal condicionamento: se os músculos são fracos ou despreparados para a atividade solicitada, eles são menos capazes de lidar com o estresse do exercício e são mais propensos a lesão.
* Fadiga muscular: a fadiga reduz a capacidade de absorção de energia dos músculos, tornando-os mais suscetíveis a lesões.
* Escolha da atividade: qualquer um pode experimentar a lesão no tendão, mas aqueles especialmente em risco são os corredores e participantes de esportes que necessitam de tiros e mudanças bruscas de direção.
* Idade: lesões dos IQT ocorrem com frequência em adolescentes devido ossos e músculos não crescem na mesma proporção. Durante um pico de crescimento, os ossos de uma criança pode crescer mais rápido do que os músculos. O crescimento ósseo puxa o grupo muscular encurtado e num salto repentino, chute, ou impacto pode rasgar o músculo longe de sua conexão com o osso.
Sintomas e sinais de Lesão
Ocorre uma súbita dor aguda na parte
afetada da coxa, fazendo com que você chegue a uma parada rápida, ou
queda.
A lesão provoca inchaço durante as primeiras horas. Hematomas ou descoloração da parte de trás da perna abaixo do joelho ao longo dos primeiros dias. Fraqueza na coxa, que pode persistir por semanas.
A lesão provoca inchaço durante as primeiras horas. Hematomas ou descoloração da parte de trás da perna abaixo do joelho ao longo dos primeiros dias. Fraqueza na coxa, que pode persistir por semanas.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com o
tipo de lesão, a gravidade e as necessidades e expectativas do paciente. A
maioria das lesões cicatriza com tratamento conservador, com uma combinação de
proteção, repouso, gelo, compressão e elevação. Pode ser recomendada uma tala,
para manter o joelho em posição neutra, ou métodos alternativos como PRP
(plasma rico em plaquetas).
Uma vez que a dor inicial e inchaço reduziram, a fisioterapia analgésica pode começar gradualmente a ser dirigida a parte motora. Exercícios específicos podem restaurar a amplitude de movimento e força. Alongamentos suaves irão melhorar a amplitude de movimento, e exercícios de fortalecimento serão gradualmente adicionados ao programa.
A cirurgia é mais frequentemente realizada para as lesões por avulsão do tendão, ou quando o tendão puxa completamente um fragmento de osso. A avulsão do tendão proximal é mais comum do que a distal. A cirurgia também pode ser necessária para reparar uma ruptura completa intramuscular.
Uma vez que a dor inicial e inchaço reduziram, a fisioterapia analgésica pode começar gradualmente a ser dirigida a parte motora. Exercícios específicos podem restaurar a amplitude de movimento e força. Alongamentos suaves irão melhorar a amplitude de movimento, e exercícios de fortalecimento serão gradualmente adicionados ao programa.
A cirurgia é mais frequentemente realizada para as lesões por avulsão do tendão, ou quando o tendão puxa completamente um fragmento de osso. A avulsão do tendão proximal é mais comum do que a distal. A cirurgia também pode ser necessária para reparar uma ruptura completa intramuscular.
Creatina
Apesar de ser um suplemento
nutricional muito conhecido, a creatina ainda está cercada por muitos mitos
relacionados ao seu consumo.
O fato de ter sua venda proibida pela ANVISA durante um certo tempo, fato este sem nenhuma justificativa científica, certamente contribuiu para que este suplemento fosse de certa forma estigmatizado.
Atualmente apesar de não existir nenhuma restrição ao seu consumo ainda persiste um mito relacionado a este nutriente. É muito comum o receio da retenção hídrica provocada pela suplementação de creatina. Este receio chega a propiciar a venda de produtos que tem seu preço aumentado com a argumentação de “esta creatina não provoca retenção de água”. Isto caracteriza uma forma de enganar o consumidor. O fato é que se a creatina não promover uma certa retenção hídrica ela não vai ter efeito.
