domingo, 22 de janeiro de 2017

FUTSAL



FUTSAL

PROJETO DE TAREFAS PARA TOMADA DE DECISÃO

O futsal é um esporte muito abertas e mudanças de soluções.  Espaço reduzido também faz com que o tempo para tomar decisões é muito pequeno. Neste sentido, podemos falar de um esporte essencialmente tático, onde logicamente a técnica, ou seja, o gesto é essencial, mas o que realmente faz a diferença é a capacidade do jogador a entender o jogo e tomar as decisões certas. O QUE É A TOMADA DE DECISÃO? O mecanismo de tomada de decisão é realmente a parte tática do esporte. Neste sentido, absolutamente todas as ações que fazem o jogador acima da pista, haverá a tática, ou seja, primeiro terá de perceber para posteriormente analisar e escolher o que você quer fazer. E tudo isto em décimos de segundo.

O PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO.

Este processo consiste principalmente de duas partes. Um perspicaz primeiro, onde o jogador deve analisar o que está acontecendo na pista e "ver" tudo o que está acontecendo. Logicamente isto é treinado, e não tem nada a fazer o que é capaz de ver um jogador com outro, "aprender a olhar".  Uma vez que já viu o que acontece, o jogador analisa a situação, baseada no conhecimento e experiências que tem na cabeça, para selecionar a opção que considera mais adequada.  Tudo isso é realmente táticas, a próxima parte é a execução, o que corresponde à parte técnica do esporte.

O QUE FAZ A COISA CERTA?

Isto é uma resposta muito complexa, porque aqui eles correm muitas variáveis. O jogador não só deve saber o jogo, deve analisar suas habilidades, analisar o Challenger e seus companheiros, o marcador, as ordens do treinador, etc...  Muitas vezes treinadores confundem os jogadores com boa decisão, para os jogadores que sempre tomar uma decisão que consideramos corretos.  No final é para jogadores que são eficazes, para resolver os problemas que você apresenta para o jogo e cometer esse erro. Se houver erros não houver melhora.

COMO É TREINADA A TOMADA DE DECISÃO?

A chave é o porquê. Nós fazemos melhores jogadores, assim fazê-los pensar, assim como podemos explicar ou que eles descobrem os porquês das coisas. Neste caso, a rotina de repetição porque não é eficaz.

Conhecemos bem o jogo, para ensinar o jogador onde procurar, você deve participar e dependendo o que acontecem, as opções é e que podem lhe interessar. Neste sentido, a primeira coisa que eu acho que é essencial para ser contínuas correções.  Tanto quanto nós podemos projetar uma tarefa espetacular, se não for o correto, se não fizermos o jogador pensar sobre o que acontece, não ensinam o que ensinamos.

Por outro lado, é importante que, em nosso projeto de tarefas, não nos baseemos no trabalho analítico como base de nosso treinamento modelo, desde que isso muito válido para outras coisas, reduz o processo de decisão do jogador. Dependem de um modelo global, onde as tarefas são soluções bastante abertas, e jogos, onde não há concorrência, rival força o jogador a decidir.  Trabalhando a tomada de decisão não é para executar tarefas específicas para isto, é ensinar a aprender o jogo em todo o nosso trabalho, levar o leitor a pensar e tomar decisões e ensinar como você para levar o mais apropriado.

O PROJETO ESPECÍFICO DE TAREFAS.

 Há uma série de premissas úteis para tarefas específicas para trabalhar com a percepção e a tomada de decisões de design, enquanto trabalho logicamente outras coisas.

Normalmente, falamos sobre situações muitas vezes mais complexas do que o próprio jogo e que complicam a seleção da melhor opção.  Desempenho, nós tentamos colocar este tipo de orientações especialmente tarefas no início da sessão, para aquecimento, para aproveitar e trabalhar essas questões específicas, ou intercaladas com outras instalações na parte principal dos treinadores. Na idade infantil e cadete na base, eu acredito que eles deveriam ter tanta importância em nosso modelo de formação, uma vez que são categorias críticas em termos de capacidade para assimilar o jogo.

