quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Planejamento anual de um time de futebol juvenil.


Planejamento anual de um time de futebol juvenil 7

Introdução

Ao longo desta série de artigos, queremos mostrar uma abordagem diferente no desenho de um planejamento anual para um time de futebol juvenil.
Nosso planejamento é baseado na essência do jogo e nas diferentes fases significativas que podemos identificar nele. Portanto, é a própria lógica interna do jogo que define os padrões para uma estruturação relevante dos objetivos estipulados para a temporada. As fases do jogo que identificamos e com relação às quais esse planejamento gira são:
A fase de iniciação.
A fase de construção.
A fase de finalização.
 
Nosso planejamento de tipo é projetado para uma temporada de 10 meses, que responde a 10 mesociclos. Cada mesociclo possui quatro microciclos, que incluem 2 sessões de treinamento e uma partida.
Técnica individual:

Ofensiva:
Melhore o controle e o domínio da bola.
Melhorar acerto (passes e arremessos).

Defensiva:
Interceptação, liberação, entrada ...
Aspecto individual do jogo coletivo:  

Ofensivo:
Com bola:
Conheça as possibilidades de atuar como jogador com a bola na situação 1X1 que são:
Mantenha / proteja a bola.
Progresso com a bola.
Tendo em conta:
A situação da bola em relação ao gol
A situação de pares e adversários

Sem bola:
Desmarque suporte e quebre.
Ajuda defensiva ao seu parceiro com a bola (cobertura ofensiva).

Defensivo: 
Antes do adversário com bola:
Impedir sua ação ofensiva (quando temos uma vantagem)
Controlar, cronometrar, atrasar a ação (com uma certa desvantagem)
Pegue a bola.

Antes de um oponente sem bola:
Determine o passe para o jogador com a bola. (triângulo de eficácia defensiva).
Marcação
Relógio defensivo
Ajuda defensiva para um companheiro contra um adversário com uma bola.
Intercepte o passe, caso ocorra.
Jogo coletivo: 

Jogo ofensivo:
Desenvolva o ataque posicional em amplitude e profundidade.
Uso do passe curto e médio.
Iniciação ao sistema 1: 3: 3.
Definir funções cada linha e cada posição em cada linha.
Manter a organização ofensiva, tanto no ataque combinatório quanto no contra-ataque (evite o jogo direto).

Fase defensiva:
Aprenda a se posicionar em retirada, uma vez perdida a posse da bola.
A primeira linha de contenção e pressão para roubar a bola e a segunda linha de cobertura.
Aprenda a fazer auxílios entre jogadores da mesma linha.
Iniciação no modelo de marcação de zona.

Objetivos condicionais:

Resistência: Não é uma fase adequada para o desenvolvimento dessa capacidade.
Velocidade: estágio básico para o desenvolvimento dessa capacidade.
Força: Execute um trabalho de arrastar, empurrar e carregar automaticamente.
Flexibilidade: trabalhe a flexibilidade geral e específica do futebol.
O sistema que propomos é 1-3-3. Este sistema de jogo possui 2 linhas, de modo que se assemelha aos sistemas usados no futebol aos 5 anos. Mais tarde, podemos variar e usar sistemas de jogo de 3 linhas, como 1-2-2-2, 1-3-2 -1,1-2-3, etc. Dessa forma, abordamos os sistemas de jogos de futebol às 11.

Esse sistema nos permite diferenciar e ocupar os três corredores (2 laterais e 1 central), ajudando a criança a perceber o conceito de jogar em profundidade e não apenas em profundidade.

Todos os jogadores devem experimentar todas as funções, ocupar todas as posições. Desta forma, a não especialização dos jogadores produzirá um enriquecimento motor e um desenvolvimento da inteligência do jogo fundamental nessas idades. 

É necessário realizar abordagens táticas e estratégicas que norteiem nossas ações. Não devemos jogar de forma alguma para vencer. FORMAR é mais importante do que ganhar.

Devemos alternar ordens táticos e estratégicos para enriquecer a bagagem tático-estratégica dos jogadores: retirada, pressão na saída da bola, marcação de zona, marcação individual, etc.


É importante PLANEJAR E PERIODIZAR para aumentar a qualidade do treinamento. Improvisação é um erro grave que pode levar a uma preparação inadequada de nossos jogadores.