Para esclarecer esta questão e afastar o receio da retenção hídrica é preciso explicar como a creatina age. A molécula de creatina está armazenada dentro das células musculares e ligada ao radical fosfato se constitui na forma de armazenamento de energia para exercícios de força e potência. Quando se realiza um programa de exercícios de maior intensidade, como por exemplo exercícios com pesos, é criada uma maior demanda de creatina. A suplementação vai então atender esta maior demanda e promover maior acúmulo de creatina dentro das células.
Aumentando a concentração de creatina nas células musculares, é criado um gradiente osmótico (diferença de concentração) que provoca a entrada de água nas células musculares. Isto é a chamada retenção hídrica, que de fato ocorre. Quando este fato acontece é sinal que já aumentou a quantidade de creatina nas células e, portanto, já existe maior quantidade de energia armazenada. Se não houver retenção hídrica é porque não se acumulou creatina e nenhum efeito vai ocorrer.
O processo não termina aí. A partir da entrada de água nas células, o compartimento celular se expande e nos dias subsequentes este mecanismo estimula a síntese de proteínas, e consequentemente aumenta a massa muscular. Este é o efeito da creatina. Portanto, retenção hídrica não é um problema quando se usa creatina. Ela precisa ocorrer e absolutamente não significa que o resultado é só a retenção de água.
O fato de ter sua venda proibida pela ANVISA durante um certo tempo, fato este sem nenhuma justificativa científica, certamente contribuiu para que este suplemento fosse de certa forma estigmatizado.
Atualmente apesar de não existir nenhuma restrição ao seu consumo ainda persiste um mito relacionado a este nutriente. É muito comum o receio da retenção hídrica provocada pela suplementação de creatina. Este receio chega a propiciar a venda de produtos que tem seu preço aumentado com a argumentação de “esta creatina não provoca retenção de água”. Isto caracteriza uma forma de enganar o consumidor. O fato é que se a creatina não promover uma certa retenção hídrica ela não vai ter efeito.
Para esclarecer esta questão e afastar o receio da retenção hídrica é preciso explicar como a creatina age. A molécula de creatina está armazenada dentro das células musculares e ligada ao radical fosfato se constitui na forma de armazenamento de energia para exercícios de força e potência. Quando se realiza um programa de exercícios de maior intensidade, como por exemplo exercícios com pesos, é criada uma maior demanda de creatina. A suplementação vai então atender esta maior demanda e promover maior acúmulo de creatina dentro das células.
Aumentando a concentração de creatina nas células musculares, é criado um gradiente osmótico (diferença de concentração) que provoca a entrada de água nas células musculares. Isto é a chamada retenção hídrica, que de fato ocorre. Quando este fato acontece é sinal que já aumentou a quantidade de creatina nas células e, portanto, já existe maior quantidade de energia armazenada. Se não houver retenção hídrica é porque não se acumulou creatina e nenhum efeito vai ocorrer.
O processo não termina aí. A partir da entrada de água nas células, o compartimento celular se expande e nos dias subsequentes este mecanismo estimula a síntese de proteínas, e consequentemente aumenta a massa muscular. Este é o efeito da creatina. Portanto, retenção hídrica não é um problema quando se usa creatina. Ela precisa ocorrer e absolutamente não significa que o resultado é só a retenção de água.
A importância da Educação Física
As aulas de Educação Física nas
escolas são o espaço adequado para a descoberta e desenvolvimento de futuros
atletas?
Com os resultados do Brasil aumentando cada vez mais nos jogos Olímpicos, vem gerando um intenso debate a respeito de um assunto: “como o país pode descobrir e desenvolver novos talentos esportivos?”. A resposta uníssona, inclusive de órgãos governamentais, foi o investimento na Educação Física nas escolas. Embora essa lógica guarde um fundo de verdade – pois é através da Educação Física que muitas crianças se iniciam no esporte – ela acaba gerando outro entendimento: a de que as aulas da disciplina são o espaço ideal para a descoberta e o desenvolvimento de futuros atletas de alto rendimento. Mas será que pode e deve ser assim?