DIRETRIZES PARA A CONCEPÇÃO DE TAREFAS PERCEPTIVAS E DECISÕES.

REDUZIR OS TOQUES

 Embora seja óbvio e não específica para esta parte do jogo. Quando reduzimos os toques de uma tarefa vamos complicar o mecanismo de tomada de decisão. Na verdade, estamos a reduzir o tempo que o jogador tem de decidir o que vai fazer. O problema da redução os toques é adaptar-se ao nível do nosso modelo, desde se falhar a tarefa para ter continuidade, não irá nos ajudar. O final mais complexo é jogar um toque.  Obriga o jogador a pensar e decidir antes da recepção, movendo-se muito bem. O que acontece é que muitas equipes são treinadas para jogar um toque?

- Orientação eminentemente perceptiva.

Tarefas de projeto, onde cada time tem uma bola na mão para agarrar a bola do jogo, passada a jogar com ele. Nós estamos olhando para os jogadores a procurar vantagens alterando a posição da bola, antecipando o jogo. Pode apresentá-lo esta mesma premissa com caracteres curinga nas laterais ou no fundo, mudando como mudar a bola, etc...

BOLA NA MÃO NÃO DEFENDE NEM ATACA

Agora, cada time tem uma bola na mão que deverão passar por entre eles. Neste caso, embora nós possamos misturar isso com a premissa acima, o que acontece é que o jogador que tem a bola na mão não pode tocar na bola, nem no ataque nem defesa. Se você deve mover ao redor da pista para manter a ordem na ocupação de espaços, mas você deve soltar a bola antes de você participar.

Estamos pedindo as equipes para antecipar, você acha que, assim como o que acontece com a bola do jogo, eles estão interessados com a bola na mão, tanto no ataque como na defesa.

JOGADOR SENTADO DEFICIENTE

A ideia é ter um jogador sentado em cada equipe (ou colocar uma premissa diferente no outro computador, se nós projetamos assim a tarefa), que não pode participar no ataque ou defesa.

Para "ativar" o jogador, um companheiro deve dizer o nome dele e senti-lo. A intenção é que eles devem tentar vantagem no jogo de usar seu companheiro com deficiência.  Uma vez ir descobrindo a tarefa, é importante fazê-los ver que o jogador é útil no ataque e na defesa, em uma maneira que muitas vezes mais rápido defensivo reset é levantando-a. O tempo todo que eles devem saber onde tem o seu amigo no chão.

Como podemos avançar de nível, não podemos simplesmente mudar quando a bola está com o goleiro, porque você verá que será uma das situações mais simples que ocorrem e já não nos convém. O padrão, como todos os outros, permite que você misturar com outros que possam ser de interesse para você.

Talvez, em algum nível, requer limitados toques nesta tarefa, pois queremos o jogador desorganize a defesa rival do usando o seu companheiro, não de recursos individuais.  Como regra, gera também falar sobre nossa equipe e incentiva a comunicação no jogo.

DIFERENTES CORES POR EQUIPE

Misturando cores em diferentes equipes, jogamos com as regras de complicar a interpretação do jogo. Podemos ter um vermelho da equipe dois e dois verdes, para que você pode passar a bola entre os jogadores com a mesma cor, tornando difícil a interpretação do jogo.

Além disso, se concordamos com o vermelho de jogadores rivais dois e dois verdes, pode proibir que eles defendam da mesma cor, dar as opções de jogar para obter vantagem deve procurar. Em torno de mistura de cores, nós podemos projetar um monte de tarefas que complicar e muito, muito a tomar a decisão.