Os jogadores são a pedra angular do planejamento da temporada e da organização das sessões. Devemos submeter o planejamento às necessidades dos jogadores e às circunstâncias que cercam a sessão de treinamento. O planejamento é um plano e, como tal, pode variar e se adaptar ao momento atual.

Estamos no estágio básico para o desenvolvimento da VELOSIDADE. Devemos dedicar todos os dias através de jogos ou outro trabalho dinâmico.

O tempo da lição de casa é uma referência. O treinador deve adaptá-lo às características do seu grupo e às necessidades do grupo.

As dimensões do campo em jogos reduzidos são indicativas. É necessário adaptá-lo às características de nossos jogadores. Dependendo do nível do grupo, aumentaremos ou reduziremos as dimensões do campo.

Aquecimento: (20 min)
O aquecimento pode ser dividido em 3 partes:
Aumento da temperatura: Jogos para iniciar a atividade física que desenvolveremos durante a sessão.
Jogo de velocidade: Diferentes tipos de jogos em que o protagonista é o trabalho da velocidade (cortar o fio, 4 contra o mundo, pegar)
Técnica individual: exercícios voltados para a técnica individual, orientados para os objetivos propostos para esse mesociclo.

Parte principal: (50 min)
Exercício 1
Exercício 2
Partida de futebol 7: Consideramos necessária a presença de uma partida no final da sessão, pois podemos ver se o que foi feito durante a sessão se manifesta e é um estímulo para os jogadores.

Volta à calma: (5 min)
Alongamento: Comece a alongar.
Proposta de rotina de alongamento e trabalho de flexibilidade geral e específica do futebol.
Coleta de materiais

MESOCICLO
FASE
JANEIRO
INICIAÇÃO
FEVEREIRO
CONSTRUÇÃO
MARÇO
FINALIZAÇÃO
ABRIL
INICIAÇÃO
MAIO
CONSTRUÇÃO
JUNHO
FINALIZAÇÃO
JULHO
INICIAÇÃO+CONSTRUÇÃO
AGOSTO
CONSTRUÇÃO
SETEMBRO
CONSTRUÇÃO+FINALIZAÇÃO
OUTUBRO
FINALIZAÇÃO


Fase: Iniciação

Objetivos:
Técnica individual:
Melhore a condução
Melhore o passe.
Melhore o controle.

Aspecto individual do jogo coletivo:
Mantenha / proteja a bola.
Progresso com a bola.
Desmarque de apoio ou interrompa.

Jogo coletivo:
Desenvolva o ataque posicional em amplitude e profundidade.
Desenvolver o uso do passe curto e médio.

Condicional:
Velocidade.

Microciclos:
1 INICIAÇÃO.
2 INICIAÇÃO.
3 INICIAÇÃO.
4 INICIAÇÃO
Microciclo 1. Dia 1
Exercício 1: "Posse da bola em superioridade"
Tempo: 20 min
Material: bola, cogumelos, coletes.
Nº jogadores: 10 (6X4)
Dimensões do campo: 25X25
Descrição: obtenha 10 passes seguidos.
O objetivo do jogo é manter a posse da bola em superioridade numérica. Varie as equipes a cada 5 minutos.




Exercício 2: “Combine com o início do jogo em um chute de gol em superioridade”
Tempo: 20 min
Material: 1 gol, bola, cogumelos, coletes.
Número de jogadores: 11 (6 1X4)  do campo: ½ campo de futebol 7
Descrição: O início de cada posse é sempre um pontapé inicial. A equipe de superioridade tem como objetivo passar a linha do meio-campo dirigindo a bola.
Após qualquer interrupção na qual a bola sai ou termina no gol, ela recomeça em jogo com um chute de gol.


Exercício 1: "Jogo quadrado"
Tempo: 15 min (2X5X1'30 ").
Material: bola, cogumelos, coletes.
Nº de jogadores: 4 (3X1)
Dimensões do campo: 5X5
Descrição: Dividimos o campo em 4 zonas iguais. Os jogadores ocupam 3 zonas, portanto 1 é sempre gratuito. Você só pode passar o player localizado nas áreas adjacentes, nunca na diagonal. O objetivo é a mobilidade contínua dos jogadores que procuram e criam linhas de passe para receber a bola.