A questão é que a descoberta de novos talentos esportivos pressupõe uma seleção, enquanto a Educação Física Escolar objetiva a inclusão. “A Educação Física precisa ensinar algo, os alunos precisam aprender algo. Este algo tem sido chamado cultura do movimento corporal, que inclui em suas manifestações o jogo, o esporte, a luta, a dança e a ginástica. Reconhecemos a importância do esporte, pelo seu poder motivacional junto aos alunos, e pelos interesses econômicos e políticos que o envolvem. Mas não é verdade que todos os alunos gostam ou preferem o esporte a outras práticas da cultura do movimento corporal, principalmente quando falamos do ensino tradicional, que tende mais a excluir do que incluir os alunos na prática esportiva”, avalia o profissional Mauro Betti (CREF 052077-G/SP), pesquisador da Unesp e líder do Grupo de Estudos Socioculturais, Históricos e Pedagógicos da Educação Física.
Quando a cobrança pela descoberta de futuros atletas surge da sociedade e dos órgãos públicos, é necessário evidenciar a Educação Física Escolar como uma disciplina escolar igual a todas as outras, conforme exemplifica Betti: “Todo mundo concorda que a escola deve ensinar língua portuguesa e matemática. E por quê? Porque são conhecimentos indispensáveis na sociedade atual. Ninguém pensa que se deve aprender a ler e escrever para ganhar o prêmio Nobel de Literatura, não é verdade?”.
Mauro lembra que, historicamente, a formação de atletas no Brasil foi muito mais uma tradição dos clubes privados, e diversos tipos de associações no âmbito da sociedade civil, do que uma missão das escolas. “Vejam o exemplo do judô, estruturado com base em academias privadas, e que tem obtido algumas medalhas em Jogos Olímpicos. Ocorre que os clubes privados tradicionais estão em crise; por exemplo, um dos clubes que eu frequentava enquanto adolescente na cidade de São Paulo, na década de 1970, e que mantinha equipes esportivas, fechou alguns anos atrás”, analisa.
Em vista desse cenário, como seria possível descobrir e desenvolver os futuros atletas de alto rendimento? “É rara a cidade brasileira (exceto talvez nas regiões mais pobres) que não tenha uma quadra ou ginásio de esporte vinculado ao poder municipal ou estadual. E também, não raramente, estes equipamentos são mal aproveita- dos, porque não temos de fato em nosso país uma política esportiva articulada entre os diversos níveis dos poderes executivos, nem entre as diversas dimensões do esporte. Creio que seria mais produtivo pensar nas secretarias ou departamentos de esporte das prefeituras e estados, assim como nas entidades da sociedade civil – federações, OSCIPs etc – como corresponsáveis pela formação de atletas, do que as escolas”, acredita Betti.
Com os resultados do Brasil aumentando cada vez mais nos jogos Olímpicos, vem gerando um intenso debate a respeito de um assunto: “como o país pode descobrir e desenvolver novos talentos esportivos?”. A resposta uníssona, inclusive de órgãos governamentais, foi o investimento na Educação Física nas escolas. Embora essa lógica guarde um fundo de verdade – pois é através da Educação Física que muitas crianças se iniciam no esporte – ela acaba gerando outro entendimento: a de que as aulas da disciplina são o espaço ideal para a descoberta e o desenvolvimento de futuros atletas de alto rendimento. Mas será que pode e deve ser assim?
A questão é que a descoberta de novos talentos esportivos pressupõe uma seleção, enquanto a Educação Física Escolar objetiva a inclusão. “A Educação Física precisa ensinar algo, os alunos precisam aprender algo. Este algo tem sido chamado cultura do movimento corporal, que inclui em suas manifestações o jogo, o esporte, a luta, a dança e a ginástica. Reconhecemos a importância do esporte, pelo seu poder motivacional junto aos alunos, e pelos interesses econômicos e políticos que o envolvem. Mas não é verdade que todos os alunos gostam ou preferem o esporte a outras práticas da cultura do movimento corporal, principalmente quando falamos do ensino tradicional, que tende mais a excluir do que incluir os alunos na prática esportiva”, avalia o profissional Mauro Betti (CREF 052077-G/SP), pesquisador da Unesp e líder do Grupo de Estudos Socioculturais, Históricos e Pedagógicos da Educação Física.