UTILIZAR DIFERENTES ZONAS

Outra opção que temos é dividir o campo em áreas e marcar diferentes em cada uma destas orientações. Podemos limitar o número de jogadores que podem entrar, podemos limitar toques em uma ou outra perna dominante, podemos jogar com a possibilidade de retorno para o pino ou não na mesma área, etc... A partir daqui, permite-nos criar um número infinito de tarefas mais complexas do que o jogo em si, adaptado ao nível de nossa equipe.

JOGANDO COM CARACTERES CORINGA

Outra opção na concepção de tarefas é introduzir estrangeiras coringas ou dentro de casa, com ou sem a bola.  Desta forma, oferecemos vantagens ofensivas. A ideia é pedir os jogadores para aproveitar essas vantagens, que usá-los e tirar o desempenho. Nós também podemos complicar a tomada de decisão, se, por exemplo, duas maneiras de jogar com o Coringa e, dependendo de se fazer um ou outro, nós mudamos com ele ou não, ou há duas ações diferentes.   Imagine um jogo onde se eu ir primeiro para o curinga isto vem e eu saio de mim, mas se o segundo passo é simplesmente um apoio. A interpretação do jogo é complexa e muito interessante.

PERMITEM ALTERAR A DIREÇÃO DO JOGO

Decisão muito utilizada para o trabalho de superioridades ou de finalização.

Tem um grande componente de tomada de decisão, especialmente em estruturas com muitos jogadores.  É permitido para atacar os dois golos, ou de casa, ou uma vez obter algum objetivo ofensivo, por exemplo, exceder metade da pista. Neste caso, ele se torna uma tarefa muito perceptiva, desde que o jogador deve decidir em todos os tempos em que lado da faixa tem mais vantagem para atacar o objetivo.

CONCLUSÃO:

Em um esporte como o nosso, ensine para o jogo é mais importante para os jogadores de forma. Embora algo faz em nosso dia-a-dia com base em nossas tarefas de projeto, correções e os "porquês" do que acontece na pista, é criar uma formação específica para o trabalho de tomada de decisão, é uma ferramenta útil para reforçar e melhorar a percepção e a interpretação do jogo. Esta proposta de diretrizes apenas finge ser uma ajuda na dinâmica complicada e em desenvolvimento para a melhoria específica da tomada de decisão. Uma pequena contribuição de ideias que podem ser úteis para o seu projeto de tarefas, juntamente com muitas outras opções existentes.

 

 

BIBLIOGRAFIA

Táctica Nivel III Venancio López

Ponencia “Fundamentos Ofensivos” 

Fede Vidal.

Ponencia “Toma de decisión” Mon Barreiro.

 

 

domingo, 23 de outubro de 2016

Porque o treino deve ser bem preparado e planejado?


Porque o treino deve ser bem preparado e planejado?

Desconheço, hoje, que treinadores possam ter sucesso sem um planejamento correto do seu trabalho. Quando realizamos determinadas tarefas, o conhecimento da tarefa em causa e a experiência são suficientes para realizar a tarefa. Por exemplo, quando precisamos de um exercício de posse de bola, facilmente desenhamos um em nossa mente, distribuímos o material pelo campo e pelos jogadores, explicamos o exercício e começa a atividade. Mas, planejar um treino é mais complexo, pois é a preparação de múltiplas tarefas, que dependem de vários fatores. Não podemos organizar o treino como queremos, pois existem limitações, que já vamos perceber quais.

  1. Preparação prévia de todos os detalhes

O tempo de treino é limitado. Isso quer dizer que o treinador não tem tempo de estudar todas as condições de treino na mesma hora que o treino vai começar. Excitem condicionantes no treino, como o que queremos e o que precisamos treinar, que não podemos simplesmente escolher em cima da hora. Antes do treino, qualquer treinador deve reunir todas as informações possíveis, como condições para o treino, o que pretende treinar a equipe nesse dia, o adversário e o calendário, entre outras condicionantes. Por exemplo, se o treino é feito numa segunda ou terça-feira após um jogo, devemos planejar para recuperar os jogadores; numa quinta ou sexta-feira, já com o relatório na mão do próximo adversário, o treino deve estar mais focado na preparação do jogo. Tempo é precioso, e se um treinador organizar todo treino antes do mesmo começar, logo terá condições para correr bem do inicio ao fim.