Exercício 2: “Combine com o início do jogo em um chute de gol em superioridade”
Tempo: 25 min (10 15); Material: 1 gol, bola, cogumelos, coletes.
Número de jogadores: 11 (6 1X4)
Dimensões do campo: ½ campo de futebol 7
Descrição: Conceitos táticos básicos para o início da jogada após o pontapé inicial no sistema 1-3-3.
Movimentos centrais.
Movimentos laterais.
Movimentos do centro do meio.
Movimentos das extremidades.
Realizaremos o exercício, seguindo a seguinte progressão:
Sem bola
Sem oposição
Com oposição.
O objetivo é passar a linha do meio-campo em posse da bola.
Após qualquer interrupção na qual a bola sai ou termina no gol, ela recomeça em jogo com um chute de gol.


Exercício 1: "Jogo de posse com apoio nas laterais do campo"
Tempo: 6X3 min (20 min); Material: bola, cogumelos, coletes.
Nº jogadores: 8 (6X2)
Dimensões do campo: 12X12
Descrição: Jogo de posse de bola em superioridade 6X2.
O objetivo é fazer 10 passes sem roubar a equipe adversária. Adereços externos terão no máximo dois toques, enquanto no interior não há limite de toques.
O suporte externo não pode passar um pelo outro, eles devem receber e passar jogadores de dentro do campo.



Exercício 2: "Combine com o início do jogo no chute e saia pelas bandas com superioridade"
Tempo: 20 min; Material: 1 gol, bola, cogumelos, babadores.
Número de jogadores: 11 (6 1X4)
Dimensões do campo: ½ campo de futebol 7
Descrição: Conceitos táticos básicos para o início da jogada após o pontapé inicial no sistema 1-3-3.
Movimentos centrais.
Movimentos laterais.
Movimentos do centro do meio.
Movimentos das extremidades.
O objetivo é fazer com que a bola seja jogada pelas bandas. Um jogador da equipe deve passar dirigindo a bola por dois gols localizados nas laterais do campo.
Após qualquer interrupção na qual a bola sai ou termina no gol, o jogo é retomado com um chute de gol.



Exercício 1: “Jogo de posse superior com troca de papéis”
Tempo: 15 min; Material: bola, cogumelos, coletes (2 cores).
Nº jogadores: 12 (equipes 4X3)
Dimensões do campo: 30X20
Descrição: Jogo de posse de bola em superioridade 8X4
O objetivo do jogo é manter a posse da bola sem que a equipe adversária a roube.
Duas equipes mantêm a posse, enquanto outra tenta roubar. Quando um time rouba o time ao qual o jogador que perdeu a bola pertence, ele trocará o papel e será responsável por recuperar a posse da bola.
Todos os jogadores devem desempenhar os diferentes papéis do jogo.



Exercício 2: “Combine com o início do jogo no pontapé de saída e saia pelas bandas com superioridade do time que possui a bola”
Tempo: 25 min
Material: 1 gol, bola, chapéu chinês e coletes.
Nº jogadores: 11 (5 curinga 1X5)
Dimensões do campo: ½ campo de futebol 7
Descrição: Conceitos táticos básicos para o início da jogada após um chute no gol no sistema 1-3-3.
O objetivo é fazer com que a bola seja jogada pelas bandas. Um jogador da equipe deve passar conduzindo a bola por dois gols localizados nas laterais do campo. 
A equipe adversária deve tentar roubar e finalizar a jogada no gol.
Após qualquer interrupção na qual a bola sai ou termina no gol, ela recomeça em jogo com um chute de gol.



TRADUÇÃO: PROFESSOR OCIMAR ESTEVES (69) 98437.0829





sexta-feira, 15 de novembro de 2019

CBF SOCIAL

Foi realizado nos dias 11 a 13 de novembro Um Seminário e uma seletiva do futebol |Feminino, com a presença a embaixadora do Futebol |Feminino a ex atleta Pretinha. O intuito era fazer uma seletiva e observação das garotas entre 9 a 19 anos. Muito Bom Mesmo.