Quando a cobrança pela descoberta de futuros atletas surge da sociedade e dos órgãos públicos, é necessário evidenciar a Educação Física Escolar como uma disciplina escolar igual a todas as outras, conforme exemplifica Betti: “Todo mundo concorda que a escola deve ensinar língua portuguesa e matemática. E por quê? Porque são conhecimentos indispensáveis na sociedade atual. Ninguém pensa que se deve aprender a ler e escrever para ganhar o prêmio Nobel de Literatura, não é verdade?”.
Mauro lembra que, historicamente, a formação de atletas no Brasil foi muito mais uma tradição dos clubes privados, e diversos tipos de associações no âmbito da sociedade civil, do que uma missão das escolas. “Vejam o exemplo do judô, estruturado com base em academias privadas, e que tem obtido algumas medalhas em Jogos Olímpicos. Ocorre que os clubes privados tradicionais estão em crise; por exemplo, um dos clubes que eu frequentava enquanto adolescente na cidade de São Paulo, na década de 1970, e que mantinha equipes esportivas, fechou alguns anos atrás”, analisa.
Em vista desse cenário, como seria possível descobrir e desenvolver os futuros atletas de alto rendimento? “É rara a cidade brasileira (exceto talvez nas regiões mais pobres) que não tenha uma quadra ou ginásio de esporte vinculado ao poder municipal ou estadual. E também, não raramente, estes equipamentos são mal aproveita- dos, porque não temos de fato em nosso país uma política esportiva articulada entre os diversos níveis dos poderes executivos, nem entre as diversas dimensões do esporte. Creio que seria mais produtivo pensar nas secretarias ou departamentos de esporte das prefeituras e estados, assim como nas entidades da sociedade civil – federações, OSCIPs etc – como corresponsáveis pela formação de atletas, do que as escolas”, acredita Betti.
Experiência no Rio de Janeiro
O município do Rio de Janeiro iniciou
uma experiência que baseia a descoberta e desenvolvimento de talentos
esportivos no âmbito da escola, com a criação do Ginásio Experimental Olímpico
Juan Antônio Samaranch. A escola atende do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental,
e funciona em regime integral, das 7h30 às 17h30. Além das aulas, os estudantes
recebem treinamento em sete modalidades: atletismo, xadrez, tênis de mesa,
judô, futebol, handebol e vôlei. “São escolas que integram excelência acadêmica
à prática desportiva, com atendimento em turno integral e pelo menos duas horas
diárias de prática desportiva”, detalha a secretária municipal de Educação,
Claudia Costin.
Mesmo em uma escola voltada para a identificação de futuros atletas de alto rendimento, as aulas de Educação Física não estão relacionadas ao treinamento esportivo. De acordo com o site do projeto, as aulas são orientadas pela cultura do movimento corporal, com jogos, ginástica, atividades rítmico-expressivo-acrobáticas, lutas e esportes juvenis – nada muito diferente do que deveria ser a Educação Física em qualquer escola brasileira. “Os Ginásios Olímpicos não só dão condições para a descoberta de talentos, como também abrem caminho para a formação em outras áreas do esporte. Não queremos formar futuros atletas, apenas. Queremos dar oportunidades para que destas escolas também saiam futuros profissionais da medicina esportiva, por exemplo”, explica Claudia.
Mesmo em uma escola voltada para a identificação de futuros atletas de alto rendimento, as aulas de Educação Física não estão relacionadas ao treinamento esportivo. De acordo com o site do projeto, as aulas são orientadas pela cultura do movimento corporal, com jogos, ginástica, atividades rítmico-expressivo-acrobáticas, lutas e esportes juvenis – nada muito diferente do que deveria ser a Educação Física em qualquer escola brasileira. “Os Ginásios Olímpicos não só dão condições para a descoberta de talentos, como também abrem caminho para a formação em outras áreas do esporte. Não queremos formar futuros atletas, apenas. Queremos dar oportunidades para que destas escolas também saiam futuros profissionais da medicina esportiva, por exemplo”, explica Claudia.
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