  1. Os jogadores evoluem muito mais.

Um treino bem pensado, planejado é bem mais eficiente que um treino apenas dado. Ainda se vê treinador mandar os jogadores correr em volta do campo, logo em seguida um jogo formal e pronto, está feito. Se perceberem pouco ou nada de futebol, e os jogadores até acreditam que estão evoluindo, mas essa evolução não existe. O treino engloba varias vertentes, e o treinador precisa ter domínio em todas elas. Afinal de contas, ele é o responsável pelos jogadores durante o treino. Por exemplo, se tem um modelo de jogo a ser desenvolvido, correr em volta do campo e pedir que façam e ou aquilo aos jogadores, não basta, a não ser que sejam extremamente inteligentes para desenvolverem sozinhos (mas aí, seriam bastante mais inteligentes do que o treinador). Nem todos os exercícios servem para determinado modelo de jogo, logo o treinador precisa procurar os exercícios que mais convém para esse modelo de jogo.

Assim, o treino está focado em um objetivo e como tal a evolução dos jogadores está perdida.

 

  1. Trabalhar sem pressão é trabalhar com qualidade.

Quem não gosta de trabalhar sem pressão e que tudo aconteça naturalmente e bem feito?

Pois nem sempre é fácil trabalhar sem pressão, seja em que profissão for. Qual o jogador que sentirá confortável em ver o seu treinador nervoso como o que tem que fazer? Será que isso passa confiança aos jogadores? Obviamente não. Se o treinador fizer o seu trabalho como se tudo parecesse natural, os jogadores nem notam que o trabalho está sendo bem feito e a única coisa que pretendem é treinar. Já se o treinador não souber o que fazer em campo, meio perdido, os jogadores facilmente notam isso, e não sentem que o treino tem a qualidade que deveria ter. Um treinador com uma postura correta, confiante, e com um plano de treino bem organizado, transmite muito mais confiança aos jogadores acerca do seu método de treino. Por exemplo, por alguma razão Mourinho afirma que gosta do que faz. É a confiança que o treinador português tem no seu trabalho que em muito influencia a qualidade do mesmo.

  1. Conseguimos gastar muito tempo em planejar treino

Nos escalões inferiores, com pouco trabalho semanal, onde até muitos treinadores e jogadores tem outra profissão além o futebol, isso não é notório. Mas em clubes grandes, os treinadores tem o seu próprio escritório, tem muita informação para tratar (como relatório do departamento médico, do departamento de scouting, objetivos da direção, etc.), que condiciona bastante o trabalho do treinador. Logo, para que o treino corra bem por inteiro, deve estar tudo planejado ao máximo possível. Primeiro, isto, depois aquilo, depois outra coisa. Fazemos assim, dura tanto tempo, recupera tanto tempo. “Enquanto eu recupero os jogadores, você prepara o exercício tal, e você aproveita para preparar o material do exercício seguinte”.

Então, vamos pensar no planejamento do Treino?

FUNDAMENTOS TÁTICOS NO FUTEBOL


FUNDAMENTOS TÁTICOS NO FUTEBOL
A Tática no Futebol
http://jm7.com.br/docs/fck/image/FUTEBOL/campo3.jpg
Embora não seja uma guerra, o futebol é o confronto entre duas nações representadas pelos seus “guerreiros” no campo.
Por isso, mesmo sendo um esporte, ele adapta o conceito de tática utilizado nas guerras: tática é a arte de dispor e ordenar tropas para combate.

Restringindo-se agora apenas ao futebol, dá para acrescentar outro conceito.
Como as equipes são compostas por pelo menos três setores – defesa, meio-campo e ataque – é preciso aplicar um sistema, responsável pela coordenação das partes entre si, transformando o que poderia ser um emaranhado de 11 jogadores em uma estrutura organizada.