O método global integrado e o método analítico no futebol


O método global integrado e o método analítico no futebol
Rodrigo Azevedo Leitão
·          
Ao longo de décadas, e virando o século, muitos pesquisadores vêm estudando o ensino e desenvolvimento das habilidades técnicas nos esportes coletivos.
O objetivo impulsionador da maior parte dos estudos sempre foi o de entender como alcançar com os treinamentos a maestria desportiva e como maximizar o desenvolvimento técnico específico de jogadores e equipes.
A percepção de que a repetição sistemática de gestos nos treinamentos, para melhorar as habilidades técnicas de jogo nos esportes coletivos, não correspondia necessariamente, sob o ponto de vista cognitivo e neuromotor, à repetição do real gesto solicitado durante uma situação de jogo, trouxe à tona, a necessidade de se entender como tratar do desenvolvimento das habilidades técnicas, de maneira a atender a manifestação motora específica exigida no jogo.
Em outras palavras, além do habitual treino de repetição de gestos técnicos (de passes, cabeceios, chutes, etc.), tornou-se necessário o desenvolvimento de treinos que dessem conta, de não mais repetir apenas gestos, mas sim repetir sistematicamente ações (ações de passes, ações de cabeceio, ações de finalizações).
Desta maneira, métodos de ensino e treinamento da técnica nos esportes coletivos tornaram-se objeto de estudos e de aplicação.
No futebol, dentre os métodos amplamente estudados e utilizados, destacaram-se principalmente os métodos “analítico” e “global”.
O método analítico, herdeiro especialmente das práticas empíricas, foi nos primórdios do treinamento técnico, o principal método empregado por equipes de futebol; das escolinhas, passando pelas categorias de base, até o profissional. No Brasil é o método de raízes mais profundas.
O método global, oriundo do redirecionamento dos olhares da ciência, à prática esportiva dos jogos coletivos, foi ganhando um grande corpo de conteúdos e de interessados, e passou a ser estudado e empregado em centros onde “construir o talento” passou a ser uma necessidade e uma resposta as dificuldades de se “encontrar o talento”. Na Espanha encontrou seu principal porto de desenvolvimento (não só no futebol, mas também no futsal, basquetebol, voleibol e handebol).
Hoje, na prática do futebol, o método analítico se caracteriza pela realização de exercícios técnicos, com repetição sistemática de gestos, que são fragmentados e retirados do contexto circunstancial-situacional de jogo.
O método global por sua vez, se caracteriza pela repetição sistemática das ações (balizada pela aleatoriedade e imprevisibilidade do jogo) em contexto de jogo, integrando ao desenvolvimento técnico, o desenvolvimento tático individual e coletivo, bem como o desenvolvimento físico (enfim, o desenvolvimento do jogar).
A Ciência não nega os feitos e benefícios do método analítico, afinal, especialmente no futebol, muitos problemas ao longo da história, foram sendo resolvidos através dele.
Há, porém, que se destacar que as soluções dadas pelo método analítico deixaram lacunas, que até certo ponto, frearam o desenvolvimento dos jogadores. Isso gerou novas perguntas (novos problemas), que não poderiam ser respondidas com as mesmas respostas.
Infelizmente, muitos dos “gestores maiores” nos clubes de futebol (nas categorias menores ou no profissional), aqueles que tem poder de decisão para mudar o rumo das coisas, viveram uma época de aprendizagem em que a lição formal era dada pelo método analítico (sem se dar conta, muitas vezes, de que a lição que realmente lhe valeu frutos foi ensinada nas ruas, nas peladas das periferias, de um “jeito global”, que não era método).

Transição Defensiva: o que é, suas intenções e o seu atual sinônimo


Transição Defensiva: o que é, suas intenções e o seu atual sinônimo
Caio Gondo.
De uns anos pra cá, a expressão “os times de tal técnico se caracteriza pelas transições”. Oras mas o que seriam essas transições? Elas são as fases de jogo transição ofensiva e transição defensiva. Nessas últimas semanas, a transição ofensiva foi dissecada e mostrada as suas maneiras (curta e longa) e temporizações (rápida e lenta) e, agora, chegou o momento de finalmente termos a completa compreensão do que a expressão inicial quis dizer com essa publicação com a “tradução” do que seria a transição defensiva.



Volante está na esquerda, e o lateral-esquerdo está no centro? Ah, o time está desorganizado!

Ao ver uma situação como a de cima, algumas pessoas têm a mesma conclusão que escrevi abaixo da imagem. Outras, porém, veem como um momento antes da organização defensiva em que o volante está atrapalhando o ataque adversário para que o seu time tenha tempo para se recompor defensivamente. Pois é, a contextualização e a compreensão do todo são essenciais para se analisar algo taticamente.
Uma das partes da intenção da transição defensiva é o segundo pensamento acima (o um momento antes da organização defensiva em que o volante está atrapalhando o ataque adversário para que o seu time tenha tempo para se recompuser defensivamente), enquanto que a outra é recuperar a bola. Ao recuperar a bola, a equipe que estava começando a se defender passa a começar a atacar. Mas, afinal, o que seria a transição defensiva?
A transição defensiva é a fase de jogo entre a ação ofensiva e a defensiva. Ela se caracteriza após a perda da bola em ação ofensiva, e os segundos em que o time que está sem a bola demora em se reorganizar defensivamente.






Transição defensiva é a fase entre a ação ofensiva e a ação defensiva.
Nota do autor: para ficar ainda mais claro quando e como se caracteriza as fases de ação ofensiva e ação defensiva, clique nestes links para visualizar os resumos (link da ação ofensiva e e da defensiva).
Como as intenções da transição defensiva são desarmar o adversário e/ou retardar o contra-ataque adversário, há algumas maneiras para fazê-las e quase todas elas já foram “traduzidas” por aqui. Para desarmar o adversário, a pressão no adversário é fundamental. Além disso, para aumentar as chances de desarme, o pressing é utilizado (sobre pressão no adversário e pressing, veja aqui).






Aqui, Felipe e Ytalo pressionam juntos o adversário com a bola, após perder a bola. Como é dois contra um, é pressing!
Como há pressão no adversário com a bola, pode-se acontecer o desarme ou, simplesmente, atrasar o contra-ataque adversário. Nesse último caso, enquanto há algum ou alguns jogadores não desarmando o adversário, outros jogadores estão retornando para que o posicionamento defensivo da equipe apareça.




Na imagem acima, enquanto Edson, Giovanni e Cícero pressionam o adversário com a bola, Wellington Silva e Diego Souza estão tendo tempo para se recompor defensivamente.





O mesmo time que estava realizando o pressing acima está organizado aqui. Veja como é completamente diferente as duas situações e, por isso, estão “enquadradas” em fases de jogo diferentes: a primeira é na transição defensiva, e a segunda, na ação defensiva.
Para facilitar aumentar ainda mais a possibilidade de compreensão, veja este vídeo sobre transição defensiva de Leandro Calixto Zago, profissional do futebol que já trabalhou no Desportivo Brasil, na Ferroviária, no Corinthians, no Guarani, no Palmeiras e, atualmente, está na Ponte Preta:
Princípios operacionais de transição defensiva por Leandro Zago.
Além de todas essas situações e caracterização, a transição defensiva passou a ser conhecida nas análises de futebol como o momento da “troca de ação de jogo”. Esse termo não é completamente adequado, já que há trocas de ação de jogo toda vez que sai de uma fase de jogo e vai para outra (como por exemplo, quando o time está se defendendo e retoma a bola. Aqui começou a transição ofensiva após uma troca de ação de jogo), mas é como a transição defensiva está conhecida atualmente.



Em cada momento entre uma fase de jogo e outra, há uma troca de ação de jogo. Porém é como estamos vivendo atualmente.






Veja como é habitualmente colocado “troca de ação de jogo” em vez de transição defensiva. Eu mesmo coloco esse termo por força do hábito. E para quem viu o escrito na imagem acima “troca rápida de ação de jogo” aguarde, pois isso será assunto em breve por aqui!
E quando não tem nenhum dos aspectos defensivos da transição defensiva acontecendo? Oras, não é muito difícil de imaginar. Sem nenhum aspecto da transição defensiva acontece, o time adversário avança, realiza o contra-ataque e pode acabar finalizando.




Aqui um exemplo de um time sem estar realizando nenhum aspecto da transição defensiva: contra-ataque do time adversário acontecendo tranquilamente.
Já aqui, um exemplo extremista de quando o time não realiza nenhum aspecto da transição defensiva: gol do adversário. E para conferir outros materiais antecipadamente, é só seguir o perfil do Traduzindo o Tatiquês no Instagram, em @traduzindootatiques!
Para facilitar a compreensão do que é transição defensiva e os seus aspectos táticos, o quadro abaixo resumirá o tema:




Resumo sobre transição defensiva


Professor Ocimar Esteves

Futsal