Para isso, a partir da década de 1930, o futebol passou a evoluir com a criação de diversos sistemas táticos, responsáveis pela organização das equipes.
TÁTICA NO FUTEBOL

É preciso diferenciar três aspectos que contribuem para a execução do sistema tático adotado pela equipe.
Existem três tipos de táticas, e todas elas devem ser levadas em consideração pelo treinador de futebol.

Tática Individual: é a função desempenhada pelo jogador. Dentro da proposta coletiva, o técnico precisa estabelecer de maneira clara e eficiente o papel de cada um. Envolve as orientações sobre a movimentação do jogador, a postura ofensiva e a postura defensiva.

Tática de grupo: é o planejamento dirigido a um setor específico. Envolvem as atribuições de cobertura, apoio à marcação, linhas de passe e triangulações, ocupação e abertura de espaços.
Exemplo: tática de grupo para defesa e ataque no lado direito do campo, envolvendo o lateral-direito, o primeiro volante e o meia-articulador.
Conforme suas táticas individuais, todos precisam saber como auxiliar uns aos outros na marcação, e como se movimentar organizadamente nas investidas de ataque.

Tática coletiva: é o planejamento adotado para todo o time, aquele “dos números”, responsável por interligar e coordenar as táticas de grupo.
Mas o sucesso da tática coletiva depende da maneira como o treinador define as funções de cada jogador (táticas individuais) e a movimentação ordenada de cada setor (táticas de grupo).
Apenas definir o sistema tático, sem o cuidado de organizar as partes e as individualidades, não é suficiente.
 
ESTRATÉGIA

A estratégia não pode ser confundida com o sistema tático. Ela na verdade é a maneira como vai se comportar a equipe em campo.
Independentemente do sistema tático, o time pode adotar uma postura mais ofensiva ou mais defensiva.
Com o mesmo sistema tático, um time pode modificar a estratégia dentro de um jogo – invertendo jogadores de posição, por exemplo, ou alterando o sistema de marcação.
Mais ligada às táticas individual e de grupo, a estratégia leva em consideração a movimentação dos jogadores na marcação (cobertura, antecipação) e na articulação (antecipação, criação de espaços, formação de linhas de passe), e a característica dos atletas.
Times que se enfrentam com o mesmo esquema tático podem ter estratégias diferentes.
Por isso, é importante que os jogadores tenham capacidade para compreender as atribuições de cada função dentro da tática coletiva, assimilando mais de uma tática individual.
Isso oferece a oportunidade para que o treinador altere a estratégia com a bola rolando, sem a necessidade de fazer substituições, apenas modificando a função dos jogadores.
 
ZONAS DE MARCAÇÃO

A definição do sistema de marcação é fundamental dentro da estratégia de cada equipe. Mas também é preciso levar em consideração o preparo físico e a movimentação do adversário na definição do sistema de marcação.
De nada adiantaria, por exemplo, definir uma marcação-pressão se a equipe não tem condições físicas de aguentar essa exigência por muito tempo.

Zona: é a marcação utilizada principalmente nos clubes da Inglaterra. Delimitada a zona de atuação de cada jogador (tática individual), ele vai dar combate nos adversários que por ali transitarem.
Exige muita visão periférica para antecipar as jogadas e fazer a abordagem correta no momento em que for exigido.

Pressão: adiantam-se todos os setores (tática de grupo) e a marcação é feita no campo do adversário.
Os atacantes entram em combate direto com os zagueiros para induzir o adversário à ligação direta.

Meia-pressão: a defesa e o meio-campo adiantam-se, mas a pressão é exercida apenas pelos atacantes, na saída de bola dos adversários.

Individual: um jogador marca apenas um adversário, acompanhando o atleta em qualquer parte do campo.
Utilizada para anular algum jogador diferenciado de criação ou finalização.

Mista: é diferenciada por setor (tática de grupo).
Pode ser adotada pressão no ataque, a zona no meio e a individual na defesa, por exemplo.
 
SISTEMAS TÁTICOS

A evolução das regras e do preparo físico levou os treinadores a criar novos sistemas de acordo com a exigência de cada época.
No início, o futebol se resumia a um grande número de atletas no ataque.
A estratégia era a ligação direta. Mas, com a regra do impedimento, os times precisaram se organizar.

O enfoque passou do ataque para o meio, onde a bola precisaria permanecer por maior tempo em busca da articulação.
Cada sistema, entretanto, surge como oposição ao antecessor, exatamente pela necessidade de vencê-lo.

A FIFA reconhece apenas seis sistemas táticos. Os demais são considerados variações destes já existentes:
W.M – Arsenal - 1925
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É o primeiro sistema tático identificado na história do futebol. Tem três zagueiros em linha, dois volantes, dois meias de ligação e três atacantes. Fez tanto sucesso que todos passaram a usá-lo, “espelhando” os confrontos. Quem quisesse vencer teria de aumentar o número de atacantes.
CURIOSIDADE: Dele surgiu o termo “zagueiro central”, utilizado até hoje.
4-2-4 (utilizado pelo Brasil nas Copas de 58 e 62)
Com o objetivo de criar dificuldades para o W.M surgiu o 4-2-4. Com relação ao antecessor, um volante virou o 4º zagueiro, e um meia virou o 4º atacante. E no confronto com o W.M, ficaram 4 zagueiros para marcar 3 atacantes, e 4 atacantes contra três zagueiros. 
CURIOSIDADE: Dele surgiu o termo “quarto zagueiro”, utilizado até hoje.
4-3-3 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1970)
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A simplificação do 4-2-4 reduziu a permanência da bola no meio-campo, resumindo-se o jogo à ligação direta. Aos poucos, entretanto, a atenção dos confrontos passou do ataque e da defesa para o meio-campo. E assim, o 4-3-3 é o primeiro sistema que busca aumentar a posse de bola no setor de criação. Pode variar de um volante e dois meias para dois volantes e um meia, modificando-se ainda mais com as estratégias de ataque ou defesa (laterais ofensivos ou defensivos, sistema de marcação e movimentação dos atacantes). Hoje, por exemplo, o Barcelona utiliza um 4-3-3 com laterais quase fixos à defesa, em linha, e atacantes de movimentação que jogam em diagonal, ao contrário dos antigos pontas, que corriam para o fundo e faziam cruzamentos. É o mesmo sistema, mas com uma estratégia diferente.
4-4-2 (utilizado pelo Brasil na Copa de 1994)
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Cada vez mais as atenções voltaram-se para o meio-campo. E então um dos atacantes passou para o setor de criação, eliminando a existência dos pontas. É um dos sistemas táticos que mais permite variações, dependendo da tática individual dos homens de meio e de ataque: variam o número de volantes e articuladores, o posicionamento de todos, e a característica dos atacantes. No meio, o desenho pode ser o quadrado, o losango, a linha, variando de um até quatro volantes. No ataque, também podem ser dois centroavantes fixos, ou dois atacantes de movimentação, ou então uma combinação entre o centroavante e o atacante.
CURIOSIDADE: Dele nasceu o termo “quarto homem de meio-campo”.
3-5-2 (nascido na Itália)
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Este é o esquema que mais sofre distorções. Nasceu na Itália com o conceito de líbero. O líbero (em italiano, “livre”), está originalmente localizado na defesa, mas é um jogador “livre” para se posicionar conforme as exigências da partida. Dentro do mesmo jogo pode estar atrás da linha de zagueiros – como homem da sobra, à frente deles – como volante, investir pelo meio ou pelas laterais, e até mesmo aparecer na área para concluir. Baresi é o maior exemplo de líbero bem sucedido pela inteligência com a qual se posicionava em campo, sempre atento à hora de modificar a própria posição.
Mas no Brasil o sistema é mal compreendido. No 3-5-2 tupiniquim, o líbero virou o “homem da sobra”, ou pior: o “terceiro zagueiro”. Atua fincado atrás da linha de zaga, sem liberdade para apoiar nem sequer de posicionar-se à frente deles, como um volante. E assim, o time perde volume no meio-campo.
Compreender a função do líbero é fundamental para o sucesso do 3-5-2, porque apenas com um jogador capaz de assimilar essa tática individual de extrema alternância de funções, com posicionamento, noção de cobertura e movimentação constante, pode exercê-la. Do contrário, o líbero seguirá sendo apenas um rebatedor atrás da linha de zaga.
Outro conceito trazido pelo 3-5-2 é o de alas, abolindo os laterais. Os alas têm na origem a função de não apenas jogar pelos lados, mas também ocupar os espaços de meio-campo na articulação das jogadas.
 
 
 
 
3-4-3 (Dinamarca 2002/Ájax 1995)
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É um sistema quase misto, que se utiliza dos conceitos de defesa do 3-5-2 (líbero, cobertura e posicionamento) de meio-campo do 4-4-2 (diversas possibilidades de desenhos e estratégias) e de ataque do 4-3-3 (retorno do 3º atacante).
Os demais esquemas são considerados pela FIFA variações destes seis reconhecidos. Portanto, o 3-6-1 pode ser visto como uma variação do 3-5-2, o 4-5-1 como uma alternativa ao 4-4-2 e assim por diante.
 
O FUTURO

O futebol está cada vez mais dependente da força física e da velocidade dos jogadores.
E isso vai se refletir nas opções relativas ao sistema tático – incluindo as táticas coletiva, de grupo e individual, à estratégia e ao sistema de marcação.

Dentro das estratégias, haverá cada vez mais variação de posicionamento tático dentro da mesma partida.
E por isso o jogador precisará ser cada vez mais inteligente e de raciocínio rápido.

Essas variações táticas vão exigir jogadores capazes de entender a necessidade da partida, com inteligência para cumprir mais de uma função tática individual e de assimilar diversos sistemas e estratégias, tanto de grupo como coletivas.
E assim esse jogador também terá autonomia para tomar decisões em campo.
O TREINADOR
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Guss Hiddink - Um dos treinadores mais estrategistas do Futebol Moderno
Com estes argumentos, fica muito claro porque sou tão crítico com os treinadores.
Muitos defendem que o poder de decisão está com os jogadores, que é a qualidade deles quem determina os vitoriosos, mas eu discordo.
Os méritos e as cobranças devem sim serem mais direcionadas ao treinador.

Neste pequeno resumo de apenas sete páginas expus uma diversidade de atribuições do treinador, mesmo as relacionadas ao desempenho do atleta.
Por muitas vezes, um jogador apresenta-se mal porque não tem uma tática individual clara, ou pior: foi escalado para cumprir uma função equivocada.
É o treinador quem define todas as táticas individuais, dos 10 jogadores de linha – e até do goleiro (reposição de bola, posicionamento como “homem da sobra”...), todas as táticas de grupo e encaixa essas definições na tática coletiva e na estratégia.
É o treinador quem faz o time jogar, e quando o técnico é limitado, não tem inteligência para definir táticas individuais coerentes com as táticas de grupo, integrada à tática coletiva e de acordo com a melhor estratégia, o time torna-se um emaranhado de atletas chocando-se dentro de campo como baratas desgovernadas.
"SEMPRE NO ESPORTE COLETIVO VENCERÁ A COLETIVIDADE QUE ESTIVER MELHOR ORGANIZADA"
"UM GÊNIO DENTRO DE UMA EQUIPE EMBARALHADA CAI DE PRODUÇÃO, ENQUANTO UM JOGADOR LIMITADO FAZENDO PARTE DE UMA ENGRENAGEM INTELIGENTE TORNA-SE ÚTIL”.
 
 

Asdericel - Panamericano